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Férias escolares: 5 viagens no Paraná para curtir a natureza com crianças

As férias escolares de julho chegaram e os finais de semana podem se tornar um bom período para fazer viagens com as crianças. Por isso, para tirá-las de casas e programar atividades ao ar livre, na natureza, existem alguns lugares do Paraná para curtir o tempo em família.

Conheça cinco opções de viagens no Paraná:

1. Parque Estadual de Vila Velha 

Localizado no município de Ponta Grossa, a 95 quilômetros de Curitiba, o parque é famoso pelas formações rochosas em vários formatos, como a taça e o camelo, mas a Unidade de Conservação também possui outras atrações, como as Furnas e a Lagoa Dourada, que fica com essa coloração a partir do reflexo do sol. O parque tem mais de 3 mil hectares, é tombado como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual e foi criado em 1953 para conservar as formações de arenito e a vegetação nativa da região. No local, já foram encontradas espécies ameaçadas de extinção, como o lobo-guará e o tamanduá-bandeira. O parque, que passou por revitalização recente, possui trilhas para os passeios, que são acompanhados por guias. O local também possui lanchonete, centro de visitantes, estacionamento e loja de souvenirs.

Horário de visitação: das 8h30 às 15h30, de quarta à segunda-feira. A permanência no local é permitida até as 17h30. O parque fecha ao atingir a capacidade máxima de 800 pessoas.

Ingresso: R$ 28 por pessoa (o valor contempla a taxa do guia e ingresso para os Arenitos, Lagoa Dourada e Furnas)

Contato: (42) 98417-2323 e (42) 99943-0582, das 13h30 às 17h30

2. Buraco do Padre

Outro destino em Ponta Grossa que chama a atenção pela beleza natural é o Buraco do Padre. Localizado no distrito de Itaiacoca, o local tem como principal atração uma furna formada pela junção de falhas geológicas e aberturas nas rochas arenosas, onde é possível ver uma cachoeira com mais de 30 metros de altura. Acessando a Trilha do Favo, de dificuldade média, os visitantes também podem conhecer o topo da Furna e uma piscina natural. O Buraco do Padre está dentro de uma área particular contemplada pelo Parque Nacional dos Campos Gerais, criado em 2006, e considerado a maior área de Floresta com Araucárias protegida do mundo. O local possui playground e um café, que funciona nos finais de semana. A trilha principal é feita por uma passarela com fácil acesso a portadores de necessidades especiais.

Horário de visitação: das 9 às 17 horas, de quarta a domingo. Saída obrigatória dos visitantes até as 19 horas.

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Para a Trilha do Favo é necessário pagar uma taxa de conservação de R$20.

Contato: (42) 3220-1814

3. Reserva Natural Salto Morato 

Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) localizada em Guaraqueçaba (PR), litoral Norte do estado, a Reserva Natural Salto Morato faz parte do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade. No local, aberto à visitação desde 1996, já foram registradas mais de 320 espécies de aves, algumas ameaçadas de extinção. Os principais atrativos turísticos da Reserva, mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, são a queda d’água de cerca de 100 metros de altura que dá nome à área e uma figueira centenária que forma uma ponte viva sobre o Rio do Engenho. O acesso aos dois pontos é feito por trilhas demarcadas com painéis interpretativos e sinalização.

Horário de visitação: de terça-feira a domingo e feriados, das 8h30 às 16 horas

Ingresso: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). A entrada é gratuita para os moradores de Guaraqueçaba, menores de 10 anos e maiores de 60 anos.

Contato: (41) 3375-9671 e (41) 98827-4137 (WhatsApp)

4. Parque Nacional do Iguaçu

Um dos locais mais famosos e visitados do Brasil, o Parque Nacional do Iguaçu foi criado em 1939 e abriga as Cataratas do Iguaçu, formadas pelas quedas do Rio Iguaçu. São 19 saltos principais, cinco do lado brasileiro. Além de apreciar uma das Novas Sete Maravilhas da Natureza, o visitante também pode conhecer outras atrações do parque, como a Trilha do Poço Preto, realizada com guias bilíngues que explicam a diversidade biológica do parque. Um dos destaques do caminho é a Lagoa do Jacaré. Os nove quilômetros da trilha podem ser feitos a pé, de bicicleta ou com carro elétrico. O Parque ainda possui outras atrações, como a Trilha das Bananeiras e o radical Macuco Safari.

Horário de visitação: diariamente, das 9 às 17 horas

Ingresso: R$ 70 (entrada integral, a partir de 12 anos). Brasileiros pagam R$ 41 (a partir de 12 anos). Crianças de 2 a 11 anos e idosos acima de 60 anos pagam R$ 11.

Contato: (45) 3521-4400

5. Parque Estadual do Guartelá

Localizado em Tibagi, na região dos Campos Gerais, o parque foi criado em 1992 e abriga o Cânion do Rio Iapó, sexto maior do mundo em extensão e o único que mantém a vegetação nativa. No local, existe um mirante que pode ser visitado a partir de uma caminhada pela trilha básica do parque, onde também é possível conhecer a Cachoeira da Ponte de Pedra e os Panelões do Sumidouro, formações de piscinas naturais onde é permitido tomar banho. O parque também possui uma opção de trilha mais completa, que permite conhecer as pinturas rupestres do local. Essa segunda trilha tem pouco mais de 7 quilômetros e é feita somente com guia autorizado pelo parque.

Horário de visitação: das 9 horas às 16h30, de quarta-feira a domingo e feriados nacionais.

Ingresso: A entrada no parque para a realização da trilha básica é de graça. Para a trilha com pinturas rupestres, é necessário a contratação de um guia em uma agência de turismo local

Contato: (42) 3916-2150

Bolsonaro

Bolsonaro veta bagagem gratuita em voos domésticos

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) vetou a gratuidade das bagagens em voos domésticos ao sancionar a medida provisória que abre 100% do capital para as aéreas estrangeiras.

Na sexta (14), ele disse que avaliava sancionar na íntegra a medida provisória que abre capital para as estrangeiras. Para solucionar a questão de gratuidade das bagagens, o presidente disse que considerava a possibilidade de editar uma nova MP para permitir que as empresas low cost (baixo custo) pudessem cobrar de seus passageiros.

A medida provisória (MP) que abre 100% do setor aéreo ao capital estrangeiro foi apresentada pelo governo de Michel Temer e aprovada pelo Congresso em maio. Entre os trechos do texto, agora convertido em lei, consta o item sobre a gratuidade de bagagens.

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) encaminhou uma recomendação à Casa Civil da Presidência para que a gratuidade fosse vetada.

Especialistas do setor afirmavam que a gratuidade das bagagens não impediria a entrada de empresas low cost no país. A controvérsia ocorre em meio à crise da Avianca, que entrou com pedido de recuperação judicial no final do ano passado e cancelou uma série de voos no país.

As empresas aéreas no Brasil estavam autorizadas a cobrar pela bagagem despachada desde dezembro de 2016, quando a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) editou uma resolução sobre o tema.

Desde então, os passageiros podem levar sem pagar apenas 10 kg em bagagem de mão nas rotas nacionais.

A MP das aéreas estabeleceu que a franquia mínima de bagagem despachada deve ser de 23 kg para as aeronaves com mais de 31 assentos. Para os aviões menores, a franquia será de 18 kg (até 31 assentos) e de 10 kg (até 20 lugares).

Cobrança de bagagem muda hábitos de viagem de brasileiros

A cobrança pelo despacho de bagagem nos aviões mudou os hábitos de viagem de muitos brasileiros. Para evitar o pagamento de taxas de – no mínimo – R$ 59, os passageiros têm embarcado apenas com a bagagem de mão. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a mudança de comportamento acabou superlotandoos os compartimentos nas cabines das aeronaves.

No início, a definição de tamanho e peso ficava a critério de cada companhia aérea. Para evitar que as diferenças resultassem em transtorno para os passageiros, a Abear optou por definir um padrão para esse tipo de bagagem: peso máximo de 10 quilos e dimensões de, no máximo, 55cm de altura por 35cm de largura e 25cm de profundidade.

A entidade,representante das empresas aéreas, tem feito campanhas de orientação sobre as regras para a bagagem de mão, agora padronizada. “O objetivo é agilizar o fluxo dos clientes nas áreas de embarque, evitando atrasos e trazendo maior conforto para todos os passageiros”, informou a Abear, em seu site.

O guia de turismo Marcelo Gonçalves Brandão, habituado a lidar com turistas, já ouviu muita reclamação sobre as taxas cobradas. “As pessoas reclamam porque já existe uma cultura de se evitar gasto com o despacho de malas, bem como de evitar perder tempo nas esteiras de bagagens. Vejo que muitos passaram a viajar com menos roupas em suas malas, para se adequarem às regras”, disse Brandão, no Aeroporto de Brasília, onde fazia check in para retornar ao Rio de Janeiro.

“O que mais lamento é que as mudanças foram feitas sob a argumentação de que [a cobrança pelo despacho de malas] baixaria o preço das passagens aéreas. Todos sabemos que isso não aconteceu. O mesmo artifício foi usado quando tiraram o serviço gratuito de bordo. As passagens só encarecem. Agora, com a terceirização da fiscalização, que será implementada nas bagagens de mão, vão aumentar os custos. E, no final, tudo será pago pelos passageiros”, disse.

Acompanhada de seis amigos de Mato Grosso, que vieram a Brasília para participar de uma competição de natação, a estudante e atleta Guinever Beregula Gomes, de 14 anos, tinha dúvidas sobre se o travesseiro que carregava nas mãos seria ou não considerado uma bagagem extra.

“Costumo me informar por meio de matérias veiculadas em redes sociais, mas nada diziam sobre travesseiros”, afirmou, aliviada por ter descoberto em seguida que seu travesseiro não seria considerado “bagagem de mão”.

Guivener disse que os limites de peso e dimensões determinados pelas companhias aéreas a fizeram ser mais seletiva na hora de escolher o que leva nas viagens. Outra mudança de hábito, segundo ela, é lavar algumas peças de roupa durante a viagem.

Já Maria Heloísa, de 13 anos, colega de Guinever, chegou ao aeroporto sem saber que sua passagem não permitia o despacho de bagagem.

“Em cima da hora tive de tirar tudo da mala e colocar apenas o essencial na mochila. Dispensei minha calça jeans, uma toalha extra e roupas mais volumosas. Na hora, fiquei muito tensa e com medo de o peso passar do limite. Como estava a caminho de uma competição, tinha feito um trabalho de concentração que, em um primeiro momento, foi prejudicado. Depois me acalmei, e ficou tudo tranquilo”, disse a nadadora.

Apesar de carregar quatro volumes grandes de mala, além de uma bagagem de mão, uma mochila e uma bolsa, o geólogo Leno Ataíde, 37, estava bem mais tranquilo. “Temos duas crianças, o que nos permite levar mais coisas. Como viajamos muito para cá, onde moram alguns familiares, já sabemos como evitar problemas com nossas bagagens”, disse à Agência Brasil.

Empresário do ramo de pescados, Leandro Vidal, 32, se divide entre o Ceará, onde fica a sede de sua empresa, e Brasília, onde mora desde que sua esposa assumiu o cargo de procuradora. Por ser muito alto (1m87), ele costuma pagar mais para ter poltronas mais largas. “Geralmente os bilhetes que compro são mais ou menos 30% mais caros. A vantagem é que, além de ficar em um assento maior e mais confortável, não preciso me preocupar com as bagagens, pois estão incluídas no preço.”

Terceirizado por uma companhia aérea para ajudar no despacho de malas que não se enquadram no padrão definido pela Abear, Luciano Duarte, de 43 anos, destacou que as companhias aéreas têm dado atenção especial no caso de bagagens com instrumentos musicais; equipamentos profissionais sensíveis, como câmeras de filmagem; aparelhos eletrônicos; e carrinhos de bebês ou bebê conforto.

“Hoje mesmo tivemos de cuidar da bagagem de quatro grupos musicais. Entre as 4h30 e as 7h30 foram 70 volumes de material das bandas Harmonia do Samba e da Família Lima. Teve também um instrumento que disseram ser do Djavan”, afirmolu o “balanceiro” – termo usado para os funcionários que têm como atribuição embarcar bagagens diferenciadas.

A Agência Brasil entrou em contato com a Abear, a fim de obter informações sobre a cobrança pelo despacho de bagagens, se isso tem ajudado a reduzir o preço das passagens aéreas. No entanto, até o fechamento da matéria, não houve retorno da representante das empresas aéreas.

Volta da bagagem de graça em voos domésticos passa em comissão do Congresso

Senadores e deputados aprovaram nesta quinta-feira (25) uma regra para a retomada da franquia mínima de bagagem para voos nacionais. O senador Roberto Rocha (PSDB-MA), relator da MP (Medida Provisória) que abre o mercado de aviação para o capital estrangeiro, incluiu a regra no seu parecer, que foi aprovado pela Comissão Mista que analisa o tema.

Agora, o texto segue para análise do plenário da Câmara dos Deputados. Depois, precisa ser votado no Senado até 22 de maio para não perder a validade. Apesar de ser incluída na MP que está em vigor, a medida da franquia de bagagem só passa a valer após a sanção presidencial.

As companhias aéreas estão autorizadas a cobrar pela bagagem despachada desde dezembro de 2016, quando a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) editou uma resolução sobre o tema.

Desde então, os passageiros podem levar sem pagar apenas 10 kg em bagagem de mão nas rotas nacionais.

Rocha estabeleceu que a franquia mínima de bagagem despachada deve ser de 23 kg para as aeronaves com mais de 31 assentos.

Para os aviões menores, a franquia estabelecida no parecer é de 18 kg (até 31 assentos) e de 10 kg (até 20 lugares).

O argumento do senador para a retomada das franquias de bagagem é que a sua dispensa não se reverteu em passagens mais baratas.

A MP 863 foi editada no final do ano passado pelo então presidente Michel Temer. A Medida Provisória revogou os dispositivos do Código Brasileiro de Aeronáutica que limitavam a participação do capital estrangeiro das empresas que operam rotas domésticas no Brasil a uma participação de 20%.

Com a justificativa de que o mercado nacional é um dos mais fechados do mundo, Temer propôs que companhias com até 100% de capital estrangeiro possam voar no país.

Embora tenha mantido a abertura do mercado, Roberto Rocha fez alterações na redação.

Ele estabeleceu que as aéreas com mais de 20% de participação de capital estrangeiro poderão funcionar no Brasil desde que opem ao menos 5% dos voos em rotas regionais, por um prazo mínimo de dois anos a partir da concessão.

Segundo o senador, a modificação é necessária para “alavancar o desenvolvimento desse importante segmento da aviação.”

Sobre a abertura do mercado para estrangeiros, o senador alegou que a medida é de “fundamental importância para se dinamizar o mercado aéreo nacional, bem como evitar tristes episódios de falências e fechamentos de empresas aéreas.”

A Avianca Brasil, por exemplo, está em recuperação judicial desde dezembro e enfrenta processos de devolução de aeronaves e de cancelamento de rotas.

Fiscalização do tamanho da bagagem de mão começa quarta em aeroportos do país

Por Ana Luisa Tieghi

A partir desta quarta-feira (10), passageiros que embarcarem em voos nacionais terão o tamanho da bagagem de mão checado antes de entrar na área de embarque.

A medida, implementada pela Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), será adotada em 15 aeroportos, em etapas. Os terminais Juscelino Kubitscheck (Brasília), Afonso Pena (Curitiba), Viracopos (Campinas) e Aluízio Alves (Natal) serão os primeiros a contar com a fiscalização.

A ação tem o objetivo de evitar que volumes com tamanho inadequado sejam embarcados como bagagem de mão, aquela que vai junto com o passageiro.

Desde 2017, quando a resolução 400 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) começou a valer, as companhias aéreas passaram a cobrar pelo despacho de bagagens. A única mala sempre gratuita para o passageiro é a de mão, que só pode ser uma por pessoa e precisa pesar até 10 quilos.

Para a nova fiscalização, a Abear adotou um tamanho padrão para esse tipo de bagagem, o mesmo usado pela IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo), que é de 55 cm de altura por 35 cm de largura e 25 cm de profundidade.

As quatro companhias aéreas brasileiras (Latam, Avianca, Azul e Gol) já adotaram essas medidas para suas bagagens de bordo, mas nem sempre foi assim. A Gol, por exemplo, antes pedia que as malas tivessem no máximo 40 cm de comprimento por 25 cm de largura e 55 cm de altura.

A associação contratou uma empresa terceirizada, que vai se posicionar antes da área restrita dos aeroportos –onde, para entrar, o passageiro precisa mostrar seu bilhete de voo–, e funcionários farão uma avaliação visual do tamanho das bagagens de mão.

As malas que parecerem estar fora do padrão serão testadas em uma fôrma com as medidas adotadas pela IATA. O passageiro que tiver uma mala com tamanho maior do que o permitido será redirecionado ao balcão de check-in de sua companhia, onde terá que pagar pelo despacho do volume.

A cobrança vai acontecer após duas semanas do início da fiscalização, segundo a associação. Antes disso, os passageiros serão apenas orientados sobre o tamanho de suas malas de bordo.

Nos quatro primeiros aeroportos, o período de orientação ao passageiros termina no dia 24 de abril.

A segunda leva de terminais, que começará a receber as equipes de fiscalização no dia 17, será composta por Confins (Belo Horizonte), Pinto Martins (Fortaleza), Guararapes-Gilberto Freyre (Recife), Luís Eduardo Magalhães (Salvador) e Val-de-Cans-Júlio Cezar Ribeiro (Belém). O período de orientação vai até 1º de maio.

Os últimos aeroportos a aplicarem a fiscalização, a partir de dia 24 de abril, serão os de Santa Genoveva (Goiânia), Salgado Filho (Porto Alegre), Congonhas (São Paulo), Guarulhos, Galeão e Santos Dumont (Rio de Janeiro). A orientação aos passageiros vai até o dia 12 de maio.

Procuradas, Azul, Avianca, Latam e Gol informaram que apenas a Abear responde pela medida. Segundo a associação, o custo de operação da empresa terceirizada será rateado entre as companhias associadas.

Quanto cada companhia cobra pelo despacho de mala Caso seja necessário despachar a bagagem de mão que estiver fora do padrão, o serviço será cobrado. Veja quanto ele custa nos voos nacionais.

Azul e Gol: Se comprado pelo site da companhia, o despacho custa R$ 60. Já se a compra for feita no aeroporto, sai por R$ 120. Avianca: Se comprada com mais de seis horas de antecedência do voo, o despacho sai por R$ 60 por mala. Já se a compra for feita depois disso, custa R$ 120. Latam: Até três horas antes do voo, o despacho custa R$ 59. Após esse período, sai por R$ 120.

Histórico

Antes da resolução 400 da Anac, que começou a valer em abril de 2017, todo passageiro que embarcasse no Brasil ou tivesse o país como destino final poderia levar duas bagagens de 23 quilos em voos nacionais e duas de 32 quilos em voos internacionais, sem cobranças à parte. A bagagem de mão poderia pesar até 5 quilos.

Na época, a agência alegou que essa prática ajudava a encarecer o preço das passagens, porque o valor da franquia de bagagens -o direito de despachar as malas- estava embutido em todos os bilhetes aéreos, mesmo naqueles usados por quem não tinha dois volumes para despachar.

A agência então optou pela desregulamentação, o que deixou as empresas livres para decidirem como cobrar pelo transporte das bagagens, com a condição de que o passageiro ainda pudesse levar gratuitamente pelo menos 10 quilos de bagagem de mão, além de um item pessoal, como uma bolsa ou mochila.

Antes de começar a valer, a cobrança pelo despacho de bagagens chegou a ser proibida por uma liminar da Justiça Federal, o que atrasou em um mês a sua implantação no país. Órgãos de defesa do consumidor também se posicionaram contra a nova cobrança, que foi adotada pela primeira vez em junho de 2017, pela Azul.

Hoje, todas as empresas aéreas nacionais oferecem categorias diferentes de passagens. As mais baratas não dão direito a despachar bagagens, o passageiro precisa pagar uma taxa extra para poder levar malas no porão do avião, se quiser. Outras categorias, mais caras, já incluem o despacho.

Personal organizers dão dicas para arrumar a mala de viagem

Por Beatriz Vilanova

Roupas em rolinhos, meias dentro dos calçados e sacos compressores. Afinal, existe um jeito certo de fazer as malas?

A personal organizer Ingrid Lisboa, que ministra o curso “Mala Inteligente”, defende que não -na verdade, são várias as formas de compor uma boa mala de viagem.

“Primeiramente, é preciso que a pessoa pesquise sobre as temperaturas, condições, topografia e até sobre a cultura do destino da viagem”, explica. “Há roupas que, mesmo que combinem com o clima do local, não combinam com ele. Por exemplo, em Trancoso, não adianta levar salto alto.”

Segundo ela, não basta levar as peças prediletas de verão ou inverno, de acordo com o clima local. É importante pensar nas atividades e passeios do dia a dia na viagem.

Ingrid dá o exemplo de algumas igrejas na Itália nas quais não se pode entrar vestindo regata ou saia, mesmo que seja verão.

“A maioria das pessoas que não fazem a mala dessa forma, trazem de volta da viagem até 80% das peças que levaram sem usar”, afirma. É o que acontecia com a senhora Olinda Vioto, de 70 anos. Ela conta que, quando se preparava para uma viagem a Portugal, acabou fazendo o curso de Ingrid, na intenção de levar menos roupas.

“Antes eu colocava roupas demais na mala, mas deixava de usar metade delas”, diz. “Tenho outra base, agora. Já não levo tantas calças jeans, por exemplo, que pesam mais, e penso em como combinar as peças entre si.”

Neste final de ano, a Sra. Olinda viaja para Bauru, interior de São Paulo, e diz que opta por tecidos mais finos e que não amassam, como indicou Ingrid, além de separar peças íntimas e acessórios menores em embalagens.

No entanto, a principal regra de Ingrid ao montar uma mala é sobre a combinação de looks. Ela indica levar uma combinação de roupas para cada atividade que for fazer, podendo repeti-las em duas ou até três atividades. “O mais importante é que cada peça escolhida combine com outras três da mala. Uma calça deve combinar com ao menos três blusas, para você não usá-la apenas em um dia”, diz.

Ela ainda defende que roupas que nunca foram usadas, ou que não são usadas há muito tempo, não sejam colocadas na mala. O mesmo vale para sapatos e peças desconfortáveis, ou que amassam facilmente. Para Ingrid, mais vale colocar acessórios do que tantas roupas na mala.

A personal organizer Bárbara Volnei reitera: “Escolha peças que combinem entre si para não exagerar na quantidade; a preferência é pelas cores neutras. Lenços e acessórios multiplicam seus looks”.

Definindo as atividades, o clima e o tipo do local, seu guarda-roupa de viagens está definido. Para guardar tudo na mala, Bárbara indica o uso de malas em modelos compactos, que sejam resistentes, leves e, preferencialmente, com rodinhas.

“Quanto maior a mala, mais coisas você irá colocar dentro dela. Então adquira uma no tamanho médio”, diz. O ideal, segundo ela, é que se faça uma lista com tudo o que será necessário levar de cada membro da família, e que a arrumação da mala comece ao menos dois dias antes da viagem, principalmente se a família tiver muitos integrantes.

Dicas 

Vale ainda se atentar a detalhes que facilitam na hora de montar a mala e escolher o que usar durante a viagem. “A maioria das pessoas, quando vai fazer uma mala, se preocupa muito em fazer caber tudo dentro dela, e não em como irá manusear essa mala durante a viagem, que é mais importante”, diz Ingrid.

Bárbara indica que as peças mais pesadas, como casacos e roupas jeans, sejam colocadas no fundo da mala. Ela diz que, no caso de viagens longas, para ganhar espaço, vale arrumá-las em rolinhos, desde que não sejam peças volumosas.

Já Ingrid alerta para o cuidado com as peças em rolinhos, que podem amassar. Ela defende uma mala de fácil manuseio. “Colocar as meias dentro dos sapatos serve só para fazer caber mais coisas na mala, mas torna o manuseio das peças difícil. Uma boa mala é aquela que não te tira tempo da viagem.”

Para o verão, a dica é levar tecidos naturais -algodão e linho deixam a pele respirar melhor, mas amassam mais. Os tecidos sintéticos esquentam mais o corpo, mas amassam menos; por isso são indicados para ocasiões mais formais.

Ambas as profissionais indicam o uso dos organizadores de malas, que “setorizam” as peças entre os tipos de roupas, os calçados e acessórios. Produtos de higiene podem ser levados em embalagens menores, apenas com as quantidades necessárias para os dias de viagem, e vedadas com filme plástico e/ou fita adesiva.

Ingrid também dá a dica de tirar fotos das combinações de roupas que estão sendo levadas. “No final, acabo tendo meu próprio ‘lookbook’ de viagem; um catálogo para escolher o que usar de maneira bem mais rápida.”

“Nunca leve a mala lotada. Deixe um espacinho na mala para trazer compras que porventura venha a fazer”, finaliza Bárbara. Ingrid acrescenta: “Levando a mala mais leve, até consigo trazer algum souvenir da viagem.”

Companhia aérea de baixo custo argentina recebe aval para operar no Brasil

Vai viajar? Cuidado com a Síndrome do Viajante

Por: Fabio Fiedler, diretor da OrtoBraz.

Começo de ano e lá vai uma legião de turistas aproveitar as férias para viajar pelo Brasil ou para o exterior. Sem contar os que contam as horas para sair da cidade e descansar ou agitar no Carnaval. São deslocamentos feitos por avião, ônibus ou carro que, além de todos os outros cuidados, requerem atenção a um problema comum e perigoso, para o qual a maioria das pessoas não dá importância: a Síndrome do Viajante, que pode até levar à morte. Neste artigo, trago informações sobre esta síndrome e como um simples produto, a meia de compressão, pode ser aliada para evitar o problema.

A Síndrome do Viajante, também conhecida como Trombose Venosa Profunda (TVP), se dá pela coagulação do sangue no interior das veias. A síndrome acontece quando uma pessoa passa muito tempo sentada em uma só posição e sem se locomover, o que favorece a formação de trombos ou coágulos nas veias das pernas. A conseqüência mais grave é a morte.

Para saber se está havendo problemas, é só ficar de olho no inchaço dos pés e/ou dormência. Além disso, se tem varizes ou histórico de trombose, é preciso redobrar a atenção. Mulheres grávidas e obesos também são mais suscetíveis a desenvolverem problemas relacionados à má circulação. E não é só no avião que a síndrome se manifesta. Os cuidados valem também para viagens longas em carros e em ônibus e para quem fica muito tempo em pé.

Meia de compressão para viajantes

Não é por acaso que durante a temporada de verão e de férias, as vendas das meias de compressão chegam a aumentar 30%. Conhecida ainda como meia elástica medicinal, ela funciona pressionando levemente a panturrilha para ajudar no bombeamento do sangue. É o mesmo que acontece quando diminuímos a saída e uma mangueira, o que faz a água sair com mais pressão e ir mais longe.

Quem fica muito tempo parado e/ou já sofre com varizes, tende a ter a circulação prejudicada, sendo, portanto, indicado o uso da meia de compressão, que tem prescrição para prevenção e tratamento de doença venosa crônica, trombose venosa profunda, insuficiência venosa crônica, varizes, entre outros.

Elas são fabricadas em elastano, lycra, algodão peruano e egípcio e poliamida (nylon). São vendidas nos tamanhos P, M, G e GG, que cobrem parte da perna ou a perna inteira. São fabricadas em diversas cores. As mulheres costumam ser quem mais usam, embora os homens estejam aderindo cada vez mais ao produto.

Na hora de escolher o modelo de meia mais apropriado, é importante saber as diferenças. Por isso, é recomendável comprar com prescrição médica e em casas especializadas de produtos para saúde e bem-estar.

As meias podem ser de:

Suave compressão

Indicada para prevenção e recomendada para pessoas que têm fatores de risco para doenças venosas, como uso de pílula anticoncepcional, histórico familiar de trombose e também durante a gestação. É igualmente recomendada para o bem-estar de pessoas que passam muitas horas sentadas.

Média compressão

Indicada para prevenção e tratamento, em casos de cansaço, inchaço, dores e varizes nas pernas. Também é recomendada para o bem-estar de pessoas que ficam muito tempo na mesma posição, em pé ou sentada e durante viagens de avião com mais de oito horas de duração.

Alta compressão

Indicada para tratamento em estágios avançados de edema, dores nas pernas, varizes e doenças venosas.

Extra-alta compressão

Recomendada para tratamento em quadros varicosos gravíssimos, úlceras venosas pós-trombóticas, edemas acentuados persistentes, graus extremos de elefantíase e dermatofibrose acentuada.

Dicas para evitar a Síndrome do Viajante

Além de usar as meias de compressão, é importante seguir estas outras dicas para ajudar a evitar a Síndrome do Viajante.

Movimente-se

Se a viagem for de avião ou de ônibus, é importante a cada duas horas levantar-se e andar pelo corredor. A movimentação vai melhorar a circulação em geral e ajudar a diminuir o cansaço. O ideal é aproveitar para fazer alguns alongamentos nos membros superiores e inferiores e também na coluna. Se a viagem for de carro, pare a cada duas horas pelo menos.

Beba água

Água sempre faz bem para saúde. Além de hidratar o seu corpo, a água tem o benefício de mantê-lo disposto e saudável durante a viagem. Só não confunda água com outros líquidos quaisquer, como bebidas alcoólicas, pois estas causam desidratação.

Mantenha as boas condições de saúde

Sempre que for viajar, ainda mais se for para outro país, é bom estar em dia com a saúde. Faça exames preventivos regularmente e mantenha-se em boas condições cardiovasculares e com o peso ideal.

Fabio Fiedler, diretor da OrtoBraz.

Museu dedicado a cachorros será aberto em fevereiro em Nova York

A partir de 8 de fevereiro, os apaixonados por cachorros que estiverem em Nova York, nos Estados Unidos, poderão se deleitar com pinturas, esculturas e outras obras dedicadas ao melhor amigo do homem.

Depois de 32 anos, a cidade volta a abrigar o American Kennel Club Museum of the Dog -ou museu sobre cachorros.

Para a inauguração, o museu prepara exposições interativas, como uma cabine onde o visitante pode tirar uma foto e ver com qual raça canina registrada no American Kennel Club ele se parece.

As crianças também vão se divertir, porque o museu terá atrações para elas. No aplicativo, um cachorrinho virtual chamado Arty ajuda os visitantes a explorar o espaço em uma caçada semelhante ao jogo Pokemon Go.

Os pais podem percorrer dois andares com mais de 180 obras de artes com o tema cachorro para amantes do animal. O diretor do museu, Alan Fausel, afirma que mudará as exposições com frequência para atrair novos visitantes.

O museu fica no número 101 da avenida Park. O ingresso custa US$ 15 para adultos e US$ 10 para estudantes, idosos e militares. Crianças com menos de 12 anos pagam US$ 5.

Viagens de carro e hospedagem alternativa ajudam a economizar nas férias

Por Cristiane Gercina

A crise econômica mudou os hábitos dos brasileiros na hora de viajar. Destinos internacionais que estavam ao alcance já não são mais acessíveis. Até mesmo as rotas nacionais podem pesar no bolso.

As passagens aéreas estão entre os itens mais caros, mesmo com as mudanças no setor, que passou a cobrar pelas bagagens alegando venda de bilhetes a preços populares, o que não ocorreu.

Para alguns destinos, houve alta de 50% no valor em relação ao verão passado, segundo pesquisa do Agora.
“O câmbio é o que mais influencia nas viagens de avião, seja no preço das passagens ou nos de pacotes internacionais”, explica Larissa Resende, professora do curso de Turismo da Universidade Anhembi Morumbi, lembrando a disparada do dólar neste ano.

Com o aumento, as opções de viagens mudaram. Quem ia para fora está optando por ficar no país. Estimativa do Ministério do Turismo mostra que haverá alta de 2% nas viagens no Brasil, chegando a 75,5 milhões entre dezembro de 2018 e fevereiro de 2019.

Já a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens) projeta crescimento entre 18% e 20% nas vendas.
Quem deixou para a última hora tende a pagar mais caro, mas há como economizar.

“Viajar no estado, usando o carro e escolhendo cidades do interior com boa infraestrutura, são opções”, diz Larissa Resende.

Outra dica da especialista é optar por hospedagem alternativa, utilizando a plataforma Airbnb, por exemplo.

Os responsáveis pela ferramenta de busca Kayak afirmam que, sem planejamento, o melhor mesmo é escolher um destino nacional. Em relação à hotelaria, a dica é ficar atento ao perfil do hotel. Os corporativos são mais caros durante a semana, enquanto os de lazer têm preço maior no fim de semana.

Larissa Resende diz ainda que buscar uma agência de viagens pode ser um caminho para conseguir ofertas de última hora. “Às vezes há desistências e o viajante consegue um bom desconto em um pacote.”