Explosão de dinamite provocou tragédia em Curitiba no ano de 1976

 

Em setembro de 1976, o estrondo de uma explosão foi ouvido em toda a cidade. Um caminhão, que transportava uma tonelada e meia de dinamite,  pegou fogo e explodiu, deixando dois mortos e dezenas de feridos no bairro Cabral.

 

Vídeo produzido para a TV Band Paraná sobre o caso.

 

O jornalista Ney Hamilton foi um dos primeiros a chegar. Ele trabalhava no Instituto de Biologia (Depois Tecpar) , que ficava na Rua dos Funcionários, a uma dez quadras.  Com o estrondo os vidros do laboratório cairam no chão.

Ele foi ver o que tinha acontecido, pensando ser uma queda de avião. Mais perto, pela coluna de fumaça, imaginou ser a explosão de um posto na Avenida Munhoz da Rocha. Ficou impressionado pelo numero pássaros mortos ao longo do caminho. E com os vidros de casas que quebraram, a quase um quilometro, em ondas de maior ou menor intensidade.

No local o caminhão em pedaços não era mais identificado, havia uma cratera e um pedestre morto, atingido por parte do motor do caminhão. Ao redor as casas de madeira estavam destruídas ou destelhadas, e os fios de luz estavam no chão.

Parte do motor do caminhão foi parar em cima da marquise da Fábrica de Biscoitos Lucinda, que ficava a mais de 100 metros do local da explosão. A tragédia só não teve mais vítimas porque o motorista e o ajudante do caminhão viram o fogo,  e sairam gritando para alertar os moradores. Veja mais detalhes no vídeo abaixo.

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Contato com José Wille.

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Idoso é atropelado na BR-373 após parar para ver acidente

Um idoso de 63 anos ficou gravemente ferido após ser atropelado neste domingo (23) na BR-373, em Guamiranga, na região centro-sul do Paraná. A vítima foi atingida por um carro no momento em que atravessava a rodovia para ver outro acidente que havia acabado de acontecer.

De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), dois carros bateram no trevo de Guaraminga às 13h20. Um dos carros saiu da pista e capotou.

Os ocupantes de veículo capotado ficaram gravemente feridos e foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros e por equipes da concessionária responsável por este trecho da BR-373, na altura do km 243.

Conforme a PRF, o motorista, de 20 anos, e o passageiro, de 17, receberam os primeiros socorros na pista e depois foram encaminhados ao Hospital de Guarapuava.

Cerca de 10 minutos depois, por volta das 13h30, o idoso de 63 anos passou pela região. De acordo com a PRF, ele atravessou desatento a BR-373 para ver de perto o capotamento. No momento em que cruzava a rodovia, foi atropelado.

Conforme o relato oficial, o idoso sofreu ferimentos graves. Além disso, quebrou um braço. Testemunhas da polícia informaram que o acidente não foi mais grave porque o veículo estava em baixa velocidade.

O idoso atropelado na BR-373, em Guamiranga, foi socorrido e levado a uma hospital.

A PRF alerta que parar em locais de acidentes configura infração gravíssima. Além disso, expõe outros motoristas e pedestres a novos acidentes.

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Idoso foi atropelado na BR-373 quando atravessava para ver um acidente no Trevo de Guamiranga. (Divulgação/PRF)
acidente grave imbituva grávida sete meses

Acidente na estrada mata jovem grávida de sete meses e deixa feridos no Paraná

Um acidente grave envolvendo um carro e um caminhão, aconteceu por volta das 15h30 deste domingo (24), na BR 373, na região de Imbituva.

Acidente envolveu um Nissan Versa, com placas de Guarapuava e o Caminhão Scania T114, licenciado em Prudentópolis.

O motorista do Nissan de apenas 19 anos e uma criança de 5 foram encaminhados à Santa Casa de Irati, com lesões graves e com risco a vida.

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Divulgação/PRF

Já a passageira, de 21 anos, mãe da menor e que estava grávida de 7 meses, morreu no local.

O condutor do Caminhão , de 56 anos, saiu ileso, aguardou a equipe policial realizou o teste de etilômetro, com resultado negativo para ingestão de álcool.

A causa provável do acidente estaria relacionada à ultrapassagem e velocidade incompatível do condutor do Nissan.

O carro seguia sentido Guarapuava enquanto o caminhão seguia em direção à cidade de Ponta Grossa.

O mesmo automóvel Nissan Versa havia sido notificado por estar com farol apagado, 20 minutos antes do acidente. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), o carro percorreu 50 km em 20 minutos.

A vítima em óbito foi encaminhada para o IML de Ponta Grossa, o Instituto de Criminalista compareceu ao local, para a perícia.

 

 

Assalto Pien CEF CAIXA

Assalto violento na agência da CEF no Paraná deixa três pessoas feridas

Pelo menos cinco assaltantes fortemente armados, fizeram vários clientes e funcionários reféns, nesta sexta-feira (8), durante o roubo a Agência da Caixa Econômica, em Piên, na Região Metropolitana de Curitiba.

Segundo informações da Polícia Militar, três pessoas ficaram feridas.

Os ladrões entraram armados com fuzis, por volta das 11h, e efetuaram diversos tiros, dentro e fora do banco.

Segundo a PM, os clientes que estavam no local foram obrigados a formar um cordão humano do lado de fora.

VEJA O VÍDEO

Colaboração

O gerente do banco foi obrigado a deitar no chão e foi espancado. Ele foi levado pelos assaltantes em um carro. O homem foi liberado pouco depois.

Além dele um outro homem, ainda sem informações se é funcionário do banco ou cliente, foi baleado no rosto.

A terceira vítima seria o segurança da agência, que também foi levado pelos assaltantes. Ele teria ficado ferido ao pular do veículo em movimento.

Uma testemunha relata como foram os momentos de terror. Ouça:

 

Uma aeronave do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas ajudou inicialmente nas buscas.

Foram realizados patrulhamento e cerco das áreas rurais próximas. Depois disso, o helicóptero retornou para Piên para dar suporte ao resgate de uma das vítimas que levou um tiro no rosto.

O homem foi transportado até o Hospital Cajuru, em Curitiba.

Conforme a Polícia Civil, o carro utilizado pelos assaltantes foi encontrado no início da tarde incendiado em São Bento do Sul, em Santa Catarina.

ASSALTOS SÃO RECORRENTES

Desde o início do ano, pelo menos 15 agências bancárias foram alvo de assaltos no Paraná, de acordo com dados do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região.

A cidade de Piên já esteve na rota dos bandidos no ano passado. Em outubro de 2018, três das quatro agências bancárias da cidade foram alvo de criminosos. Pelo menos 15 homens, fortemente armados, explodiram caixas eletrônicos durante a madrugada. Os assaltantes também jogaram miguelitos, ferramenta utilizada para furar pneus, em frente a corporação da Polícia Militar para impedir a saída de viaturas.

Na ocasião, ninguém ficou ferido.

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Bombeiros encerram buscas após encontrar 9ª vítima do desabamento em Fortaleza

O Corpo de Bombeiros encontrou neste sábado (19) o corpo da nona vítima do desabamento do edifício Andrea, em Fortaleza. O prédio caiu na última quinta-feira (15).  No final da tarde, as equipes retiraram dos escombros o corpo da síndica do prédio. Maria das Graças Rodrigues tinha 53 anos e era a última pessoa que estava desaparecida. Por isso, as buscas foram encerradas.

De acordo com o comandante da operação de resgate, Edurado Holanda, sete pessoas foram resgatadas com vida durante os trabalhos das equipes salvamento. Ao encerrarem os trabalhos, os soldados prestaram uma homenagem às vítimas do desabamento.

VÍTIMAS DO DESABAMENTO EM FORTALEZA

Também foram vítimas do desabamento: Vicente de Paulo Menezes, de 86 anos, Rosane Marques de Menezes, de 56 anos; Frederick Santana dos Santos, de 30 anos; Izaura Marques Menezes, de 81 anos; Antônio Gildásio Holanda Silveira, de 60 anos; Nayara Pinho Silveira, 31 anos, e Maria da Penha Bezerril Cavalcante, de 81 anos.

O Edifício Andrea desabou por volta das 10h30 de terça-feira (15). Informações ainda em investigação indicam que o imóvel vinha passando por obras. O Corpo de Bombeiros trabalhou com o apoio da Defesa Civil e voluntários.

* Com informações da Agência Brasil

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Duas vítimas da explosão de apartamento em Curitiba permanecem em estado grave

Duas pessoas permanecem internadas na UTI, em estado grave, após a explosão de um apartamento em Curitiba. Ao todo, o acidente deste sábado (29) deixou quatro vítimas. Uma criança de 11 anos morreu. O corpo de Mateus Henrique Lamb é velado neste domingo (30) e o enterro acontecerá nesta tarde.

De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, permanecem internados a irmã de Mateus, Raquel Lamb, de 23 anos, e o marido dela, Gabriel Araújo, de 30 anos.

Raquel tem queimaduras em 80% da superfície do corpo; Gabriel teve 30% do corpo atingido pela explosão seguida pelo incêndio.

A quarta vítima da explosão é Caio Santos, de 27 anos. Ele teve 35% do corpo queimado, mas desde sábado (29) permanece em estado estável em um quarto do Evangélico Mackenzie. Caio é técnico de uma empresa especializada na impermeabilização de estofados. O produto usado para este serviço é apontado pelo Corpo de Bombeiros como a provável causa da explosão.

As três vítimas que sobreviveram ao acidente seguem internadas em tratamento e observação. Segundo o hospital, não há previsão de alta.

Causas da explosão são investigadas

As informações preliminares davam conta de que a explosão havia sido causada pelo vazamento de um botijão de gás, mas a hipótese foi descartada. Segundo o Subcomandante do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Gomes Pinheiro, a explosão aconteceu durante a impermeabilização de um sofá. O serviço era realizado por uma empresa especializada no ramo.

“A Polícia Científica foi acionada e o trabalho de perícia vai determinar o que aconteceu. As causas do acidente ainda precisam ser investigadas”, completou o tenente Thiago Vieira, que participou dos trabalhos de regate e rescaldo.

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Explosão, fogo controlado e perícia

A explosão aconteceu às 9h40 deste sábado (29), em um prédio da Rua Dom Pedro I, na esquina com a Rua Marquês do Paraná, no Bairro Água Verde, em Curitiba. A força do impacto derrubou as paredes do sexto andar. Estilhaços de vidro e concreto se espalharam pela região.

Após o acidente, o apartamento ficou em chamas. O fogo foi controlado às 10h30. Segundo os bombeiros, não há risco de novas explosões.

Moradores da região e pessoas que trabalham no entorno compararam o barulho à queda de um avião. A rua foi tomada por pessoas preocupadas com a situação. O perímetro foi isolado pelas autoridades de segurança.

Curitiba

Motociclistas são as maiores vítimas de acidentes no trânsito de Curitiba; confira o ranking

Os motociclistas foram as maiores vítimas dos acidentes de trânsito em Curitiba no ano passado. A prefeitura da capital paranaense divulgou uma pequisa nesta sexta-feira (31) que mostra que 61 das 166 mortes foram de ocupantes de motocicletas em 2018.

Para fechar o pódio, aparecem os pedestres, com 49 falecimentos, e ocupantes de automóveis, com 34 mortes. Ciclistas, com 17 mortes, ocupantes de caminhão, com três óbitos, e de ônibus, com dois, fecham a lista.

Os dados foram compilados pela Secretaria Municipal da Saúde e pela Superintendência de Trânsito (Setran).

QUEDA

O estudo também comprova que Curitiba registrou menos mortes em acidentes de trânsito em 2018 do que em 2017. Foram 166 vítimas, causados por 162 acidentes, contra 178 do ano anterior – uma queda de 6,7%.

Se levar em conta o período entre 2011 e 2018, Curitiba teve redução de 46,5% no número de vítimas fatais no trânsito, sendo que a meta proposta até 2020 é de redução de 50%.

Além disso, o desrespeito às sinalizaçõesdirigir embriagado e em alta velocidade foram as principais causas dos acidentes com vítimas fatais.

DIAS, HORÁRIOS E FAIXA ETÁRIA 

A pesquisa também revelou os dias da semana e os horários que mais ocorreram acidentes fatais. As segundas-feira, os sábados e as quintas-feira foram os dias em que mais ocorreram óbitos no trânsito, enquanto a madrugada de sábado e o início de tardes e noites foram os períodos que mais aconteceram falecimentos.

Por fim, a análise aponta que homens entre 30 e 39 anos são as maiores vítimas – foram 35 casos com esse perfil de vítima.

“Esses números ajudam a entender os fatores que levaram aos acidentes fatais. Também conseguimos reforçar o comportamento adequado no trânsito com campanhas e ações direcionadas”, avaliou Guilherme Rangel, secretário da Defesa Civil e Trânsito.

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Uma pessoa morre e outras duas ficam feridas após desabamento de laje em campus da UniCesumar

Uma estudante, de 21 anos, morreu após a queda de uma laje em construção dentro do Centro Universitário Unicesumar em Maringá, no norte do estado, na manhã desta quinta-feira (16).

A jovem era estagiária de engenharia civil e estudava no Unicesumar. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ela sofreu parada cardíaca, foi reanimada durante quase uma hora pelos socorristas e encaminhada ao hospital. Mas, ao chegar a Santa Casa de Maringá, não resistiu aos ferimentos gravíssimos e veio a óbito.

Outros dois homens que também trabalhavam na obra ficaram feridos. Um deles, de 27 anos, estava inconsciente e foi encaminhado em estado grave a Santa Casa. Já a outra vítima, de 30 anos, teve ferimentos moderados e foi levado ao Hospital Universitário. O estado de saúde dele é estável.

Equipes dos bombeiros, do Samu e da Defesa Civil atenderam a ocorrência que aconteceu por volta das 10h da manhã. Outros trabalhadores, que não tiveram ferimentos, ajudaram na retirada das vítimas dos escombros.

O diretor da Defesa Civil, Adilson Costa, informou que o local está interditado. O bloco que estava sendo construído iria abrigar uma nova área do curso de medicina. O desabamento teria acontecido no momento em que era feita a instalação da lage do quinto pavimento. A estrutura cedeu, e ao cair provocou um efeito dominó.

Os dois operários estariam auxiliando no encaixe do concreto pré-moldado no quinto andar quando tudo ocorreu. Já a estudante que morreu estaria no segundo pavimento. A Polícia Civil vai investigar o caso.

De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), a obra estava regular no órgão federal, com empresas habilitadas e responsáveis técnicos. Uma investigação vai ser feita para apurar os fatos.

Veja como ficou o local:

Em nota, a Unicesumar destaca que a obra é terceirizada e que lamenta o acidente.

“É com pesar e consternação que a UniCesumar informa que na data de hoje (16/05) ocorreu um acidente no prédio em construção, com a queda de uma peça de laje pré-moldada. O acidente ocorrido por volta das 10 horas da manhã feriu dois funcionários da empresa terceirizada, que se encontram hospitalizados. Também foi atingida pela queda da laje uma aluna do 4º ano de Engenharia Civil da Instituição, que realizava estágio na obra, e infelizmente não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito por volta das 12h30, na Santa Casa de Maringá. Informamos ainda que a empresa terceirizada, contratada para realização da obra, Rotesma Indústria de Concreto Pré-Fabricado Ltda, é uma empresa com mais de 40 anos no mercado e conta com alto grau de credibilidade e também providenciará todos os esclarecimentos técnicos necessários. Além disso, a UniCesumar mantém uma auditoria terceirizada, permanente na obra, com a finalidade de garantir os procedimentos técnicos.”, diz a nota.

*Matéria atualizada às 17h00.

MPT pede R$ 5 mi de danos morais para famílias de mortos em Brumadinho

O Ministério Público do Trabalho (MPT) moveu uma ação onde pede que a Vale seja obrigada a desembolsar, a título de indenização por danos morais, no mínimo R$ 5 milhões para cada uma das famílias de mortos na tragédia de Brumadinho (MG). Conforme o pleito apresentado, cada parente – cônjuge, pais, filhos e irmãos – teria direito a receber pelo menos R$1 milhão.

Em audiências judiciais, a Vale tinha apresentado uma oferta com quantias bem inferiores: R$300 mil para cônjuge, R$ 300 mil para cada um dos filhos, R$ 150 mil para cada um dos pais e R$ 75 mil para cada um dos irmãos. Essa proposta da mineradora foi recusada por parentes das vítimas reunidos em uma assembleia no dia 14 de fevereiro.

A ação do MPT busca orientar o cálculo de pensões vitalícias, que tem como objetivo cobrir os danos materiais. O valor seria equivalente à remuneração integral do trabalhador e o pagamento deveria ocorrer até o momento em que ele completaria 78 anos, expectativa de vida do brasileiro de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, deveriam ser incluídas na pensão verbas trabalhistas que se referem, por exemplo, ao décimo terceiro salário, à média de horas extras e às férias. Na proposta que a Vale havia apresentado, seriam pagos dois terços do salário do trabalhador até o momento em que ele atingiria a idade de 75 anos.

Conforme os dados mais recentes da Defesa Civil de Minas Gerais, divulgados ontem (25), 214 pessoas já foram encontradas sem vida e outras 91 estão desaparecidas em decorrência do rompimento da barragem da Vale na Mina do Feijão, em Brumadinho. Na ação, o MPT acusa a mineradora de buscar famílias em condições vulneráveis para firmar acordos menos vantajosos a elas. “Está se valendo do desespero das pessoas atingidas para não estabelecer, desde logo, um valor justo e integral das reparações”.

Protocolada na segunda-feira (25), a ação irá tramitar do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). Em nota, a mineradora informou que não foi notificada. “A Vale está dedicada a oferecer uma rápida reparação às famílias das vítimas e está aberta a conversar com aqueles familiares que tenham interesse em buscar uma conciliação diretamente com a empresa. Algumas conciliações já foram concluídas dessa forma”, acrescenta o texto divulgado.

Estudo interno

Se os pedidos do MPT forem acatados, a soma dos danos morais e da pensão alimentícia vai gerar valores entre R$ 8 milhões e R$9 milhões para cada uma das famílias dos mortos. Esse montante se aproxima do estipulado em um documento interno da Vale obtido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Nele, são apresentadas três abordagens distintas para o cálculo de indenização por perdas de vidas humanas. A única que não vem acompanhada de críticas é a curva de tolerabilidade de riscos. Na metodologia, elaborada pelo engenheiro norte-americano Robert Whitman em 1981, o valor da vida foi calculado em US$ 1 milhão.

Segundo o documento da Vale, o montante atualizado para agosto de 2015 seria de US$ 2,56 milhões. “Esse valor deve ser convertido de dólar americano para reais conforme a cotação da moeda norte-americana na data de realização do cálculo do custo da indenização”, acrescenta o documento. Na cotação atual, a indenização por morte se aproximaria de R$10 milhões.

No mês passado, o MPT já havia afirmado que se posicionaria em apoio a uma proposta feita pelos sindicatos e corroborada por representantes das vítimas, na qual se defendia a aplicação do valor previsto neste estudo interno da mineradora. Na ação, essa posição é reiterada. “Não se imagina outro valor a ser arbitrado para a ré do que aquele que ela mesma menciona em seus estudos técnicos e que foram devidamente provisionados, certamente, em seus atos e práticas contábeis”, diz um trecho.

Outros pedidos

O MPT cobra uma indenização de R$2 bilhões por dano moral coletivo e social. Se o TRT-MG deferir o pleito, o destino dos recursos deverá ser aprovado posteriormente entre a comunidade atingida, os sindicatos e o próprio MPT. Ao todo, a ação envolve 19 pedidos. Entre eles, pede-se que a Vale assuma o custeio de despesas médicas e psicológicas dos atingidos e seja obrigada a garantir, por três anos, o emprego dos funcionários sobreviventes, tanto os que são contratados diretos da mineradora como também daqueles que trabalham nas terceirizadas que prestam serviço a ela.

Para assegurar a execução dos pedidos, foi pedido na ação o bloqueio de R$ 2 bilhões das contas da Vale. Esse montante se somaria a outros R$ 1,6 bilhão, que já estão bloqueados conforme decisão do TRT-MG do dia 27 de janeiro em atendimento ao MPT. Somando as decisões do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a Vale está impedida de movimentar mais de R$16 milhões.

Temporal alaga várias cidades da Grande SP, e mata ao menos 12 pessoas

Uma tempestade que atingiu a Grande São Paulo entre a noite deste domingo (10) e a madrugada desta segunda-feira (11) alagou várias cidades da região metropolitana. Ao menos 12 pessoas, entre elas, um bebê, morreram por deslizamentos de terra e afogamentos.

Os casos concentram-se em Ribeirão Pires (4), em São Bernardo do Campo (1) e na capital paulista (2), segundo balanço atualizado do Corpo de Bombeiros.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros atendeu 698 ocorrências relacionadas à enchente. A força da tempestade também derrubou 155 árvores e provocou 54 pontos de deslizamentos ou desabamentos na região.

Em Ribeirão Pires (Grande São Paulo), uma casa desabou por volta das 23h40 deste domingo e matou quatro pessoas. Outras duas vítimas foram socorridas. A casa está localizada na rua Caiçara, na altura no número 100, no bairro Estância das Rosas.

Em São Paulo, o rio Tamanduateí transbordou e alagou vários pontos de seu entorno. Duas pessoas não resistiram à força da água e morreram por afogamento na região.

Os bombeiros disseram que as vítimas foram levadas pela água em dois pontos distintos da avenida do Estado. Uma quinta vítima também morreu afogada em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), no bairro Taboão.

As cinco vítimas do temporal ainda não foram identificadas, segundo o Corpo de Bombeiros.

No bairro São Rafael (zona leste), o deslizamento de terra sobre uma casa atingiu uma mãe e duas crianças. Uma delas ficou ferida em estado grave e foi levada ao Pronto-Socorro de Sapopemba.

De acordo com Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, a corporação foi acionada para 601 ocorrências relacionadas com a chuva entre domingo e segunda-feira. “A prioridade é atender todas as vítimas que estão em locais de difícil acesso e ilhadas dentro de veículos”, informou.

Toda a capital foi colocada em estado de atenção, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências). Houve o transbordamento do rio Tamanduateí, na avenida do Estado, e também do córrego da Mooca, na zona leste. A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos no período da manhã desta segunda-feira.

A capital amanheceu com pontos de alagamentos na Marginal Tietê, nas pontes do Limão, Piqueri e Dutra. A linha 10 – turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que passa pelo ABC, está paralisada porque as estações e os trens estão tomados pela água. Não há previsão de normalização.

As principais vias de ligação do ABC com a capital sofreram alagamentos e muitos trechos foram interditados. Na rodovia Anchieta, na altura do km 13, em São Bernardo, as pistas centrais e marginais ficaram bloqueadas tanto no sentido capital quanto em direção ao litoral devido ao transbordamento do córrego Ribeirão dos Couros. Na Ayrton Senna, o tráfego apresentava lentidão em direção à capital paulista do km 23 ao km 11, por excesso de veículos.

Moradores e motoristas ilhados em carros foram resgatados por botes na região do Ipiranga (zona sul) e também no ABC. Segundo último balanço do Corpo de Bombeiros, houve 54 desabamentos ou deslizamentos e 34 quedas de árvores, em ações concentradas na região metropolitana de São Paulo.

PREVISÃO DO TEMPO

Após o temporal desta madrugada, o céu vai ficar encoberto e com garoa ocasional na Grande São Paulo na manhã desta segunda. Durante a tarde, no entanto, a chuva deverá voltar com força, segundo o CGE.

Os termômetros deverão oscilar entre 19ºC e 24ºC nesta segunda.

Na terça (12), a previsão é de sol entre nuvens pela manhã e sensação de tempo abafado. Entre a tarde e o início da noite, áreas de instabilidade poderão se formar e provocar chuva em forma de pancadas fortes, com trovoadas e rajadas de vento. A temperatura máxima atingirá 28ºC.