culpa explosão apartamento curitiba vítimas

Duas vítimas da explosão de apartamento em Curitiba permanecem em estado grave

Duas pessoas permanecem internadas na UTI, em estado grave, após a explosão de um apartamento em Curitiba. Ao todo, o acidente deste sábado (29) deixou quatro vítimas. Uma criança de 11 anos morreu. O corpo de Mateus Henrique Lamb é velado neste domingo (30) e o enterro acontecerá nesta tarde.

De acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, permanecem internados a irmã de Mateus, Raquel Lamb, de 23 anos, e o marido dela, Gabriel Araújo, de 30 anos.

Raquel tem queimaduras em 80% da superfície do corpo; Gabriel teve 30% do corpo atingido pela explosão seguida pelo incêndio.

A quarta vítima da explosão é Caio Santos, de 27 anos. Ele teve 35% do corpo queimado, mas desde sábado (29) permanece em estado estável em um quarto do Evangélico Mackenzie. Caio é técnico de uma empresa especializada na impermeabilização de estofados. O produto usado para este serviço é apontado pelo Corpo de Bombeiros como a provável causa da explosão.

As três vítimas que sobreviveram ao acidente seguem internadas em tratamento e observação. Segundo o hospital, não há previsão de alta.

Causas da explosão são investigadas

As informações preliminares davam conta de que a explosão havia sido causada pelo vazamento de um botijão de gás, mas a hipótese foi descartada. Segundo o Subcomandante do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Gomes Pinheiro, a explosão aconteceu durante a impermeabilização de um sofá. O serviço era realizado por uma empresa especializada no ramo.

“A Polícia Científica foi acionada e o trabalho de perícia vai determinar o que aconteceu. As causas do acidente ainda precisam ser investigadas”, completou o tenente Thiago Vieira, que participou dos trabalhos de regate e rescaldo.

+ Leia também:

Explosão, fogo controlado e perícia

A explosão aconteceu às 9h40 deste sábado (29), em um prédio da Rua Dom Pedro I, na esquina com a Rua Marquês do Paraná, no Bairro Água Verde, em Curitiba. A força do impacto derrubou as paredes do sexto andar. Estilhaços de vidro e concreto se espalharam pela região.

Após o acidente, o apartamento ficou em chamas. O fogo foi controlado às 10h30. Segundo os bombeiros, não há risco de novas explosões.

Moradores da região e pessoas que trabalham no entorno compararam o barulho à queda de um avião. A rua foi tomada por pessoas preocupadas com a situação. O perímetro foi isolado pelas autoridades de segurança.

Curitiba

Motociclistas são as maiores vítimas de acidentes no trânsito de Curitiba; confira o ranking

Os motociclistas foram as maiores vítimas dos acidentes de trânsito em Curitiba no ano passado. A prefeitura da capital paranaense divulgou uma pequisa nesta sexta-feira (31) que mostra que 61 das 166 mortes foram de ocupantes de motocicletas em 2018.

Para fechar o pódio, aparecem os pedestres, com 49 falecimentos, e ocupantes de automóveis, com 34 mortes. Ciclistas, com 17 mortes, ocupantes de caminhão, com três óbitos, e de ônibus, com dois, fecham a lista.

Os dados foram compilados pela Secretaria Municipal da Saúde e pela Superintendência de Trânsito (Setran).

QUEDA

O estudo também comprova que Curitiba registrou menos mortes em acidentes de trânsito em 2018 do que em 2017. Foram 166 vítimas, causados por 162 acidentes, contra 178 do ano anterior – uma queda de 6,7%.

Se levar em conta o período entre 2011 e 2018, Curitiba teve redução de 46,5% no número de vítimas fatais no trânsito, sendo que a meta proposta até 2020 é de redução de 50%.

Além disso, o desrespeito às sinalizaçõesdirigir embriagado e em alta velocidade foram as principais causas dos acidentes com vítimas fatais.

DIAS, HORÁRIOS E FAIXA ETÁRIA 

A pesquisa também revelou os dias da semana e os horários que mais ocorreram acidentes fatais. As segundas-feira, os sábados e as quintas-feira foram os dias em que mais ocorreram óbitos no trânsito, enquanto a madrugada de sábado e o início de tardes e noites foram os períodos que mais aconteceram falecimentos.

Por fim, a análise aponta que homens entre 30 e 39 anos são as maiores vítimas – foram 35 casos com esse perfil de vítima.

“Esses números ajudam a entender os fatores que levaram aos acidentes fatais. Também conseguimos reforçar o comportamento adequado no trânsito com campanhas e ações direcionadas”, avaliou Guilherme Rangel, secretário da Defesa Civil e Trânsito.

LEIA TAMBÉM:

Uma pessoa morre e outras duas ficam feridas após desabamento de laje em campus da UniCesumar

Uma estudante, de 21 anos, morreu após a queda de uma laje em construção dentro do Centro Universitário Unicesumar em Maringá, no norte do estado, na manhã desta quinta-feira (16).

A jovem era estagiária de engenharia civil e estudava no Unicesumar. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ela sofreu parada cardíaca, foi reanimada durante quase uma hora pelos socorristas e encaminhada ao hospital. Mas, ao chegar a Santa Casa de Maringá, não resistiu aos ferimentos gravíssimos e veio a óbito.

Outros dois homens que também trabalhavam na obra ficaram feridos. Um deles, de 27 anos, estava inconsciente e foi encaminhado em estado grave a Santa Casa. Já a outra vítima, de 30 anos, teve ferimentos moderados e foi levado ao Hospital Universitário. O estado de saúde dele é estável.

Equipes dos bombeiros, do Samu e da Defesa Civil atenderam a ocorrência que aconteceu por volta das 10h da manhã. Outros trabalhadores, que não tiveram ferimentos, ajudaram na retirada das vítimas dos escombros.

O diretor da Defesa Civil, Adilson Costa, informou que o local está interditado. O bloco que estava sendo construído iria abrigar uma nova área do curso de medicina. O desabamento teria acontecido no momento em que era feita a instalação da lage do quinto pavimento. A estrutura cedeu, e ao cair provocou um efeito dominó.

Os dois operários estariam auxiliando no encaixe do concreto pré-moldado no quinto andar quando tudo ocorreu. Já a estudante que morreu estaria no segundo pavimento. A Polícia Civil vai investigar o caso.

De acordo com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR), a obra estava regular no órgão federal, com empresas habilitadas e responsáveis técnicos. Uma investigação vai ser feita para apurar os fatos.

Veja como ficou o local:

Em nota, a Unicesumar destaca que a obra é terceirizada e que lamenta o acidente.

“É com pesar e consternação que a UniCesumar informa que na data de hoje (16/05) ocorreu um acidente no prédio em construção, com a queda de uma peça de laje pré-moldada. O acidente ocorrido por volta das 10 horas da manhã feriu dois funcionários da empresa terceirizada, que se encontram hospitalizados. Também foi atingida pela queda da laje uma aluna do 4º ano de Engenharia Civil da Instituição, que realizava estágio na obra, e infelizmente não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito por volta das 12h30, na Santa Casa de Maringá. Informamos ainda que a empresa terceirizada, contratada para realização da obra, Rotesma Indústria de Concreto Pré-Fabricado Ltda, é uma empresa com mais de 40 anos no mercado e conta com alto grau de credibilidade e também providenciará todos os esclarecimentos técnicos necessários. Além disso, a UniCesumar mantém uma auditoria terceirizada, permanente na obra, com a finalidade de garantir os procedimentos técnicos.”, diz a nota.

*Matéria atualizada às 17h00.

MPT pede R$ 5 mi de danos morais para famílias de mortos em Brumadinho

O Ministério Público do Trabalho (MPT) moveu uma ação onde pede que a Vale seja obrigada a desembolsar, a título de indenização por danos morais, no mínimo R$ 5 milhões para cada uma das famílias de mortos na tragédia de Brumadinho (MG). Conforme o pleito apresentado, cada parente – cônjuge, pais, filhos e irmãos – teria direito a receber pelo menos R$1 milhão.

Em audiências judiciais, a Vale tinha apresentado uma oferta com quantias bem inferiores: R$300 mil para cônjuge, R$ 300 mil para cada um dos filhos, R$ 150 mil para cada um dos pais e R$ 75 mil para cada um dos irmãos. Essa proposta da mineradora foi recusada por parentes das vítimas reunidos em uma assembleia no dia 14 de fevereiro.

A ação do MPT busca orientar o cálculo de pensões vitalícias, que tem como objetivo cobrir os danos materiais. O valor seria equivalente à remuneração integral do trabalhador e o pagamento deveria ocorrer até o momento em que ele completaria 78 anos, expectativa de vida do brasileiro de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa forma, deveriam ser incluídas na pensão verbas trabalhistas que se referem, por exemplo, ao décimo terceiro salário, à média de horas extras e às férias. Na proposta que a Vale havia apresentado, seriam pagos dois terços do salário do trabalhador até o momento em que ele atingiria a idade de 75 anos.

Conforme os dados mais recentes da Defesa Civil de Minas Gerais, divulgados ontem (25), 214 pessoas já foram encontradas sem vida e outras 91 estão desaparecidas em decorrência do rompimento da barragem da Vale na Mina do Feijão, em Brumadinho. Na ação, o MPT acusa a mineradora de buscar famílias em condições vulneráveis para firmar acordos menos vantajosos a elas. “Está se valendo do desespero das pessoas atingidas para não estabelecer, desde logo, um valor justo e integral das reparações”.

Protocolada na segunda-feira (25), a ação irá tramitar do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG). Em nota, a mineradora informou que não foi notificada. “A Vale está dedicada a oferecer uma rápida reparação às famílias das vítimas e está aberta a conversar com aqueles familiares que tenham interesse em buscar uma conciliação diretamente com a empresa. Algumas conciliações já foram concluídas dessa forma”, acrescenta o texto divulgado.

Estudo interno

Se os pedidos do MPT forem acatados, a soma dos danos morais e da pensão alimentícia vai gerar valores entre R$ 8 milhões e R$9 milhões para cada uma das famílias dos mortos. Esse montante se aproxima do estipulado em um documento interno da Vale obtido pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Nele, são apresentadas três abordagens distintas para o cálculo de indenização por perdas de vidas humanas. A única que não vem acompanhada de críticas é a curva de tolerabilidade de riscos. Na metodologia, elaborada pelo engenheiro norte-americano Robert Whitman em 1981, o valor da vida foi calculado em US$ 1 milhão.

Segundo o documento da Vale, o montante atualizado para agosto de 2015 seria de US$ 2,56 milhões. “Esse valor deve ser convertido de dólar americano para reais conforme a cotação da moeda norte-americana na data de realização do cálculo do custo da indenização”, acrescenta o documento. Na cotação atual, a indenização por morte se aproximaria de R$10 milhões.

No mês passado, o MPT já havia afirmado que se posicionaria em apoio a uma proposta feita pelos sindicatos e corroborada por representantes das vítimas, na qual se defendia a aplicação do valor previsto neste estudo interno da mineradora. Na ação, essa posição é reiterada. “Não se imagina outro valor a ser arbitrado para a ré do que aquele que ela mesma menciona em seus estudos técnicos e que foram devidamente provisionados, certamente, em seus atos e práticas contábeis”, diz um trecho.

Outros pedidos

O MPT cobra uma indenização de R$2 bilhões por dano moral coletivo e social. Se o TRT-MG deferir o pleito, o destino dos recursos deverá ser aprovado posteriormente entre a comunidade atingida, os sindicatos e o próprio MPT. Ao todo, a ação envolve 19 pedidos. Entre eles, pede-se que a Vale assuma o custeio de despesas médicas e psicológicas dos atingidos e seja obrigada a garantir, por três anos, o emprego dos funcionários sobreviventes, tanto os que são contratados diretos da mineradora como também daqueles que trabalham nas terceirizadas que prestam serviço a ela.

Para assegurar a execução dos pedidos, foi pedido na ação o bloqueio de R$ 2 bilhões das contas da Vale. Esse montante se somaria a outros R$ 1,6 bilhão, que já estão bloqueados conforme decisão do TRT-MG do dia 27 de janeiro em atendimento ao MPT. Somando as decisões do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a Vale está impedida de movimentar mais de R$16 milhões.

Temporal alaga várias cidades da Grande SP, e mata ao menos 12 pessoas

Uma tempestade que atingiu a Grande São Paulo entre a noite deste domingo (10) e a madrugada desta segunda-feira (11) alagou várias cidades da região metropolitana. Ao menos 12 pessoas, entre elas, um bebê, morreram por deslizamentos de terra e afogamentos.

Os casos concentram-se em Ribeirão Pires (4), em São Bernardo do Campo (1) e na capital paulista (2), segundo balanço atualizado do Corpo de Bombeiros.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros atendeu 698 ocorrências relacionadas à enchente. A força da tempestade também derrubou 155 árvores e provocou 54 pontos de deslizamentos ou desabamentos na região.

Em Ribeirão Pires (Grande São Paulo), uma casa desabou por volta das 23h40 deste domingo e matou quatro pessoas. Outras duas vítimas foram socorridas. A casa está localizada na rua Caiçara, na altura no número 100, no bairro Estância das Rosas.

Em São Paulo, o rio Tamanduateí transbordou e alagou vários pontos de seu entorno. Duas pessoas não resistiram à força da água e morreram por afogamento na região.

Os bombeiros disseram que as vítimas foram levadas pela água em dois pontos distintos da avenida do Estado. Uma quinta vítima também morreu afogada em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), no bairro Taboão.

As cinco vítimas do temporal ainda não foram identificadas, segundo o Corpo de Bombeiros.

No bairro São Rafael (zona leste), o deslizamento de terra sobre uma casa atingiu uma mãe e duas crianças. Uma delas ficou ferida em estado grave e foi levada ao Pronto-Socorro de Sapopemba.

De acordo com Marcos Palumbo, porta-voz do Corpo de Bombeiros de São Paulo, a corporação foi acionada para 601 ocorrências relacionadas com a chuva entre domingo e segunda-feira. “A prioridade é atender todas as vítimas que estão em locais de difícil acesso e ilhadas dentro de veículos”, informou.

Toda a capital foi colocada em estado de atenção, segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências). Houve o transbordamento do rio Tamanduateí, na avenida do Estado, e também do córrego da Mooca, na zona leste. A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos no período da manhã desta segunda-feira.

A capital amanheceu com pontos de alagamentos na Marginal Tietê, nas pontes do Limão, Piqueri e Dutra. A linha 10 – turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que passa pelo ABC, está paralisada porque as estações e os trens estão tomados pela água. Não há previsão de normalização.

As principais vias de ligação do ABC com a capital sofreram alagamentos e muitos trechos foram interditados. Na rodovia Anchieta, na altura do km 13, em São Bernardo, as pistas centrais e marginais ficaram bloqueadas tanto no sentido capital quanto em direção ao litoral devido ao transbordamento do córrego Ribeirão dos Couros. Na Ayrton Senna, o tráfego apresentava lentidão em direção à capital paulista do km 23 ao km 11, por excesso de veículos.

Moradores e motoristas ilhados em carros foram resgatados por botes na região do Ipiranga (zona sul) e também no ABC. Segundo último balanço do Corpo de Bombeiros, houve 54 desabamentos ou deslizamentos e 34 quedas de árvores, em ações concentradas na região metropolitana de São Paulo.

PREVISÃO DO TEMPO

Após o temporal desta madrugada, o céu vai ficar encoberto e com garoa ocasional na Grande São Paulo na manhã desta segunda. Durante a tarde, no entanto, a chuva deverá voltar com força, segundo o CGE.

Os termômetros deverão oscilar entre 19ºC e 24ºC nesta segunda.

Na terça (12), a previsão é de sol entre nuvens pela manhã e sensação de tempo abafado. Entre a tarde e o início da noite, áreas de instabilidade poderão se formar e provocar chuva em forma de pancadas fortes, com trovoadas e rajadas de vento. A temperatura máxima atingirá 28ºC.

Flamengo acerta primeira indenização com família de vítima do incêndio no CT

O Flamengo chegou, nesta sexta-feira (1º), a um acordo de indenização com a família de um dos dez garotos mortos no incêndio que atingiu o Ninho do Urubu, centro de treinamentos rubro-negro, em fevereiro.

O clube, no entanto, não informou os valores e nem qual família receberá o dinheiro. Os dados não foram divulgados por uma questão de segurança, uma vez que se tratam de pessoas com baixas condições financeiras.

O time carioca ainda conversa com outras cinco famílias e espera que novos acordos sejam concretizados logo após o Carnaval.

Os últimos dias foram marcados por negociações entre Flamengo e os familiares das vítimas. Em um primeiro momento, o clube oferecera R$ 400 mil de entrada por vítima e o pagamento de um salário-mínimo por mês durante dez anos para cada família. A proposta foi rejeitada pelo Ministério Público, que exigiu R$ 2 milhões iniciais e R$ 10 mil por mês para até quando cada garoto morto no incêndio completasse 45 anos.

Em um segundo momento, as famílias aceitaram a proposta de mediação por um acordo, mas novamente não aceitaram a oferta do Flamengo e deram a negociação por encerrada. Com isso, o clube abriu conversas individuais.

Famílias de mortos no CT do Flamengo aceitam negociar indenizações judicialmente

Familiares dos atletas do Flamengo vítimas do incêndio no Ninho do Urubu no último dia 8 aceitaram negociar na Justiça o pagamento de indenizações pelo clube.

Parentes de pelo menos 13 jovens (10 mortos e três feridos) aceitaram nesta quinta-feira (21) dar início a um processo de mediação judicial, medida que antecede a abertura de ação na Justiça e tem como objetivo agilizar o pagamento de indenizações.

Os familiares estiveram nesta tarde no prédio do Tribunal de Justiça do Rio onde ocorreu reunião com representantes do Flamengo e da Justiça.

Segundo o desembargador César Cury, presidente do Núcleo de Resolução de Conflitos do Tribunal de Justiça, o processo de negociação deve durar em torno de dois meses, prazo que é inferior ao que se prevê para uma ação judicial, que pode levar anos.

As famílias poderão buscar acordos individuais ou coletivos com o clube. Nas próximas semanas mediadores judiciais, familiares das vítimas e representantes do Flamengo sentarão na mesa de negociação.

Até o momento as partes não chegaram a uma definição. O Flamengo rejeitou a proposta desenhada pela Defensoria Pública do Rio, Ministério Público e Ministério Público do Trabalho.
Segundo os órgãos da Justiça do Rio, o Flamengo teria que pagar para cada família R$ 2 milhões a título de indenização, além de um salário de R$ 10 mil por mês por período de 30 anos.

Já o Flamengo ofereceu valores mais baixos. A contraproposta do clube foi de uma indenização de R$ 300 a R$ 400 mil por família, mais um salário mínimo mensal pelo período de 10 anos.
O próprio desembargador Cury reconheceu a dificuldade de se fazer um cálculo exato do valor que seria razoável para uma indenização que contemple as necessidades de reparação financeira e emocional às famílias.

Sabe-se, desde já, que os jovens entre 15 a 17 anos que morreram no incêndio eram promessas do futebol, mercado em que as contratações rendem cifras milionárias aos clubes. Em geral esses jovens, que obtêm salários altos já no início da carreira, são os principais provedores de suas famílias. No caso das vítimas do Flamengo, os parentes vivem fora do estado do Rio.

De acordo com o desembargador Cury, os mediadores irão observar as características de cada caso no processo de negociação dos valores de indenização.

As famílias não são obrigadas a aceitar os acordos propostos. Uma vez concluído o acordo pelas duas partes, a decisão tem a mesma força de uma sentença judicial. Segundo Cury, o objetivo do processo de mediação é que ambas as partes se sintam contempladas ao final do processo, sem que haja frustração.

“A mediação tem como objetivo uma reparação rápida, efetiva e justa. Sabemos que encontrar um valor único, como se fosse uma tabela, não é o ideal. A negociação é dinâmica e os casos terão que ser individualizados para que cheguemos a um valor que não frustre as famílias”, disse.

Ministério Público rejeita proposta do Flamengo para indenizar vítimas do incêndio

O Flamengo e as autoridades públicas não chegaram a um acordo sobre o valor das indenizações para os jovens jogadores mortos no incêndio no CT do Ninho do Urubu. Com isso, Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e Defensoria Pública vão à Justiça para discutir a reparação para as famílias dos 10 jogadores mortos, e três feridos.

A intenção do Flamengo era negociar um acordo por meio das autoridades públicas e assim pagar os familiares em seguida. O clube fez uma proposta de valores, mas os organismos rejeitaram e pediram mais dinheiro.

O clube ficou de responder nesta terça-feira (19) e avisou às 19 horas que não aceitaria o valor proposto. Em nota, os organismos públicos disseram que o Flamengo “recusou-se a celebrar um acordo de reparação às vítimas.” E completou: “os valores apresentados pelo clube estão aquém daquilo que as instituições entendem como minimamente razoável diante da enorme perda das famílias e demais envolvidos”.

Sem acordo, os organismos vão buscar a reparação por meio de ação judicial. Nesta quarta-feira (20), a defensoria pública já começa a receber familiares de jogadores para orienta-los sobre medidas e informar sobre todas as negociações realizadas com o clube.

Por meio de nota oficial, o Flamengo defendeu sua condução do caso. Primeiro, lembrou que procurou autoridades com a intenção de indenizar as famílias e que tinha como objetivo uma composição amistosa. E ressaltou que participou de reuniões com autoridades para estabelecer critérios para a negociação quando foi solicitado que apresentasse uma proposta.

“Nesta terça-feira (19), após reunião com autoridades daqueles órgãos, o Flamengo – independentemente de processo judicial -ofereceu, por fim, um valor que está acima dos padrões que são adotados pela Justiça brasileira, como forma de atender com brevidade as famílias de seus jovens atletas”, disse o clube.

“O Flamengo teve o cuidado de oferecer valores maiores dos que estão sendo estipulados em casos similares, como, por exemplo, o incêndio da boate Kiss, ocorrido em 2013. Até hoje, vale lembrar, famílias não receberam a indenização.”

Por fim, o clube afirma que reitera a intenção de realizar uma mediação por meio do Núcleo de Mediação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, coordenado pelo desembargador Cesar Cury. Diz que convidará as famílias para essa negociação.

Número de mortos em Brumadinho chega a 150; 182 estão desaparecidos

O número de mortos após o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Vale em Brumadinho, Minas Gerais, subiu para 150, conforme balanço divulgado hoje (6) pela Defesa Civil do estado. Desse total, 134 vítimas foram identificadas e 16 permanecem sem identificação até o momento.

Ainda de acordo com a atualização, 182 pessoas continuam desaparecidas, sendo 55 funcionários da Vale e 127 terceirizados e membros da comunidade.

A tragédia deixou, ao todo, 103 desabrigados. Três pessoas permanecem hospitalizadas.

Prisões

A Polícia Militar de Minas Gerais informou que, desde o rompimento da barragem, seis prisões foram efetuadas na região, sendo duas por utilização indevida de drone. Em um desses casos, a corporação destacou que o uso desse tipo de equipamento colocou em risco aeronaves utilizadas nos trabalhos de busca e resgate.

Ainda de acordo com a polícia, duas pessoas foram presas por tentativa de saque e duas por tentativa de estelionato.

A corporação reforçou que, neste momento, não há necessidade de envio de doações e pediu que a população fique atenta a indivíduos que acabam se aproveitando da tragédia para angariar vantagem.

Coleta de DNA

A Polícia Civil de Minas Gerais informou que, amanhã (7), equipes do Instituto Médico Legal (IML) vão recolher amostras de DNA e exames odontológicos de vítimas do rompimento da barragem. A coleta será feita na Estação do Conhecimento, das 9h às 17h.

De acordo com a corporação, dos 134 corpos identificados, 124 já foram liberados e entregues às famílias. A polícia informou ter realizado, até o momento, 522 coletas de amostras para exame de DNA.

Boatos

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, tenente Pedro Aihara, classificou de “boato falacioso” a informação de que a operação no município mineiro estaria perto de ser encerrada. Segundo Aihara, os trabalhos demandam muito tempo, e ainda não há prazo estabelecido para que sejam encerrados.

A maior parte dos corpos resgatados pela corporação nas últimas 24 horas, de acordo com o tenente, foi encontrada no estacionamento, na estação de tratamento químico e nos arredores do vestiário da Vale. Aihara destacou que, neste momento, é necessário fazer uma escavação bastante profunda, por meio de maquinário pesado, para ter acesso às vítimas.

Chuva

O porta-voz do Corpo de Bombeiros destacou que há previsão de chuva em Brumadinho, nos próximos sete a dez dias, o que pode dificultar os trabalhos na região onde a barragem se rompeu. Aihara disse que a precipitação demanda modificações nas áreas de busca por conta da movimentação e da nova acomodação dos rejeitos.

Ele informou ainda que uma reunião com o comando-geral da corporação deve definir os rumos da operação nos próximos dias. As buscas no Rio Paraopeba serão mantidas.

Corpos da delegação da Chapecoense são identificados e liberados

O Ministério das Relações Exteriores informou que os corpos das vítimas do acidente de avião com a equipe da Associação Chapecoense de Futebol começam a ser liberados pelo Instituto Médico Legal (IML) de Medellín para o processo de embalsamento e preparação para viagem. Dos 15 já liberados, 10 são brasileiros, quatro bolivianos e um venezuelano.

Segundo a assessoria do Itamaraty, a prefeitura de Medellín informou que o processo de identificação das 71 vítimas já foi concluído, após trabalharem durante toda a madrugada. Os corpos que serão transportados ao Brasil pelo governo brasileiro deverão chegar juntos a Chapecó (SC).

A previsão é de que nesta sexta seja realizada a cerimônia coletiva dentro do estádio. Um cortejo seguirá do aeroporto até a Arena Condá. Os corpos de jogadores que eram de Chapecó devem permanecer no velório por 12 horas. Já os de outras cidades ficarão por cerca de quatro horas e depois liberados para as cidades de origem.

Dentro do gramado não será permitida a presença de torcedores, que ficarão nas arquibancadas. Apenas familiares, amigos e profissionais de imprensa serão credenciados para permanecer próximo aos corpos.

O avião que levava a delegação da Chapecoense e jornalistas à Colômbia, caiu próximo ao município colombiano na última terça-feira (29), deixando 71 mortos e seis feridos. A equipe catarinense disputaria ontem (30) a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.