Anvisa proíbe venda de 279 suplementos alimentares

Andreza Rossini


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e determinou o recolhimento de 279 suplementos alimentares da empresa Nutrigold do Brasil Suplementos Alimentícios Ltda.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União, foi tomada após inspeção conjunta entre a Anvisa, Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Sanitária dos Municípios de Jacareí e São José dos Campos (SP), entre os dias 7 e 11 de  novembro.

Os agentes constataram a ausência de comprovação do registro de suplementos em cápsulas e comprimidos classificados como novos alimentos. Os órgãos consideraram as condições de funcionamento da empresa inadequadas.

Uma interdição cautelar de 12 toneladas de produtos semiacabados e mais de 250 produtos finais diferentes da empresa, foi anunciada pela Anvisa no dia 22 de novembro.

Geralmente os alimentos são vendidos em pó ou cápsulas e não possuíam registro junto à Anvisa. A agência afirma que a empresa não pode vender alimentos com promessa de efeitos específicos para a saúde, sem ter a eficácia e a segurança comprovadas.

Capturar

Por meio de nota, a empresa negou que o funcionamento da fábrica é irregular e questionou os motivos de proibição da Anvisa. Veja:

“Primeiramente cumpre esclarecer que com relação à “proibição” de venda e fabricação dos “mais de 200 produtos”, a empresa está demonstrando pelas vias próprias que mais de 70% dos produtos mencionados pela ANVISA são classificados com isentos de registro conforme determina a RDC 27/2010, portanto, não poderiam ser objeto de interdição conforme equivocadamente determinado pela ANVISA.

Com relação às condições de funcionamento da empresa conforme consta da notícia supra citada, cumpre esclarecer que tal afirmação é INVERÍDICA, visto que logo após o término da fiscalização a empresa comprovou o total cumprimento ao Manual de Boas Práticas Empresariais e de Fabricação, sendo inclusive ELOGIADA pelos agentes fiscais que avaliaram o cumprimento das boas práticas.

Por fim, a empresa Nutrigold do Brasil informa que suas atividades estão sendo desenvolvidas regularmente com o devido licenciamento, certificação e aprovação das autoridades sanitárias, de forma que a notícia indevidamente veiculada pela ANVISA carece de veracidade e credibilidade.

A empresa Nutrigold do Brasil permanece à disposição para qualquer esclarecimento e apresentação de documentos que comprovam sua plena regularidade, e até mesmo aberta para visitação caso necessário comprovar in loco a excelência de suas instalações”. 

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