Verão (nao usar)
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Com o calor, afogamentos disparam na temporada

Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba A vontade de se refrescar no calor é grande, mas o perigo também. Somente no dia ..

Narley Resende - 28 de dezembro de 2016, 09:32

Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba

A vontade de se refrescar no calor é grande, mas o perigo também. Somente no dia de Natal (25) e na segunda-feira (26) oito pessoas morreram por afogamento no Estado.

O episódio mais trágico ocorreu na região do Alagado do (rio) Iguaçu, em Candói, região central do Paraná. No fim da tarde de segunda, uma adolescente estava se afogando e cinco pessoas tentaram salvá-la – apenas uma foi resgatada com vida. Duas adolescentes de 15 e 16 anos, uma jovem de 21 e dois rapazes de 18 e 19 anos morreram no local. Os corpos dos homens só foram encontrados no fim da tarde de ontem.

Poucas horas antes de acharem os corpos, o soldado Lima do grupamento dos Bombeiros em Guarapuava, que dá apoio ao oficiais de Candói, alertou: “A chance de estarem com vida é quase nula”. Em alguns pontos, a profundidade na represa chega a cinco metros.

Um dia antes, no domingo, três homens morreram – um no litoral e dois na RMC: um de 50 anos em Guaratuba, outro de 20 na região do Ribeirão do Tigre, em Campina grande do Sul, e um adolescente de 15, na região do Rio do Poço, em Quitandinha.

Infelizmente, os casos mais recentes são comuns nesta época do ano. Dezembro e janeiro, por causa do calor e das férias, concentram a maioria das ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros. Somente nestes dois meses acontecem mais de 70% dos resgates.

As estatísticas, entretanto, não contabilizam casos como boa parte dos citados na matéria, quando a pessoa morre antes do resgate chegar – comum em rios, represas e cavas, onde não existe presença de guarda-vidas.

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Recomendações para evitar afogamento

A recomendação do Corpo de Bombeiros é não entrar na água nos locais onde não há presença da corporação.

“Por que eu não coloco bombeiros em represas ou cavas então? Porque não é seguro. Não podemos colocar e passar a mensagem: entre que estamos cuidando, pois não conseguimos dar garantia. As cavas, por exemplo, são muito irregulares, com detritos e, por isso, locais muito perigosos”, disse a tenente Virgínia Turra, porta-voz do Corpo de Bombeiros no ‘Verão Paraná 2016/2017’.

Durante os mais de 70 dias da operação Verão, os bombeiro estarão presentes em balneários de rios da costas Oeste/Sudoeste/Noroeste e no litoral no Estado, onde 661 profissionais já estão em 89 postos. Destes, 88 são nas praias e um em rio, na região de Porto de Cima, em Morretes.

Segundo a tenente, a primeira coisa a se fazer quando uma pessoa está se afogando é chamar um guarda-vida, ou na ausência de um, ligar 193. “Peça auxílio, se quiser ajudar tente alcan- çar algum objeto flutuante para a pessoa como uma boia, prancha ou pedaço de isopor. É muito importante não entrar na água para passar o objeto ou até mesmo tentar salvá-la, porque a pessoa pode se tornar uma vítima também ”, alertou.

Depois de recordes, calor dá leve trégua

Após os dois dias mais quentes do ano, com temperatura recorde na capital (33,4ºC tanto ontem quanto na segunda-feira) o calor perde um pouco da força até a virada do ano. De hoje até sábado, a temperatura máxima está prevista para os 28ºC.

“Uma frente fria, a nebulosidade e as pancadas de chuvas são os fatores responsáveis pela leve queda na máxima”, disse o meteorologista do Simepar, Paulo Barbieri, que não descarta que os termômetros possam chegar na casa dos 30ºC em algum momento. A mínima fica em 18ºC.

Já nas praias, a temperatura deve variar entre 23ºC e 31ºC, também um pouco abaixo dos últimos dias. Ontem, em Antonina – onde é um pouco mais quente – os termômetros registram quase 40ºC.

A ocorrência de temporais também é possível nos próximos dias em boa parte do Estado (menos Norte). Ontem o vento alcançou 86,7 km/h em Guaratuba.