IAP discute monitoramento de animais marinhos encalhados no litoral

Andreza Rossini


Funcionários do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) se reuniram em Matinhos, no litoral do Paraná, para uma ação conjunta para resgate de animais marinhos nas praias do estado.  Também participaram funcionários da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental e de municípios do Litoral do Estado.

A reunião aconteceu no Parque Estadual Rio da Onça e contou com uma palestra da bióloga Camila Domit, do Centro de Estudos do Mar (CEM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que coordena o Programa de Monitoramento de Praias pela entidade no Estado.

“A ideia de fazer um bom atendimento dos animais encontrados encalhados é trabalhar com a questão de saúde pública deles para que sejam reabilitados e possam voltar para o ambiente natural”, explica a bióloga Fernanda Goss Braga, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

O monitoramento é feito todos os dias nas praias costeiras e uma vez por semana nas ilhas. Segundo as informações repassadas pela bióloga do Centro de Estudos do Mar (CEM), desde 2015, quando começou o projeto de monitoramento, foram encontrados mais de 3 mil animais encalhados, vivos e mortos, no Litoral do Estado.

“O número de animais encontrados nas praias nos deixa um alerta de que nós temos que dar continuidade a esse monitoramento e avaliar melhor o que acontece com a fauna do Litoral, principalmente porque várias espécies são sentinelas da qualidade do nosso ecossistema, e usarmos essas espécies para nos orientar melhor com relação ao manejo do que está causando essa degradação”, conta Camila.

DE OLHO NAS PRAIAS – O Centro de Estudos do Mar monitora os animais marinhos e a qualidade ambiental do Litoral do Paraná através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). A instituição faz parte da Rede de Encalhe e Informação de Mamíferos Aquáticos do Sul do Brasil (Remasul) e da Rede Brasileira (Remab), ambas coordenadas pelo Ibama e ICMBio, e segue os mesmos procedimentos dos demais projetos de monitoramento de fauna marinha executados internacionalmente e na orla brasileira.

Também participam da Remasul o Centro Nacional de Pesquisa, Conservação e Manejo de Mamíferos Aquáticos do ICMBio; o Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul do ICMBio; o Museu Oceanógrafo do Vale do Itajaí; o Centro de Ciências Tecnologia da Terra e do Mar da Universidade do Vale do Itajaí; o Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental; o Coalizão Internacional da Vida Silvestre; a Comissão Internacional de Baleias IWC/Brasil; o Museu Oceanógrafo de Rio Grande; o Laboratório de Mamíferos Marinhos da Universidade Federal do Rio Grande; o Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos do Rio Grande do Sul; e o Laboratório de Mamíferos Aquáticos da Universidade Federal de Santa Catarina.

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