Legado do pré-sal, centro de reabilitação de animais marinhos é aprovado em Pontal

Narley Resende


Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba

O Colit (Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral Paranaense) aprovou no último dia 25 a tramitação do licenciamento ambiental para construção do Centro de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos em Pontal do Paraná.

De volta às mãos do IAP (Instituto Ambiental do Paraná), o processo segue para análise dos licenciamentos de instalação e operação e o início das obras deve acontecer em fevereiro do ano que vem – a conclusão está prevista para o fim de 2017.

“O Paraná pode não ter um litoral extenso, mas certamente tem um dos mais ricos do Brasil em termos de biodiversidade. [O Centro] se prestará tanto ao pronto- -atendimento da fauna marinha, quanto à produção científica e educação ambiental”, diz o secretário estadual do Meio Ambiente, Antonio Carlos Bonetti.

Financiado pela Petrobras, o projeto é executado pela Univali (Universidade do Vale do Itajaí) – responsável pelo monitoramento da Bacia de Santos-SP, de 800 km de Ubatuba-SP a Laguna-SC – e em Pontal será administrado pela UFPR (Universidade Federal do Paraná).

“Quando o Centro de Pontal do Sul estiver pronto, as chances de sobrevivência dos animais aumentarão muito e toda a pesquisa científica será feita dentro do Paraná”, diz a coordenadora do Projeto de Monitoramento de Animais Marinhos da UFPR, Camila Domit. Hoje, a unidade de reabilitação mais próxima fica em Florianópolis-SC.

Atendimento: vivo ou morto

Reabilitação de animais marinhos
Foto: arquivo / PMP-BS Paraná

Animais marinhos como botos, tartarugas e outros serão levados para o novo local. Hoje eles ficam em local improvisado no Centro de Estudos do Mar da UFPR ou vão a Florianópolis. Pontal terá um dos 5 centros de reabilitação de Ubatuba-SP a Laguna-SC. O Projeto de Monitoramento de Praias é condicionante do Ibama para a produção de petróleo no pré-sal na Bacia de Santos, que envolve a costa paranaense.

Resultados: monitoramento ativo 

De setembro do ano passado até setembro deste ano, foram registrados quase 15 mil animais marinhos – vivos e mortos – em todos os 800 km do projeto. No Paraná foram 1,8 mil animais em 12 meses, sendo 660 só em setembro. Além do animais que vivem propriamente no mar, estão aves como pinguins e outras migrantes

Tempo: reabilitação

A estrutura vai permitir que animais encalhados ou machucados ganhem tempo, já que determinadas vezes não podem ser devolvidos diretamente à natureza. De tartarugas marinhas até gaivotas serão atendidas. No total serão mais de 400 técnicos e 15 instituições parceiras no projeto comandado pela Univali.

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