“Medicina funcional integrativa” troca remédios por alimentos e exercícios

Jordana Martinez


Potássio, magnésio e cálcio são muito eficazes no combate à hipertensão arterial. Não é dica de blog,  nem palpite de comadre.  A indicação é médica e especializada, está publicada no periódico científico The Journal of Clinical Hypertension. Segundo o professor Mark Houston, da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, esses nutrientes atuam no calibre dos vasos ajustando o estreitamento e a dilatação, de acordo com a necessidade.

Priorizar o uso de alimentos no tratamento dos pacientes é uma das premissas da nova “Medicina Funcional Integrativa”, que procura as relações das doenças com os fatores genéticos, os fatores ambientais e o estilo de vida na hora de decidir o melhor tratamento indicado. Alternativa que vem sendo cada vez mais reconhecida no mundo todo, no combate às mais diversas doenças, afirma o Dr Gustavo Camargo de Oliveira, que defende, sempre que possível, a substituição das drogas pelo estilo de vida saudável.

Segundo ele, a proposta dessa nova abordagem é promover a vitalidade e a saúde do paciente integrando as práticas ditas convencionais com drogas e/ou medicamentos fitoterápicos, suplementos, dietas terapêuticas, desintoxicação, exercício e gerenciamento do estresse. “Esta medicina é focada em promover e prevenir a saúde ao invés de tratamentos com medicamentos para o alívio dos sintomas e cirurgias de urgência”, argumenta.

Para os defensores dessa nova “Medicina Funcional”,  a grande maioria das doenças é conseqüência de uma agressão que o corpo está sofrendo com o estilo de vida do homem moderno: desnutrição, sedentarismo, intoxicações ambientais em excesso.

Tratamento individualizado

Segundo o Dr Gustave, apesar de natural, o tratamento precisa ser personalizado; “alguns pacientes tem pressão alta noturna, outros a pressão oscila mais que 20 por cento à noite, tanto para baixo como para cima”, explica. Segundo ele, os estudos mostram que, nos pacientes em que a pressão oscila, há maior risco de complicações graves associadas à hipertensão. Em cada caso, há um tratamento indicado.

Testes feitos com mais de 600 pacientes pela Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, revelaram que 62% deles conseguiram suspender os medicamentos para pressão arterial com mudanças na alimentação e no estilo de vida.

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Profissional multimídia com passagens pela Tv Band Curitiba, RPC, Rede Massa, RicTv, rádio CBNCuritiba e BandNewsCuritiba. Hoje é editora-chefe do Paraná Portal.
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