Quase 4 mil pessoas já foram atendidas com queimaduras causadas por água viva no PR

Fernando Garcel


Com informações de Ana Krüger

Com a chegada do verão, cresce o número de acidentes com águas vivas nas praias. No Paraná, desde o início da Operação Verão da Polícia Militar, no dia 22 de dezembro, até domingo (1º), foram registrados 3.966 casos.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, entre sexta-feira (30) e o dia 1º de janeiro, foram 2.900 ocorrências. O número representa, em média, mil casos de envenenamento por água viva, por dia, nas praias do Paraná. A Tenente Virgínia Turra explica que é comum nesta época do ano as águas vivas se aproximarem da costa. O aumento do número de banhistas nas praias, como ocorreu no fim de semana, também leva a uma maior ocorrência de acidentes com águas vivas.

“Elas tem essa característica de se aproximar, em alguns momentos, um pouco mais. Entretanto, a alta incidência de banhistas na região vai fazer o diferencial para que aumente o numero de contatos acidentais”, diz Virgínia.

A tenente também orienta que lavar a região da queimadura com água do mar é a primeira solução que o banhista deve tomar. “Ela vai bater a água do mar com a mão, sem esfregar. Pra reduzir a ardência, ela pode fazer a utilização de vinagre”, conta. Segundo Virginia, nenhum outro tipo de produto ou líquido são recomendados. “Nem água doce, nem urina, nem bebidas alcoólicas. Nada disso é eficiente e podem agravar mais a dor e a lesão”, afirma.

Na maioria dos casos, o banhista deve sentir a ardência por cerca de dois dias, apenas no local da queimadura. No entanto, algumas pessoas podem ser alérgicas e outros sintomas podem surgir. “Se a pessoa tem dor de cabeça, vomito, tontura, desmaio e até problemas respiratórios após o contato acidental com a água viva ela deve procurar um médico imediatamente. Pode se tratar de uma reação alérgica grave”, orienta a tenente.

Outra orientação é não tocar nas águas vivas mesmo quando o animal já estiver na areia. A substância liberada pela água viva pode provocar queimaduras mesmo quando o animal está morto. Nesses casos, os salva-vidas podem ser acionados para fazer a remoção adequada do animal.

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