Técnica anti-Aedes será testada em outra cidade

Julie Gelenski


Com Thiago Machado repórter Metro Jornal Curitiba

Uma empresa sediada em Curitiba, utiliza processo natural para tornar mosquitos inférteis. O projeto piloto deveria ser em Paranaguá, mas falta de licenças ambientais e a vacinação da população exigiram novos planos.

A Forrest Brasil Tecnologia vai escolher um novo município para realizar o projeto-piloto de uma nova tecnologia contra o mosquito Aedes aegypti.

No ano passado a empresa chegou a transportar o seu laboratório móvel até Paranaguá, cidade que havia sido escolhida como sede para o teste, mas a vacinação da população e a falta de licenças ambientais forçaram a uma mudança dos planos.

“Existe um receio de que devido à vacinação não se consiga avaliar os resultados. Foram 54 mil pessoas vacinadas”, conta o coordenador do projeto, Joel Kriger.

No último mês a Forrest assinou um acordo para entrar na Incubadora Tecnológica do Tecpar, local onde se instalou na última semana.

Agora a expectativa é de que em fevereiro sejam emitidas as licenças ambientais (tanto do Ibama quanto estaduais), para dar início ao projeto-piloto.

A nova cidade ainda não foi escolhida, mas não poderá ser nenhuma das 30 contempladas no ano passado com campanhas de vacinação contra a dengue.

“A perspectiva é de que, com o verão começando mais tarde e terminando mais tarde, vai dar para fazer o teste neste ano”, diz Kriger.

A técnica

A empresa, sediada em Curitiba e com capital norte-americano e israelense, desenvolveu um alimento que torna os mosquitos machos inférteis.

Já existem técnicas que usam o princípio de esterilização dos machos, mas elas usam manipulação genética ou radiação. Assim, o novo método seria mas barato do que os que já foram desenvolvidos e testados, por exemplo, em Piracicaba-SP.

Após a criação dos mosquitos apenas os machos são soltos na natureza. Quando eles copulam com uma fêmea, também as tornam inférteis.

Segundo a Forrest o método pode reduzir em até 90% a infestação, como o mosquito macho não pica, ele não transmite nenhuma doença.

Um dos desafios do método é a forma da soltura os machos, já que cada mosquito Aedes tem um raio de atuação de apenas 100 metros.

Por isso, a empresa desenvolveu um método de dispersão por avião, capaz que atacar grandes áreas.

 

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