‘Temporada da dengue’ pode vir mais branda neste verão

Fernando Garcel


Brunno Brugnolo, do Metro Jornal Curitiba

Com o verão chegando cresce o receio contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e até da febre do Mayaro, vírus já conhecido, mas recentemente ligado ao Aedes. Neste período há um aumento natural do número de casos das doenças e os cuidados necessários para limitar a transmissão devem ser redobrados.

O último período epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de agosto do ano passado a julho deste ano, foi o que mais teve casos confirmados (56.351) e mortes (61) relacionadas à dengue, que representou mais de 90% dos casos infecciosos do mosquito no Paraná.

Para este ‘novo ciclo’, os trabalhos de combate – que nunca foram paralisados – novamente serão intensificados, mas a expectativa é de redução dos casos. “Nós analisamos uma série histórica, tem ano que você tem ‘boom’, mas não temos um padrão. Esperamos um impacto de diminuição do números de casos. Contudo, no momento, é muito cedo para afirmar”, disse o coordenador da sala de situação da dengue da Sesa, Raul Bely, que também aguarda o impacto da 1ª dose da vacina aplicada em 200 mil paranaenses de 30 cidades com epidemia de dengue – onde o ‘alerta é total’.

O último boletim, do dia 8 (não saiu semana passada devido ao feriado), mostra 141 casos confirmados em 44 municípios neste período. Já o primeiro boletim do período anterior (25/11/2015) apontava 518 casos em 87 cidades. “São dados preliminares, que podem sofrer alteração, mas me parece uma queda”, declarou Bely.

Além da série histórica, a sensibilização da população é fator fundamental para que aconteça um freio no avanço das doenças. Desde o ano passado, o governo instituiu o dia 9 de cada mês como o ‘Dia D de combate ao mosquito’, sendo o principal em dezembro. “Estamos fazendo todo mês ações educativas, palestras nas comunidades, escolas e mutirões. Se não tiver investimento adequado não vai funcionar, mas sem a participação população, também não. Isso automaticamente coloca a população dentro dos atores protagonistas do controle das doenças”, reforçou o coordenador.

Segundo dados técnicos de pesquisas de campo da Sesa, 70% dos criadouros do mosquito se encontram em depósitos de lixo doméstico. A recomendação para fazer o dever de casa é simples: dedicar de 15 a 30 minutos por semana para fazer uma inspeção completa na casa, olhar o quintal e as calhas. Para a coordenadora do controle ao Aedes da prefeitura de Curitiba, Simone Gusi, o desafio é manter a capital longe dos níveis de epidemia da doença. “Agora é o momento de intensificar ações. Neste período do verão as pessoas circulam mais também, é preciso ficar atento”.

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