Festival de Curitiba incentiva o público a eliminar preconceitos

Francielly Azevedo


“Só me interessa o que não é meu”, essa é a citação que inspira a programação do 26º Festival de Teatro de Curitiba. A frase foi retirada do Manifesto Antropofágico, de Oswald de Andrade e escolhida pelos curadores Márcio Abreu e Guilherme Weber. Há dois anos a dupla é responsável pela seleção das peças do evento.

De acordo com Weber, os espetáculos dessa edição convidam o público ao debate e à reflexão sobre a pluralidade das pessoas e o respeito ao próximo. O ator curitibano explica que com a arte é possível quebrar barreiras e eliminar preconceitos. “É o lugar de refletir o Brasil, refletir a América Latina, refletir as nossas feridas. Tentar entender de que maneira a gente pode trabalhar para cicatriza-las”, ressalta.

Além disso, um dos temas desse ano trata do empoderamento feminino. Grande parte do elenco e direção é do sexo feminino. “É uma edição basicamente dominada pelas mulheres, o que me deixa muito feliz”, comemora. Segundo Weber a mulher tem espaço fundamental na construção do festival. “A mulher em seu lugar de origem, como a grande líder da sociedade”, afirma.

Nena Inoue é atriz e produtora, ela é responsável pela curadoria da “Curitiba Mostra”, que reúne espetáculos gratuitos e autorais. A curadora acredita que nesta edição o festival está dizendo a que veio. “Eu acho que esse festival está trabalhando com temas necessários, importantes e ele passa de um grande evento, para um evento importante”, explica.

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.
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