Grupo Cena 11 instiga o coletivo por meio da dança

Metro Jornal Curitiba O grupo de dança Cena 11, derivado do MOVVA, evento de dança do Festival de Curitiba, apres..

Narley Resende - 29 de março de 2017, 09:02

Metro Jornal Curitiba

O grupo de dança Cena 11, derivado do MOVVA, evento de dança do Festival de Curitiba, apresenta hoje o seu primeiro espetáculo, Protocolo Elefante.

Estreante na cidade, o grupo catarinense pretende instigar no espectador a coletividade e investigar o afastamento, tendo como referência o isolamento do elefante no fim de sua vida. O grupo surgiu em 1993 com o objetivo de criar espaço para o pensamento contemporâneo em Florianópolis, e já conta com 15 espetáculos de dança.

Alejandro Ahmed, produtor, coreógrafo e diretor da peça, contou ao Metro Jornal que o grupo enxerga a dança mais como um fenômeno do que uma instituição, em que o corpo e o movimento são objetos de comunicação.

Ahmed explica que a escolha do comportamento do elefante como objeto de aná- lise para a produção da peça é uma metáfora que trabalha as ideias de solidão e coletividade. O espetáculo questiona a forma com a qual os seres são afetados quando transferidos de um ambiente coletivo para um contexto de isolamento.

Segundo o produtor da pe- ça, o projeto passou por cinco etapas durante dois anos, entre elas o auto-retrato da companhia de dança, reuniões com artistas de fora, e o isolamento dos próprios integrantes do grupo por um período de quinze dias, com o objetivo de que cada um pudesse procurar vestígios de coletividade em si mesmos.

“Os nossos bailarinos transitam entre o palco e a plateia, e o festival dialoga com a dança, trabalhando a conexão entre o corpo e o teatro”, aponta Ahmed.

O espetáculo pretende questionar o espectador sobre o significado de pertencer e da necessidade de pertencimento, além de levantar a definição de identidade.

No Teatro da Reitoria Hoje e amanhã, às 19h. Gratuito