Mudança de local: “Involuntários da Pátria” leva manifesto em defesa dos povos indígenas

Narley Resende


Com assessoria

As apresentações do espetáculo “Involuntários da Pátria” na 26ª edição do Festival de Curitiba acontecem nesta sexta-feira (7) e sábado (8) no Sesc Paço da Liberdade. Antes, as apresentações seriam na Praça Osório, mas o local foi alterado por causa da chuva.

Nos dois dias, a peça começa às 17 horas, na Praça Generoso Marques, 189, no Centro. O espetáculo é gratuito para o público.

A adaptação do texto do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro para os palcos é um manifesto em defesa dos povos indígenas.

O texto do antropólogo foi apresentado em formato de aula aberta em várias cidades brasileiras e trata da sobreposição dos interesses econômicos aos dos povos indígenas e outros grupos tradicionais brasileiros. Ele defende que está em curso uma guerra contra os índios brasileiros, apoiada abertamente pelo Estado, que teria a obrigação de protegê-los.

O texto foi lido pela ativista Fernanda Silva no Campo Arte Contemporânea, um espaço de residências artísticas de Teresina (PI), e chamou a atenção da gestora cultural Sonia Sobral.

Essa transexual, que mata um leão por dia para não morrer, é atenta, porosa e não se omite. Quando visualizei Fernanda lendo a aula de Viveiros num púlpito, elevando citações de momentos contundentes na construção e desconstrução desse país, propus isso e ela, que aceitou emocionada”, lembra.

Fernanda Silva conduz há 23 anos o Grupo de Teatro Metáfora, que desde 2005 mantém o Galpão Teatro Metáfora como espaço de resistência em Parnaíba, litoral do Piauí. Sonia Sobral é gestora cultural de artes cênicas e parceira do Campo Arte Contemporânea.

O espaço, criado por Marcelo Evelin e Regia Veloso, foi concebido como um ambiente de criação artística e de debates.

 

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