Começam audiências de acusado de matar Rachel Genofre, em 2008

Começaram nesta quinta-feira (18) as audiências de instrução do caso envolvendo a morte de Rachel Genofre, encontrada mo..

William Bittar - CBN Curitiba - 19 de junho de 2020, 11:20

Reprodução/Arquivo Pessoal
Reprodução/Arquivo Pessoal

Começaram nesta quinta-feira (18) as audiências de instrução do caso envolvendo a morte de Rachel Genofre, encontrada morta dentro de uma mala na rodoferroviária de Curitiba, em novembro de 2008.

Carlos Eduardo dos Santos, de 52 anos, identificado como sendo o autor do assassinato, está preso na Casa de Custódia de Curitiba e deve ser o último a ser ouvido. O depoimento dele será o último da audiência de instrução e está previsto para acontecer no final da tarde desta sexta-feira (19).

Nesta quinta-feira foram ouvidas as testemunhas de acusação definidas pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR). Ao todo, nove pessoas foram escolhidas, mas apenas sete foram ouvidas. Foram colhidos os depoimentos dos pais de Rachel Genofre, além do perito que analisou o corpo da criança na época do crime, um homem que teria vendido a mala onde a menina foi encontrada e um homem que conheceu o suspeito no ano de 2008 e o ajudou a conseguir emprego em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Carlos Eduardo dos Santos foi identificado em setembro do ano passado após o cruzamento do material genético encontrado na vítima com o dele, após a inclusão em um banco nacional de materiais genéticos.

Na ocasião, o suspeito estava preso na Penitenciária de Sorocaba, em São Paulo, onde cumpria pena por crimes como estupro de vulnerável e estelionato.

Ao ser interrogado pela Polícia Civil, o homem confessou ser o assassino de Rachel Genofre.

Durante as investigações, os policiais civis descobriram que Carlos cometeu, pelo menos, outros seis crimes de estupro contra crianças de 4 a 14 anos de idade, mas a única criança que ele matou, foi Genofre.

A época, a delegada Camila Cecconello, responsável pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil, revelou como Carlos Eduardo conseguiu atrair a menina para cometer o crime.

Nesta sexta-feira (19) está previsto o interrogatório de cinco testemunhas de defesa, além da oitiva de Carlos Eduardo.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por tentativa de estupro, atentado violento ao pudor e homicídio triplamente qualificado por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e crime para assegurar a impunidade.