Varíola dos macacos: Paraná soma 10 casos, todos em Curitiba

Ao todo, 11 suspeitas da doença são monitoradas no estado: em Curitiba, em Foz do Iguaçu, em Londrina, em Maringá e em Umuarama.

Redação - 18 de julho de 2022, 12:20

(Foto: Arquivo/CDC/Brian W.J. Mahy)
(Foto: Arquivo/CDC/Brian W.J. Mahy)

O Paraná confirmou nesta segunda-feira (18) mais quatro casos da varíola dos macacos. Agora, o estado soma 10 casos da doença, todos eles em Curitiba. A informação é da Sesa (Secretaria de Estado da Saúde do Paraná).

Os pacientes são homens, com idades que variam entre 25 e 38 anos. Ao todo, 11 suspeitas de varíola dos macacos são monitoradas no Paraná. Sete em Curitiba, uma em Foz do Iguaçu, uma em Londrina, uma em Maringá e uma em Umuarama.

As amostras foram coletadas e encaminhadas ao Lacen-PR (Laboratório Central do Estado). De acordo com a Sesa, todas as pessoas acima, ou com suspeita ou com caso confirmado, têm histórico recente de viagens ou tiveram contato com quem teve diagnóstico positivo para a doença.

VARÍOLA DOS MACACOS: O QUE É E OS QUAIS SINTOMAS

A varíola dos macacos, causada pelo vírus monkeypox, é uma doença viral cuja transmissão humana acontece por meio de contato com lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados.

A infecção causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo. Os principais sintomas envolvem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfadenopatia, calafrios e fadiga.

A SMS (Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba) orienta maior atenção para pessoas que venham a apresentar pústulas na pele (bolinhas vermelhas com pus), após viajar para países que já declararam surto ou depois de ter contato íntimo com alguém diagnosticado recentemente com a doença.

“Neste caso, a orientação é procurar um serviço de saúde, para investigação, pois esses sintomas são comuns a várias doenças, e somente um profissional de saúde poderá avaliar para notificar a SMS e orientar corretamente o paciente”, afirma a médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Marion Burger.