Técnico do Athletico critica FPF por marcar clássico 48 horas após jogo no Peru: “Desprestigia o campeonato”

Pedro Melo

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O técnico António Oliveira, do Athletico, criticou a Federação Paranaense de Futebol (FPF) por marcar o clássico contra o Coritiba dois dias após a partida da Sul-Americana no Peru. O Furacão jogou em Lima na terça-feira (03) e já entrou em campo novamente na quinta-feira (05) para a disputa do Athletiba.

“Não é fácil jogar em menos de 48 horas e estar aqui competindo. O Athletico representa a Confederação Brasileira de Futebol na Sul-Americana e isso tem que ser motivo de orgulho para todos nós. Com isso, sobra pouco tempo para preparar para os jogos do Paranaense. Isso desprestigia o próprio campeonato. Apesar de ter pedido o adiamento e não ter sido dado, o Athletico vai lutar pelo tetracampeonato. Muitas vezes essa sucessão de jogos, atropelando as competições, prejudica a preparação para cada um dos jogos e das competições. Estamos jogando uma competição sul-americana, um motivo de orgulho para todos os brasileiros. São homens, não máquinas”, desabafou o treinador.

Oliveira ainda destacou que a falta de treinamentos do Athletico atrapalha até a preparação para as competições mais importantes da temporada. “Temos que estar preparados em qualquer circunstância para apresentar a melhor equipe. Essa sucessão de competições impede de trabalhar bem em apresentar qualidade de jogo. Se não tivermos treinos, não teremos qualidade de jogo. Falamos de homens e não de máquinas. Não há tempo de treinamentos e prejudica para competições importantes”, falou.

Técnico do Palmeiras também já criticou o calendário

O desabafo do treinador do Athletico segue a mesma linha do também português Abel Ferreira. Na última terça, o comandante do Palmeiras também falou sobre o calendário do futebol brasileiro. Sem descanso desde julho do ano passado, o time paulista utiliza os reservas no estadual e vai para a última rodada com chances de ser eliminado na fase de classificação. “Temos 24 horas para preparar cada jogo. Já falamos o que significa o Paulista para nós. Eu sei que muita gente fala do nosso planejamento, da nossa organização, mas nós não controlamos a pandemia. Não temos culpa de ter que fazer dois jogos a cada três dias. Portanto, temos que priorizar competições”, afirmou Ferreira.

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