Live da Orquestra de Câmara Egípcia de Meninas Cegas abre Oficina de Música

Redação

live da orquestra de meninas cegas abre oficina de música

Uma live da Orquestra de Câmara Egípcia de Meninas Cegas – Al Nour Wal Amal abre oficialmene neste domingo (17) a 38ª Oficina de Música de Curitiba – Edição Virtual.  A live será transmitida pelo site da Oficina – www.oficinademusica.org.br/aovivo, e terá num bate-papo com a participação do maestro Mohamed Saad Basha, das musicistas Shaimaa Yehia, Marwa Soliman e Mariam Kamal, e do presidente do instituto musical que mantém a orquestra, Amal Fikry. Os músicos brasileiros Luiz Amorin e Fabiana Bonilha, ambos pessoas com deficiência visual, farão a mediação do encontro. Haverá tradução simultânea.

“A abertura da programação com a participação de músicos com deficiência visual enfatiza o caráter inclusivo da Oficina de Música, que vem ganhando força desde as últimas três edições”, explica a coordenadora geral do evento, Janete Andrade. Na busca por novidades para a programação artística da Oficina, Janete se deparou com o trabalho da associação Al Nour Wal Amal (Luz e Esperança) e se impressionou com a beleza e a qualidade musical do grupo.

“Entramos em contato, eles se mostraram interessados em participar, foram meses de planejamento que acabaram dando certo”, conta Janete.

ONG trabalha pelos direitos das meninas e mulheres cegas

A Associação Egípcia de Meninas Cegas Al Nour Wal Amal, fundada no Cairo em 1954, é uma organização não governamental sem fins lucrativos, que tem por objetivo principal estabelecer os direitos de meninas e mulheres cegas, proporcionando-lhes educação gratuita, internatos, programas de alfabetização em braille e treinamento vocacional. A orquestra nasceu em 1972 a partir da criação de um instituto musical voltado a complementar a formação das meninas. Atualmente é a única orquestra de câmara do mundo composta inteiramente por músicos cegos que tocam tanto música clássica ocidental como oriental.

Ao longo dos anos, diferentes maestros tiveram sucesso no desenvolvimento de técnicas e métodos especiais que permitiram às meninas atuar como orquestra de câmara sem ter que ler as notas em braile ao se apresentar e sem ter que contar com a tradicional batuta do maestro. A orquestra, que está atualmente em sua quarta geração de músicos, fez várias apresentações no Egito e realizou mais de 30 turnês pelos cinco continentes, em 26 países. Seu repertório inclui obras de Mozart, Beethoven, Bizet, Mendelssohn, Ravel, Purcell, Katchaturian, Weber, Tchaikovsky, Abu-Bakr Khairat, Gamal Abdel Rehim, El Sonbaty e outros compositores, tanto estrangeiros como egípcios.

Na live de domingo (17/1), enquanto os participantes conversam sobre esse trabalho e os desafios dos músicos com deficiência, serão exibidos vídeos de concertos e recitais dos integrantes da Orquestra Al Nour Wal Amal. Os músicos brasileiros Luiz Amorim e Fabiana Gouvêa Bonilha participam do encontro. Luiz Amorim é violinista, formado em Música pela UFPR e desenvolve importantes projetos de inclusão para pessoas com deficiência visual. Foi ele quem ministrou os primeiros cursos inclusivos da Oficina de Música de Curitiba. Fabiana Bonilha é doutora e mestre em Música pela Unicamp. Como pianista cega, desenvolve pesquisa sobre musicografia em braile. Realizou vários recitais solo e foi solista da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas.

Oficina de música com tango e recital em homenagem a Piazolla

Como a 38ª edição da Oficina de Música presta homenagem aos 100 anos de Astor Piazzolla, os concertos de abertura, no domingo (17/1), às 20h, são dedicados ao mestre argentino. Primeiro será exibido um vídeo de Daniel Binelli, gravado especialmente para a Oficina de Música. O vídeo está dividido em duas partes – a gravação inédita do artista para a Oficina e gravações de Binelli com Piazzolla. Mestre do bandoneon reconhecido internacionalmente, em 1898 Daniel Binelli juntou-se ao Sexteto Nuevo Tango de Piazzolla, com o qual realizou várias turnês internacionais.

Na sequência será transmitido ao vivo, a partir da Capela Santa Maria, o Recital de Violino e Piano, com Winston Ramalho e Lucas Thomasino. No programa, obras de Bento Mossurunga, Beethoven e “Le grand tango”, de Astor Piazzolla.

A programação do dia de abertura da 38ª Oficina se completa com a exibição de vídeos da Orquestra Sinfônica da Bahia (às 17h30) e da Ópera em 4 atos, de Cláudio Santoro, com regência de Marcelo de Jesus, direção cênica de Juliana Santos e participação dos corpos artísticos do Teatro Amazonas (21h). Todas as transmissões são pelo site da Oficina – www.oficinademusica.org.br/aovivo.

 

Serviço:
38ª Oficina de Música de Curitiba

De 17 a 31 de janeiro de 2021

Mais Informações

 

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