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Sanepar derruba medida cautelar e água deve subir mais 3,76%

A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) informou os acionistas da empresa que a água vai ficar mais cara no Paraná. A empresa vai aplicar um reajuste adicional de 3,76% na tarifa de água e esgoto. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (23), após o TCE-PR (Tribunal de Contas do Paraná) derrubar uma medida cautelar que impedia o aumento.

Os 3,76% adicionais somam-se aos 8,37% reajustados em abril, totalizando um aumento de 12,13% em 2019. O índice é quase quatro vezes superior a inflação estimada para este ano, calculada em 4,25% pelo Banco Central. O IPCA calculado nos últimos 12 meses é ainda menor: 3,43%.

De acordo com a Sanepar, o reajuste para 2019 foi fixado pela AGEPAR (Agência Reguladora do Paraná).

Procurada pelo Paraná Portal, a Sanepar se limitou a informar, em nota, que “tomou a medida procedimental devida, no momento, que é comunicar o fato ao mercado (Comissão de Valores Mobiliários – CVM)”.

Questionada sobre a eventual aplicação do reajuste e quando, deve fato, o aumento chega às contas de água e esgoto, a Companhia não respondeu.

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82 bairros da Grande Curitiba podem ficar sem água nesta terça

Oito bairros de Curitiba e 74 da Região Metropolitana podem ser afetados por obras da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) nesta terça-feira (30). Além da capital do estado, os outros municípios que podem ficar sem água são: Almirante Tamandaré, Campina Grande do Sul, Colombo, Quatro Barras e Pinhais.

A empresa responsável pelos serviços públicos de saneamento básico no estado fará uma obra de substituição de equipamentos eletromecânicos na Estação de Tratamento de Água Iraí a partir das 7h da manhã.

Dessa forma, a previsão é que a normalização do abastecimento ocorra até o início da manhã de quarta-feira (31).

Além disso, clientes que possuem caixa-d’água domiciliar podem não ser afetados pelo desabastecimento. Isso porque cada imóvel deve ter caixa-d’água com capacidade para atender as necessidades dos moradores por, no mínimo, 24 horas. Ou seja, o reservatório domiciliar deve armazenar pelo menos 500 litros. Isso segundo as regras da Sanepar e a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Por fim, a Sanepar ainda ressalta que a população utilize água de maneira racional e evite desperdícios.

Confira a lista dos bairros que podem ficar sem água:

CURITIBA: Atuba, Bacacheri, Bairro Alto, Cachoeira, Capão da Imbuia, Jardim Social, Santa Cândida e Tarumã.

ALMIRANTE TAMANDARÉ: Cachoeira, Centro, Cintia Mara, Colônia Prado, Graziele, Jardim Gramados, Jardim Roma, Monte Santo, São Gabriel, São Jorge, Parque São Jorge, Padro e Tati.

CAMPINA GRANDE DO SUL: Eugênia Maria, Jardim Graciosa, Jardim Nossa Senhora das Graças, Joana Olímpia, Jardim Paulista, Moradias Timbu, Oswaldo Florêncio, Santa Rita de Cassia, Vila Chacrinha, Vila Cosme e Vila Santa Cecília.

COLOMBO: Atuba, Bella Vista, Campo Pequeno, Canguiri, Colônia Faria, Curitibano, Guaraituba, Guarani, Maracanã, Mauá, Monte Castelo, Monza, Osasco, Palmital, Parque Industrial, Rincão, Rio Pequeno, Roça Grande, São Gabriel e Vila Zumbi.

QUATRO BARRAS: Bosque Merhy, Centro, Graciosa, Jardim Creplive, Jardim Menino Deus, Jardim Patrícia, Jardim Orestes Thá, Jardim Pinheiros, Maria Alice, Nossa Senhora das Graças, Patrícia, Pousada Quatro Barras e Vila São Pedro.

PINHAIS: Alto Atuba 1 e 2, Centro 1 e 2, Emiliano Perneta 1 e 2, Estância Pinhais 1 e 2, Iapar, Palmital 1 e 2, Rural, Sete Vilas, Vargem Grande 1 e 2, Vila Amélia, Weissópolis 1.

O serviço ainda pode ser cancelado por causa do tempo e algum outro fator excepcional. No entanto, nesse caso, já será definida uma nova data.

Água do Rio Passaúna está contaminada por antibióticos, aponta pesquisa

Uma pesquisa feita pela Universidade Positivo aponta que as águas do rio Passaúna estão contaminadas com antibióticos, hormônios e bactérias super-resistentes. O reservatório ajuda a abastecer as regiões oeste e sul de Curitiba.

De acordo com o levantamento, duas espécies de peixes que vivem no rio também têm concentração de antibiótico no organismo. A pesquisa não mediu o volume de medicamento encontrado na água, mas encontrou grande concentração de cafeína, que é usada em diversos remédios.

A coordenadora da pesquisa, Eliane Carvalho de Vasconcelos, é professora do Mestrado em Gestão Ambiental e Biotecnologia Industrial da UP, e explica que as substâncias são oriundas de dejetos de animais como ovelhas e cavalos que vivem na região do Parque Passaúna, lixo doméstico, pontos de esgoto irregular, entre outros fatores. “Ao longo do rio Passaúna nós temos aterros sanitários desativados, mineração, então tem vários fatores que podem influenciar”, disse.

Conforme a pesquisadora, a contaminação de antibióticos na água pode fazer com que as bactérias presentes no rio fiquem resistentes a esses medicamentos. “Você tem vários micro-organismos que estão na água, que não entraram em contato com o ser-humano ou outro mamífero que estão fora da água, e eles podem se tornar resistentes”, explicou.

Eliane explica que uma água contaminada com antibióticos pode causar sérios problemas para saúde. “Se tiver um contato primário, ou, por exemplo, vai nadar no rio e engole a água, você pode ter um prejuízo desde alergias até a adquirir uma bactéria super-resistente”, ressaltou.

Segundo a pesquisadora, a qualidade da água do Passaúna é considerada boa, mas é necessário monitoramento permanentemente. As pesquisas são feitas há 14 anos e desde o ano passado é registrada uma diminuição nos níveis de cafeína do rio. Próximo a saída do reservatório os índices de contaminação são bem baixos. “A água que é coletada para o consumo é uma água de boa qualidade, com todos os tratamentos que ela passa, tem a garantia de boa qualidade para consumir”, afirmou.

O Instituto Ambiental do Paraná é responsável por monitorar e fiscalizar a qualidade dos rios paranaenses. A diretora de Políticas Ambientais da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Fabiana Campos, reconhece o problema do rio Passaúna e explica que a pasta desenvolve projetos para conscientizar a população sobre a importância de preservar os rios. “Esses programas envolvem a educação nas escolas sobre o cuidado com os rios. Então a gente trabalha com as crianças na educação formal e com as pessoas na educação não formal”, destacou.

Procurada pela reportagem, a Sanepar informou que a água distribuída pela companhia atende a todos os critérios de qualidade e potabilidade determinados pela legislação brasileira e pelos órgãos ambientais. Em todo o mundo, ainda são incipientes as pesquisas sobre contaminação por antibióticos.

TCE pode suspender reajuste da conta de água e esgoto e classifica aumento como “aberração”

O Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) pode suspender o reajuste das contas de água e esgoto da Sanepar. Uma suposta irregularidade foi acatada pelo conselheiro Artagão de Mattos Leão e protocolada nesta quarta-feira (8), o que pode resultar em uma medida cautelar para impedir que o aumento de 12,13% entre em vigor no dia 17 deste mês.

De acordo com o TCE, o aumento acumulado das tarifas da Sanepar chegam a 27,92% desde o reajuste de 2017. Já o valor da inflação (IPCA), no mesmo período, foi de 12,06%. 

“Estamos diante de verdadeira aberração travestida de uma teia de números, que visam distribuir lucros aos acionistas”, diz a manifestação do TCE. A proposta do TCE-PR também inclui uma comissão de auditoria multidisciplinar para analisar a metodologia de cálculo do reajuste de água e esgoto proposto para 2019.

Montada pela Segunda Inspetoria de Controle Externo do TCE-PR ainda afirma ter constatado “prática de ato lesivo à moralidade administrativa visto que o pedido de majoração destoa da realidade social e econômica brasileira, configurando-se em verdadeiro achaque ao cidadão, que embora recolha seus impostos com extrema dificuldade, não observa retorno dos recursos em forma de benefícios”.

A inspetoria também destacou que lucros de R$ 200 milhões foram distribuídos aos sócios em 2014. Já no ano passado, os valores ultrapassaram R$ 423 milhões, segundo os relatórios da própria Sanepar.

O reajuste atual vem causando uma repercussão negativa. O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) classificou o aumento como abusivo, enquanto a a Associação Comercial do Paraná (ACP) também se posicionou contrária ao aumento.

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Sanepar - conta de água - Paraná

Audiência pública discute fim da tarifa mínima de água no PR

Uma audiência pública debate na Assembleia Legislativa do Paraná a proibição da cobrança da tarifa mínima da Sanepar em todo o estado. A iniciativa é do vereador de Maringá Alex Chaves (PHS), autor da lei que barra a cobrança da taxa pelos serviços de água e esgoto naquele município. Mesmo com a lei municipal em vigor, a Sanepar continua lançando a tarifa mínima nas faturas amparada por uma liminar.

Em Maringá, dos cerca de 125,6 mil clientes, 15% consomem até 5 metros cúbicos por mês e pagam a tarifa mínima. Segundo Chaves, a lei chamou a atenção de 28 cidades no Paraná, das quais 25 fizeram projetos semelhantes; nas demais, a proposta ainda tramita. “É imoral pagar por aquilo que não se consome”, diz.

A repercussão do projeto motivou a criação da Frente Paranaense dos Vereadores Contra a Tarifa Mínima da Sanepar, que reúne 54 parlamentares, todos com presença confirmada na audiência hoje. A Sanepar vai enviar representante.

Chaves diz que durante a reunião será dado um ultimato para a companhia. “Será a última chance para retroceder (e parar com a cobrança da taxa)”, afirma. A intenção é que os deputados apresentem um projeto de lei para proibir a cobrança da tarifa mínima nas cidades onde a Sanepar atua (são 346).

Caso não haja consenso, o vereador maringaense vai trabalhar para reunir assinaturas para um projeto de iniciativa popular proibindo a taxa. Para tramitar, são necessárias ao menos 80 mil assinaturas – o equivalente a 1% do eleitorado paranaense.

Litoral permanece com 11 pontos impróprios pra banho

O último boletim de balneabilidade desta temporada de verão, divulgado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), nesta sexta-feira (1º), aponta que o Litoral do Paraná permanece com 11 pontos impróprios para banho. Além da Ponta da Pita, em Antonina, outros 10 pontos, considerados permanentemente impróprios, não são indicados aos banhistas.

O monitoramento é feito anualmente a partir de amostras de água coletadas pelo IAP em locais onde há maior fluxo de pessoas durante o verão, e que têm maior possibilidade de contaminação.

O trabalho realizado no Litoral e Costa Oeste e Norte do Paraná verifica, entre outros, a concentração de bactérias Escherichia coli (E.coli) na água, o que permite a identificar se há contaminação por esgoto sanitário clandestino e se a água está própria para atividades de lazer de contato primário, como natação, mergulho e esqui aquático.

O último boletim mostra que Ponta da Pita, em Antonina, vêm apresentando águas impróprias desde a primeira análise. Ao todo, são monitorados 49 locais na região –13 estão em Guaratuba, 14 em Matinhos, 11 em Pontal do Paraná, seis na Ilha do Mel, três em Morretes e dois em Antonina.

Além dos locais monitorados semanalmente, os boletins do Litoral também trazem com maior destaque as condições de dez pontos considerados permanentemente impróprios para banho, onde rios, canais e galerias pluviais desembocam no mar. Esses locais são acompanhados durante todo o ano e também na temporada, mas não entram na verificação semanal porque já se sabe que a água não corresponde aos padrões estabelecidos.

INTERIOR

De acordo com o monitoramento feito na Costa Norte e Oeste do Estado, nenhum ponto esteve impróprio nessa temporada. A qualidade da água é avaliada em 17 pontos de praias artificiais e represas nas cidades de Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Santa Helena, Entre Rios do Oeste, Marechal Cândido Rondon e em Primeiro de Maio.

SINALIZAÇÃO 

Os veranistas podem se orientar de acordo com as bandeiras na orla das praias, nos rios e nos reservatórios, que indicam se os locais estão próprios ou impróprios para banho. A sinalização aponta a condição da água a 100 metros a direita e a esquerda de cada bandeira.

A cor vermelha indica que a água não é recomendada e a azul que a região está própria para banho. A água imprópria pode ser prejudicial à saúde, trazendo dermatites, problemas gastrintestinais e outras doenças mais graves.

**Com informações da AEN**

Contra falta de água, prédios em Balneário Camboriú limitam visitas

Um dos destinos turísticos mais procurados do verão catarinense, Balneário Camboriú está em estado de atenção desde meados de dezembro, sob risco de falta de água.

A falta de chuvas e a elevada ocupação durante a temporada forçaram a prefeitura a lacrar os chuveiros do calçadão à beira-mar, e fizeram com que alguns condomínios de alto padrão, além de aposentar a mangueira para limpeza de áreas comuns, limitassem a ocupação dos apartamentos, sob pena de multa.

“O risco é grande. Com o prédio lotado, a caixa-d’água não dura dois dias”, diz o síndico Antônio Carlos Vieira, 49, que administra um prédio de 20 andares na beira-mar.

Com apartamentos avaliados em até R$ 2 milhões, o condomínio recomenda a limitação de até sete pessoas por unidade, em especial na virada de fim de ano -ou cinco pessoas, nos apartamentos de dois quartos.

A prática também é adotada por outros prédios da orla. Em tempos de estiagem, a regra é fiscalizada de perto, e ajuda a prevenir a falta de água. No condomínio de Vieira, até agora, não faltou. “É muito delicado, porque é uma coisa privada”, diz. “A gente não pode intervir na propriedade particular. É uma recomendação; a gente sugere, conversa.”

Mas, segundo o Secovi (Sindicato da Habitação de Santa Catarina), se o limite estiver estabelecido em convenção e no regimento interno do condomínio, a medida é legal -e quem desobedecer pode, sim, ser multado.

“Tem gente que acha que pode fazer o que bem entender porque o apartamento é seu. Mas a propriedade, num condomínio, é compartilhada”, diz o presidente do Secovi, Sérgio Luiz dos Santos.
A regra, segundo ele, é estabelecida em defesa do patrimônio dos edifícios, e leva em conta inclusive parâmetros de segurança e recomendações do Corpo de Bombeiros.

Para evitar desabastecimento, alguns condomínios passaram a adotar controle digital ou senhas individuais para acesso ao prédio, o que ajuda a garantir o limite de ocupação.

Outras medidas para combater a estiagem também vêm sendo tomadas: nas construções mais recentes, que têm até 80 andares, os reservatórios estão cinco vezes maiores que o normal. Enquanto uma caixa-d’água de um prédio convencional tem 30 mil litros, em Balneário Camboriú elas chegam a 150 mil litros.

A limpeza de áreas comuns tem sido feita sem água, na base da vassoura -ou, para quem pode, com uma máquina de limpeza a seco, que custa R$ 20 mil ou é alugada a R$ 300 a hora.

Desde dezembro, quando o estado de atenção foi decretado, quem for flagrado usando mangueira para limpar vidros ou fachadas pode levar multas de R$ 27 mil.

Nesta terça (15), o nível do rio que abastece a cidade estava em 1,20 m. O normal é 1,35 m -e, se atingir 0,80 m, a Emasa (empresa municipal de saneamento) não consegue mais bombear a água para os reservatórios, e o abastecimento para.

Até agora, não houve interrupções do fornecimento de água nesta temporada. Mas a situação ainda é de alerta, e, caso não chova com regularidade nos próximos dias, não se descarta a possibilidade de racionamento, segundo Douglas Costa Beber, diretor-geral da Emasa.

“Nós precisamos que as pessoas se conscientizem e não façam uso desregrado da água, lavando calçadas com mangueira ou tomando banhos demorados”, afirmou.

O município inaugurou uma nova estação de tratamento de água em novembro, com um grande reservatório, e também fez investimentos na rede de distribuição para evitar desabastecimento. A população flutuante da cidade, porém, chega a 450 mil pessoas no verão, em média -o normal é 130 mil.

Produção de água no Litoral já chegou a 900 milhões de litros

Desde o início da Operação Verão, em 21 de dezembro, a Sanepar já produziu cerca de 900 milhões de litros de água nas cidades de Matinhos, Guaratuba, Pontal do Paraná, Morretes e Guaraqueçaba, um acréscimo de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.

O pico de produção foi nos dois dias que antecederam o feriado do dia 1.o: no domingo e na segunda (30 e 31), quando foram produzidos 95 milhões de litros de água em cada um desses dias.

LIMPEZA DAS PRAIAS

A Sanepar coletou das areias das praias 174 toneladas de lixo, jogado de forma inadequada pelos veranistas, de 20 de dezembro a 1.o de janeiro. O dia de maior acúmulo de lixo foi o primeiro do ano, como reflexo da festa de Reveillon, com 27 toneladas. A coleta é feita de forma manual por 78 trabalhadores durante o dia, a partir das 10h, em 48 km de faixa de areia nas praias de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná. A partir das 20h, seis máquinas saneadoras fazem o serviço de higienização da areia. No total, são empregadas 104 pessoas para o serviço até o fim da Operação Verão, em 10 de março.

O lixo que é depositado pelos veranistas em tambores nas calçadas das praias é recolhido pelas prefeituras dos três municípios, que também fazem a coleta do lixo nas cidades. As prefeituras também são as responsáveis pela destinação do lixo coletado na areia das praias pela Sanepar.

DUCHAS ECOLÓGICAS 

Mais de 63 mil veranistas tomaram banho nas duchas ecológicas instaladas pela Sanepar nas praias de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná, nos primeiros dias da Operação Verão. Ao longo da orla, foram instaladas 55 duchas em 10 pontos fixos.

O Projeto Chuá tem pegada ecológica porque as duchas retiram água do lençol freático, que é tratada com pastilha de cloro para ser utilizada pelos banhistas. A água não é potável. Também é uma medida de economia de água potável porque as pessoas podem tirar a areia do corpo antes de ir para casa.

 

Abastecimento de água de bairros de Curitiba será afetado por serviços da Sanepar

Três bairros de Curitiba vão sofrer desabastecimento de água nesta segunda-feira (26). A Sanepar informa que, devido a uma obra de interligação de redes, o abastecimento no bairro Capão da Imbuia poderá ser afetado a partir das 8h30. A normalização do abastecimento deve ocorrer de forma gradativa até o final da noite ainda desta segunda-feira.

Outra região de Curitiba com serviço da Sanepar é o bairro Jardim das Américas. Nesta segunda, em função de obras no sistema de esgoto, o abastecimento no Jardim das Américas será interrompido a partir das 8h30. A normalização do abastecimento deve ocorrer gradativamente até o final do dia.

No Alto Boqueirão, a Sanepar vai interromper o fornecimento de água em virtude de uma obra na rede de distribuição. O serviço vai começar a partir das 9h. O abastecimento deve ser retomado de forma gradativa no final da tarde desta segunda-feira.

De acordo com a companhia, clientes que possuem caixa-d’água podem não ser afetados pelo desabastecimento. Quem tiver dúvidas pode contatar o Serviço de Atendimento ao Cliente Sanepar pelo telefone 0800 200 0115.

 

Procon de Maringá processa Sanepar

O Procon de Maringá abriu procedimento coletivo contra a Sanepar pelo descumprimento da lei que proíbe a cobrança da tarifa mínima de água e esgoto na cidade. A norma está em vigência desde 27 de setembro. Dos 128,4 mil clientes atendidos pela Sanepar em Maringá, cerca de 15% consomem até 5 metros cúbicos de água por mês e pagam a taxa mínima, que, para residências, é de R$ 34,58.

O processo administrativo aberto pelo Procon veio em resposta à Sanepar, que informou que a tarifa mínima é legal e que vai manter a cobrança dos consumidores de Maringá. Diretor do Procon, Felipe Martins diz que o procedimento foi construído com base na defesa da companhia e nas denúncias feitas por consumidores (17 no total).

O Procon pede que a empresa informe quais unidades consumiram menos que 5 metros cúbicos em outubro, mas tiveram a tarifa mínima lançada na fatura. O prazo para resposta é de 10 dias corridos após o recebimento da notificação, que será entregue pelos Correios. “Pedimos a devolução da taxa e a cobrança apenas do que foi efetivamente consumido.”

Transcorrido o prazo, o processo retorna para uma comissão de julgamento do Procon, que fará a análise e dará um parecer. Se a defesa da Sanepar for julgada procedente, o processo é arquivado e a cobrança permanece. Caso contrário, a companhia pode ser multada em R$ 100 por unidade consumidora.

Em nota, a Sanepar informou que “a lei é inconstitucional e não se aplica do contrato vigente no município”.