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Não é Não! Campanha contra o assédio no carnaval acontece no PR e mais 14 estados

Criada em 2017 por um coletivo de mulheres, a campanha Não é Não! chega, neste ano, a 15 estados brasileiros. O objetivo é alertar e evitar casos de assédio no carnaval. O Paraná terá mais uma edição da campanha. Alguns estados aderem ao projeto pela primeira vez: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Paraíba e Espírito Santo, por exemplo.

O coletivo distribui tatuagens temporárias com os dizeres Não é Não!, faz palestras e rodas de conversa para conscientização sobre o tema.

“A gente vê uma adesão super expressiva e entende que o assunto tem de ser tratado. Há uma lacuna”, explicou a estilista Aisha Jacon, uma das criadoras da campanha, em entrevista à Agência Brasil.

Conforme o grupo, em 2017 foram distribuídas 4 mil tatuagens; no ano passado, esse número evoluiu para 186 mil. Para o carnaval de 2020, a meta é produzir 200 mil tatuagens. Aisha Jacob reconheceu, entretanto, que tudo vai depender da verba que for obtida por meio do financiamento coletivo, pelo site do coletivo. De acordo com o  grupo, a meta já foi alcançada no Paraná.

“É preciso que haja mais contribuições de pessoas físicas mesmo”, contou.

MANIFESTO: NÃO É NÃO!

No manifesto contra o assédio nos espaços públicos o coletivo de mulheres salienta: “Não aceitamos nenhuma forma de assédio: seja visual, verbal ou física. Assédio é constrangimento. É violência! Defendemos nosso direito de ir e vir, de nos divertir, de trabalhar, de gozar, de se relacionar. De ser autêntica. Que todas as mulheres possam ser tudo aquilo que quiserem ser”.

O grupo considera que a campanha funciona como um escudo de proteção para as mulheres. “Criamos juntas um escudo, uma barreira de proteção e conexão. Formamos uma rede de apoio entre mulheres. Mais do que um recado para os homens, uma afirmação feminina do nosso desejo: podemos dizer NÃO!

“Por todas as mulheres que tiveram seus corpos violados, que sentiram medo de andar na rua, que tiveram vergonha, que sendo vítimas, se sentiram culpadas. Por todas as meninas que já nasceram ou irão nascer. Para que todas possam viver em um mundo com mais equidade de direitos e oportunidades. Por todas essas mulheres repetimos: Não é Não!“.

* Com informações da Agência Brasil.

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MON lança concurso de fotografias pelo Instagram

O MON (Museu Oscar Niemeyer) lançou nesta segunda-feira (06) um concurso de fotos no Instagram. O objetivo é aproveitar o período de férias e o maior fluxo de turistas em Curitiba para envolver o público que frequenta o espaço. A campanha vai distribuir 1.700 ingressos — 100 para cada um dos 17 vencedores.

Confira aqui o regulamento completo do concurso.

De acordo com a administração do museu, o concurso vai estimular os visitantes a descobrirem novos locais e ângulos do MON. A campanha vai até o dia 1º de março. As fotos devem ser postadas no Instagram com a hashtag “MeuMON” e a marcação ao perfil @museuoscarniemeyer.

Conforme o regulamento, para participar do concurso também é preciso seguir o perfil oficial do MON (Museu Oscar Niemeyer) no Instagram.

MUSEU COMPLETA 17 ANOS

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José Fernando Ogura/AEN

A campanha que envolve as fotos no Instagram com a hashtag “MeuMON” marca o início das celebrações pelo 17º aniversário do MON. Por isso, serão 17 vencedores.

Cada um deles receberá 100 ingressos que podem ser distribuídos livremente para amigos e familiares durante o ano de 2020. Além disso, os vencedores terão a fotografia exposta em uma galeria virtual do museu.

“Queremos aproximar cada vez mais nossos visitantes e proporcionar novas e incríveis experiências. Assim, estimulamos o olhar inusitado sobre os inúmeros espaços conhecidos e também os inexplorados dentro do Museu”, explicou a diretora-presidente do MON, Juliana Vosnika.

MUSEU OSCAR NIEMEYER

Maior museu da América Latina, com 17 mil m² para exposições, o MON (Museu Oscar Niemeyer) tem um acervo de aproximadamente 7 mil peças. Ao todo, são mais de 35 mil m² de área construída.

A instituição abriga obras das mais variadas formas de arte, entre elas artes visuais, design e arquitetura. Além disso, o MON tem a mais sinificativa coleção de arte asiática da América Latina.

SERVIÇO: MON

  • Endereço: Rua Marechal Hermes, 999
  • Horário: de terça a domingo, das 10h às 18h
  • Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
    • Entrada franca às quartas
Votação, eleitor, fake news, campanha, redes sociais

FAKE NEWS: TSE quer responsabilizar candidato que espalhar notícias falsas durante a campanha

Preocupado com a previsível avalanche de fake news numa eleição que envolve 5.570 municípios, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) quer coibir de forma explícita a disseminação de informações inverídicas e não verificadas durante a campanha do ano que vem.

Um mecanismo contra o compartilhamento de notícias falsas foi incluído pela primeira vez em uma minuta de resolução do Tribunal Superior Eleitoral. As resoluções são normas que balizam a atuação da Justiça Eleitoral durante as eleições.

O artigo 9 do documento sobre propaganda eleitoral, disponibilizado para consulta pública em 8 de novembro, afirma que a utilização na propaganda de informações veiculadas por terceiros “pressupõe que o candidato, partido ou coligação tenha procedido à checagem da veracidade e fidedignidade”.

Determina ainda que é preciso demonstrar o uso de “fontes de notória credibilidade” para embasar a informação. Caso contrário, um adversário que se sinta ofendido poderá pleitear direito de resposta, sem prejuízo de eventual responsabilidade penal.

O trecho proposto atualiza o artigo 58 da lei eleitoral (9.504/97), que trata de direito de resposta, mas hoje fala genericamente apenas em campanha na internet. Agora, há a menção específica sobre desinformação.

O pleito de 2018 ficou marcado pelo compartilhamento de fake news por diversas candidaturas, sobretudo nas redes sociais. Disparos de mensagens em massa seguem sob investigação na corte.

As resoluções do TSE dispõem sobre aspectos práticos da eleição, como propaganda, financiamento e fiscalização do processo. São aprovadas ao final do ano anterior ao pleito e funcionam como uma complemento à lei eleitoral.

CONSULTA PÚBLICA

As minutas para 2020, que têm como relator o ministro Luís Roberto Barroso, também do Supremo Tribunal Federal, ainda vão passar por consulta pública, no final de novembro, para receber sugestões que poderão ser incorporadas. Em dezembro devem ser votadas pelo plenário do tribunal.

A preocupação do tribunal com as fake news em 2020 é grande. Há a previsão de que elas possam ganhar uma escala ainda maior do que ocorreu na eleição do ano passado, pelo fato de o pleito municipal ter caráter descentralizado.

A inclusão de um artigo sobre fake news nas resoluções do TSE tem como objetivo servir de parâmetro para os juízes eleitorais de primeira instância, que serão os responsáveis por decidir casos concretos por todo o Brasil.

Segundo a assessoria do TSE, a menção à desinformação nas regras da eleição tem também caráter dissuasório, ou seja, de desencorajar candidatos e partidos a espalhar esse tipo de material.

Não há a expectativa de evitar o compartilhamento de fake news, mas uma tentativa de reduzir seu alcance.

O tribunal tem tomado outras medidas sobre esse tema.

FAKE NEWS: PROGRAMA DE ENFRENTAMENTO

Em agosto, foi criado programa de enfrentamento à desinformação que tem se reunido com plataformas como Facebook, Google e Twitter, para tentar engajá-los no combate às fake news. Também estão sendo contactadas entidades representativas do setor de mídia.

O TSE tem disponibilizado em sua página na internet dicas de como reconhecer uma notícia falsa, além de produzir a série em vídeo “Minuto da Checagem”, distribuída a veículos de comunicação pelo país.
Especialistas em direito eleitoral ouvidos pela reportagem afirmam que a ideia do TSE de incluir uma norma sobre fake news é bem-intencionada, mas enxergam nela lacunas e risco de efeitos colaterais indesejados.

Professor de direito eleitoral da Universidade Mackenzie, Diogo Rais, vê como principal problema a definição sobre o que é uma informação fidedigna e uma fonte de notória credibilidade. Nem sempre isso é claro, afirma, o que pode levar a acusações de censura. “A norma transfere a decisão do que é fake news para os juízes de primeira instância, que muitas vezes estão inseridos num contexto político local”, diz.
Segundo Rais, o artigo usa termos muito abstratos. “É importante ter sido inserido para o debate, mas não sei se no final não vai causar mais problema do que solução”, afirma.

Para o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral Henrique Neves, o artigo falha ao delimitar a responsabilidade pela distribuição de notícias falsas apenas a candidatos, partidos ou coligações.
“As fakes news podem ser de responsabilidade de outras pessoas, como dirigentes partidários e filiados, que não são alcançados pelo artigo.”
Segundo ele, o dispositivo de certa forma busca regulamentar a definição de “fato sabidamente inverídico”, que é uma das hipóteses de concessão de direito de resposta. “É um indicativo para regulamentar um assunto de extrema preocupação, um tema que realmente tem impactado as eleições. Mas é necessário aguardar as audiências públicas para aprimorar o dispositivo.”

Professor de direito eleitoral do Instituto de Direito Público, Daniel Falcão afirma que a inclusão do artigo tem um efeito mais simbólico.
“Fake news muitas vezes não vêm do candidato, vêm de pessoas que nem sempre ele conhece. A ideia é até positiva, mas pode virar uma norma para inglês ver”, afirma.
Segundo Falcão, a norma claramente é uma tentativa de estabelecer algum tipo de regramento para as redes socais. “A propaganda na TV tem uma regra implícita. Você presume que seja verdadeira, mesmo a negativa, diferente das redes sociais”, diz.

Vacinação Gripe Campanha Ampliada

Vacinação contra a Gripe é ampliada para toda a população nesta segunda-feira

A partir desta segunda-feira (03) o acesso à Vacina contra a Gripe será ampliado para toda a população no Paraná. A Campanha Nacional de vacinação, coordenada pelo Ministério da Saúde, terminou na última sexta-feira (31/05). A meta estipulada pelo governo federal, que era imunizar pelo menos 90% do público-alvo, não foi atingida no estado.
Agora, as doses remanescentes podem beneficiar toda a população. Até então, só tinham acesso gratuito à vacina as pessoas que formam os grupos prioritários: idosos, gestantes, mulheres que deram à luz em até 45 dias, indígenas, profissionais da saúde, policiais, doentes crônicos, entre outros.
A enfermeira Vera Rita Maia, da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Secretaria da Saúde, lembra que o inverno chega em algumas semanas. Ela explica que, apesar de a Gripe ser uma doença simples, ela pode resultar em casos mais graves.
“A infecção pelo vírus Influenza pode evoluir para complicações mais sérias como pneumonia, internação hospitalar e, em algumas situações, evoluir para o óbito”, lembra a enfermeira.
Influenza
Segundo o boletim mais recente da Gripe, divulgado pela Sesa, o Paraná tem 133 casos de gripe confirmados. 37 pessoas morreram por complicações da doença. Seis óbitos foram registrados na semana passada.
A região metropolitana de Curitiba é a com maior incidência da doença no estado.
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Gripe: vacinação será ampliada para toda a população

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe termina nesta sexta-feira (31). A partir da próxima segunda-feira (03/06), toda a população poderá se beneficiar das doses remanescentes.

O público-alvo da campanha é formado por gestantes, mulheres que deram à luz recentemente, idosos, crianças de seis meses até cinco anos incompletos, indígenas, professores, profissionais da saúde, policiais e portadores de doenças crônicas.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) espera cumprir a meta do Ministério da Saúde, que prevê uma cobertura vacinal de 90%. No entanto, até agora, o objetivo foi cumprido apenas entre os idosos, indígenas e as puérperas. Os demais grupos prioritários apresentam cobertura vacinal entre 60% e 89%.

A Sesa reforça que a vacina é a melhor forma de prevenção e faz uma apelo para que as pessoas que formam o público-alvo da campanha procure os postos de saúde.

A enfermeira Vera Rita Maia, da Divisão de Vigilância do Programa de Imunização da Secretaria da Saúde, lembra que o inverno chega em menos de um mês. Ela explica que, apensar de simples, a gripe pode ser grave. “A infecção pelo vírus influenza pode evoluir para complicações mais sérias como pneumonia, internação hospitalar e, em algumas situações, evoluir para o óbito”.

Influenza
Segundo o boletim mais recente da Gripe, divulgado pela Sesa, o Paraná tem 133 casos de gripe confirmados. 37 pessoas morreram por complicações da doença. Seis óbitos foram registrados na semana passada.

A região metropolitana de Curitiba é a com maior incidência da doença no estado.

Pais devem levar crianças menores de 6 anos para se vacinar contra a gripe

Mais da metade do público prioritário da campanha de vacinação da gripe ainda não se imunizou. Desde o dia 10 de abril até esta terça-feira (14) foram aplicadas 252 mil doses em Curitiba – uma cobertura de 47% da população-alvo.  

A vacina é oferecida gratuitamente ao público prioritário em 110 unidades de saúde de Curitiba, de segunda a sexta-feira, até 31 de maio.

Os grupos com as menores coberturas até o momento são as crianças entre 6 meses e menores de 6 anos, com 40%, e os doentes crônicos, com 29%.

De acordo com o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba, Alcides Oliveira, é preocupante a baixa cobertura nestes dois grupos, já que são compostos por pessoas que costumam ser bastante afetadas pela gripe, doença que pode trazer várias complicações e, inclusive, levar a morte.

“É preciso que doentes crônicos e as crianças sejam imunizados. A vacina é segura e está disponível gratuitamente nas unidades de saúde, não tem por que não fazer”, explica Oliveira.

Além das crianças e dos doentes crônicos, fazem parte do grupo prioritário, definido pelo Ministério da Saúde, pessoas com 60 anos de idade ou mais, gestantes, mães de bebês nascidos há até 45 dias, crianças, profissionais da saúde e professores da rede pública e privada.

As mães de bebês nascidos há até 45 dias são as que apresentam maior cobertura até o momento, com 96%. Em seguida, estão os idosos, com uma cobertura de 68%; os professores, com 56%, e as gestantes, com 48%.

Segundo Oliveira, as complicações relacionadas a gripe podem gerar, inclusive, aumento na procura pelos pronto-atendimentos da cidade. “Os pais e responsáveis podem evitar isso levando os filhos para se vacinarem”, diz.

Em relação aos doentes crônicos (lista abaixo), de acordo com Oliveira, é provável que alguns não saibam que podem se vacinar gratuitamente nas unidades. “Os doentes crônicos que fazem acompanhamento na unidade de saúde podem procurar o seu posto de referência diretamente para se vacinar. Se faz o acompanhamento fora deve trazer a prescrição médica para a vacina”, explica Oliveira.

A cobertura entre os profissionais da saúde também é baixa, com apenas 19%. Mas neste caso há uma explicação. “Os profissionais de saúde costumam fazer a vacina no próprio local de trabalho, então há um pequeno atraso na atualização do nosso sistema”, explica Oliveira.

Público-alvo da campanha da gripe

– Puérperas (mães com bebês de até 45 dias)

– Idosos com 60 anos de idade ou mais

– Gestantes

– Crianças entre 6 meses e menores de 6 anos

– Profissionais da saúde

– Professores da rede pública e privada

– Doentes crônicos ou outras condições clínicas especiais, como:

Doença respiratória crônica (asma, insuficiência respiratória e problemas pulmonares graves)

Doença cardíaca crônica (problemas graves no coração, pressão alta junto com outras doenças)

Problemas graves nos rins ou fígado 

Diabetes

HIV/Aids

Obesos (grau III)

Transplantados

Doenças neurológicas graves e/ou que afetem o sistema respiratório

Trissomias, como síndrome de Down, Klinefelter, Wakany

 

 

Em um mês, apenas 39% do público-alvo se vacinou contra gripe em Curitiba

 

Em quase um mês de campanha de vacinação contra a gripe, apenas 39% do público-alvo se vacinou em Curitiba. O número preocupa a prefeitura. A médica Marion Burger, infectologista da Secretaria Municipal da Saúde, alerta que é importante se imunizar todo ano, antes que a gripe chegue com tudo. “A gente já gostaria que 100% já tivesse vacinado e espera que até o dia 31 de maio, data que encerra a campanha, todos já estejam vacinados. Nós temos que chamar essas pessoas do grupo prioritário antes que  a gripe chegue com tudo. Nem estamos ainda na época mais fria e já tem muita gente doenças respiratórias”, fala ela.

Por enquanto, apenas o grupo prioritário tem acesso à vacina gratuita nos postos. São gestantes, idosos, doentes crônicos, crianças com até 6 anos de idade e mães de bebês de até 45 dias, além de profissionais da saúde e professores. Essas são as pessoas consideradas mais suscetíveis à doença ou que podem virar retransmissores, e que estão sendo chamadas a se vacinarem. “Esses são os grupos que mais apresentam complicações, ou que são os grandes transmissores do vírus. As outras pessoas até tem recomendação para fazer a vacina da gripe mas ela não está disponível de graça, então quem tem direito deve aproveitar. A gente chama todas as gestantes, as mães de bebês e principalmente as crianças abaixo de 6 anos de vida Esse é um público que se infecta muito e transmite muito vírus da gripe. Por isso nós chamamos todos os pais e responsáveis que levem essas crianças para os postos de saúde para vacinar essa população, porque nessa faixa etária, há muitas complicações provocadas pela gripe”.

Além das crianças com menos de seis anos, a médica chama a atenção de doentes crônicos para que procurem os postos de saúde. Os dois grupos são os que têm a menor cobertura vacinal até aqui. Apenas 35% das crianças e 22% dos doentes crônicos se vacinaram em Curitiba. “Quem é cardiopata, quem tem asma, diabetes ou obesidade, deve ser vacinar. São principalmente esses  doentes crônicos podem fazer complicações e até podem falecer por conta da gripe”, alerta ela.

Em todo o Paraná, o alcance da vacina contra a gripe chega a 55% do público-alvo, segundo balanço divulgado hoje pelo governo do estado. O governo também oferece nos postos de saúde um medicamento antiviral para quem já tem os sintomas da gripe. O remédio é entregue de forma gratuita, mas apenas a quem tiver receita médica.

Em Curitiba, as vacinas contra a gripe estão disponíveis em todas as unidades de saúde da cidade, abertas de segunda a sexta-feira, no horário comercial. A campanha de vacinação vai até o dia 31 deste mês.

 

Cartilha destaca as conquistas da FAEP para o setor rural

Ao longo das últimas décadas, a FAEP e os sindicatos rurais têm atuado intensamente na defesa dos interesses dos produtores rurais. Por meio de um trabalho constante de mobilização do setor produtivo, a Federação acumula um vasto histórico de conquistas para os diversos elos da cadeia do agronegócio paranaense.

Com base nesta empreitada, a FAEP desenvolveu uma cartilha com as principais conquistas alcançadas nos últimos anos. Tais resultados são consequência de um forte e bem articulado trabalho, que contou e continua contando com importantes parcerias, com os sindicatos rurais e entidades públicas e privadas nos âmbitos estadual e federal.

O material está disponível para consulta na internet em formato digital. Uma versão impressa também foi feita e está sendo distribuída a produtores rurais nos Encontros Regionais de Líderes Rurais.

Conquistas

Entre os itens da cartilha estão temas relacionados às políticas agrícolas, como as propostas de melhorias de crédito e seguro rural; meio ambiente, que inclui a manutenção do novo Código Florestal e a dispensa do licenciamento ambiental para pecuaristas envolvidos com bovinocultura de corte; e sanidades animal e vegetal, que elenca importantes acontecimentos, como a criação do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), o reconhecimento do Paraná como área livre de aftosa com vacinação e a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

A cartilha inclui também as conquistas reconhecidas na área de infraestrutura, energia, água, insumos agropecuários, questões fundiárias, agricultura, pecuária e criação de conselhos e programas, como o Consecana e o Conseleite.

“Essas conquistas fazem parte do legado da FAEP e dos sindicatos rurais, que mantêm o foco voltado para o futuro. Por trás de cada uma delas existe um esforço maior, uma determinação coletiva, muito trabalho e conhecimento, que continuarão ocorrendo para persistirem os êxitos para o campo”, afirma o presidente do Sistema FAEP/ SENAR-PR, Ágide Meneguette.

Vídeo

A cartilha “Nossas Conquistas” está disponívelneste link. Além disso, um vídeo de dois minutos de duração conta, de forma resumida, as conquistas obtidas nos últimos anos pela FAEP, sindicatos rurais e produtores paranaenses. O material audiovisual também está disponível no site do Sistema FAEP/SENAR-PR e também nas redes sociais da entidade. Para assisti-lo,clique aqui. 

Fachin multa campanha de Haddad por notícias contra Bolsonaro

O ministro Edson Fachin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), multou a campanha de Fernando Haddad (PT) à Presidência em R$ 176,5 mil em decorrência de irregularidades na internet. A decisão foi assinada na terça-feira (26). Ainda cabe recurso.

Segundo a decisão, documentos do Google comprovaram que a campanha de Haddad contratou, por R$ 88,2 mil, o impulsionamento de conteúdo desfavorável ao então adversário Jair Bolsonaro.

Leia também: Bolsonaro diz que embate com Rodrigo Maia é chuva de verão e página virada

De acordo com os autos do processo, o contrato previa o aparecimento, nos primeiros resultados de busca do Google, do site intitulado “A Verdade sobre Bolsonaro”, no qual se veiculava trechos negativos de uma matéria jornalística do jornal norte-americano The New York Times sobre o candidato do PSL.

A defesa da campanha de Haddad sustentou que o conteúdo impulsionado dizia respeito somente à “reprodução de matéria jornalística amplamente divulgada, que se mostrou inapta a desequilibrar a disputa eleitoral”, motivo pelo qual a reclamação aberta pela campanha de Bolsonaro não mereceria prosperar.

Fachin discordou do argumento. “Ao contrário do que afirmam os representados, não se tratou unicamente da reprodução de matéria jornalística amplamente divulgada, haja vista que sequer a matéria foi reproduzida, mas de diversos destaques ora atribuídos à citada matéria de jornal, ora de autoria do próprio site, contendo críticas desfavoráveis e ofensivas ao candidato adversário”, escreveu.

O ministro ressaltou que a legislação eleitoral vigente para o pleito do ano passado permitia o impulsionamento na internet “apenas com o fim de promover ou beneficiar candidatos ou suas agremiações”. Ele fixou a multa no dobro do gasto com a contratação do serviço, conforme previsto na legislação.

TSE aprova contas de campanha de Bolsonaro com ressalvas

Os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovaram com ressalvas nesta terça-feira (4) as contas da campanha do presidente eleito em outubro, Jair Bolsonaro (PSL), e do vice, general Hamilton Mourão (PRTB).

Em novembro, a área técnica do TSE pediu esclarecimentos sobre 17 indícios de irregularidade que representam 38% das receitas e 7% das despesas declaradas pela campanha de Bolsonaro, além de outros seis temas em que apontaram inconsistências na prestação de contas da campanha.

A advogada Karina Kufa, que defende o presidente eleito junto ao TSE, já havia informado que iria ressarcir R$ 8.275 aos cofres públicos, equivalente ao valor de doações não identificadas ou irregulares e que foram contestadas pelos técnicos da corte.

A campanha declarou ter arrecadado R$ 4,4 milhões e gastado R$ 2,5 milhões.

Kufa responsabilizou doadores e o sistema do tribunal por erros na prestação e disse que fez campanha barata por usar novos fornecedores.

Relator do processo, o ministro Luís Roberto Barroso considerou que são irrelevantes os valores apresentados com erro pela campanha e votou pela aprovação com ressalvas das contas de Bolsonaro.

A área técnica do tribunal e o Ministério Público Eleitoral haviam se manifestado nesse sentido, enquanto a defesa de Bolsonaro sustentou que as contas deveriam ser aprovadas sem ressalvas.

A diplomação do presidente eleito está marcada para o dia 10 de dezembro.

No julgamento, o ministro Edson Fachin acompanhou o entendimento de Barroso, mas ressaltou que a campanha descumpriu a lei ao não registrar na Justiça Eleitoral como arrecadadora de doações a empresa AM4, principal fonte de recursos da campanha de Bolsonaro.

Os técnicos do TSE haviam indagado a campanha sobre a relação da AM4 com a Ingresso Total, plataforma responsável pelo site de financiamento coletivo.

Kufa disse que a AM4 e a Ingresso Total fazem parte do mesmo grupo, sendo esta última a responsável por efetuar o cadastro no TSE para arrecadar dinheiro. O módulo de arranjo de pagamentos e plataforma de arrecadação online foi feito por outra empresa, segundo ela.

O dono da AM4, Marcos Aurélio Carvalho, foi nomeado para a equipe de transição do governo e depois disse ter renunciado à remuneração. Ao todo, Bolsonaro declarou ter recebido R$ 3,7 milhões de financiamento coletivo, 85% de tudo aquilo que informou como receita (R$ 4,4 milhões).

Os ministros Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e Rosa Weber também seguiram o voto de Barroso.

Reportagens da Folha de S. Paulo mostraram, antes mesmo do resultado da eleição, que a campanha de Bolsonaro havia omitido uma série de informações na prestação de contas parcial que todos os candidatos têm que apresentar na primeira quinzena de setembro. Entre outros pontos, viagem do vice, general Hamilton Mourão, em aeronave particular durante a campanha. Após a publicação da reportagem, a advogada de Bolsonaro apresentou o gasto ao TSE.

Os ministros também aprovaram com ressalvas as contas do PSL.