Escolhas

Nós somos a soma das nossas decisões, de nossas escolhas. O destino pouco tem a ver com nossa história.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que chamamos “minha vida”.

No momento em que se escolhe ser médico, se abre mão de ser piloto de avião.

Ao optar por não ter filhos, abrimos mão de uma experiência única, inigualável.

No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até chegar o momento de escolher entre passar o resto da vida assim ou assumir um relacionamento, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

Escolhas de uma vida: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Ser empregado ou ter um negócio próprio? É com você.

Todas as alternativas são válidas e todas as opões têm sempre seus prós e contras.

Por isso é tão importante o auto-conhecimento, a observação, ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos e não cultivar preconceitos.

Porque nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, mas fruto de ampla reflexão e em sintonia com o que a gente realmente é.

E lembre-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo e 50% de darem errado. Mas vale a pena arriscar! E não duvide que você está sempre escolhendo: até quando você precisa tomar uma decisão e não toma, está tomando a decisão de não fazer nada.

O bom é que, enquanto houver vida, dá para reavaliar decisões e mudar de caminho. Nunca anulando a vivência do caminho anteriormente percorrido, pois ele reflete a nossa história.

Renato Follador

 

A malandragem da Invalidez

O Brasil tem 31 milhões de aposentados e pensionistas no INSS.

Desses, 6 milhões são aposentados por invalidez.
Incrível, todos, eu disse todos os aposentados por tempo de contribuição somam 8 milhões. Gente que trabalhou 35 anos, homens, ou 30, mulher.
Dá para acreditar? Tem quase tanto aposentado por invalidez quanto aposentado sadio por tempo de contribuição.
Pois o presidente Jair Bolsonaro sancionou no dia 18 a Lei de Combate às Fraudes Previdenciárias.
O governo vai intensificar o combate a elas e melhorar a qualidade dos gastos, podendo gerar uma economia de R$ 10 bilhões em 1 ano.
Será feita criteriosa revisão de benefícios e de processos irregulares de auxílio-saúde, alteração de regras de concessão do auxílio-reclusão, de pensão por morte e recadastramento dos segurados rurais, além da ampliação do cruzamento de bases cadastrais.
Garanto que eu e você, amigo ouvinte, pagamos contribuição para manter muito vagabundo em casa ou na praia. Gente que não tem um mínimo de decência, de caráter, de civismo, de patriotismo. Gente que se aproveita de normas legais frágeis, administradores incompetentes e peritos relapsos para estender um auxílio-doença até conseguir uma invalidez.
Que tira dinheiro, inclusive, de quem realmente não tem capacidade de trabalhar, quem foi golpeado pelo destino, os inválidos da vida, que poderiam estar ganhando uma aposentadoria maior, se não tivessem que dividir o bolo cada vez menor com malandros oportunistas.
Olha, o que falta, definitivamente, para esse país é: gestão.

Pé no freio

Não é que eu não goste do comércio, mas eu prefiro a poupança.
Só depois de poupar é que se pode pensar em gastar. Aliás, como se faz nos países desenvolvidos, onde não se tem venda a prestação.
Eu mesmo adoro um eletrônico e a evolução da tecnologia, mas, primeiro, guardar.
Especialmente agora, quando há tanta indefinição.
Vejam, amigos ouvintes, 2019 só vai começar quando a proposta de reforma da previdência for aprovada. Até lá, o que podemos esperar é inércia e zero de investimento.
Porque ninguém investe para o longo prazo se não tem certeza nem do curto prazo. E investimento que gera emprego e renda é investimento na indústria, na infraestrutura e em projetos de longo prazo de maturação.
Muitos já perderam o emprego e outros vão perder até que o país tenha um norte.
Assim, o seguro morreu de velho, a desconfiança é a mãe da segurança e o pior cego é o que não quer enxergar, como diziam nossos avós.
Quando estiver na frente de uma vitrine nestes tempos, se algo te chamou a atenção, pense na resposta a essas três perguntas: eu quero, eu posso, eu preciso?
Só compre se a resposta for sim para as três perguntas.
Do contrário, você vai se arrepender, porque, normalmente, o sonho de consumo de hoje é o pesadelo da dívida de amanhã.
Por fim, não conheço ninguém que se arrependeu de poupar, mas conheço muita gente que perdeu o sono, a casa e até a família por gastar mais do que podia.

Renato Follador
Especialista em Previdência e Finanças Pessoais

Tenha coragem de ser você mesmo

Nós somos a soma das nossas decisões, de nossas escolhas. O destino pouco tem a ver com nossa história.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que chamamos “minha vida”.
No momento em que se escolhe ser médico, se abre mão de ser piloto de avião.
Ao optar por não ter filhos, abrimos mão de uma experiência única, inigualável.
No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até chegar o momento de escolher entre passar o resto da vida assim ou assumir um relacionamento, com direito a casa própria, orçamento domésticos e responsabilidades.
Escolhas de uma vida: comer carne ou virar vegetariano? Ser empregado ou ter um negócio próprio? É com você.
Todas as alternativas são válidas e todas as opões têm sempre seus prós e contras.
Por isso é tão importante o auto-conhecimento, a observação, ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos e não cultivar preconceitos.
Porque nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, mas fruto de ampla reflexão e, acima de tudo, em sintonia com o que a gente realmente é.
Só aqueles que são e fazem o que sonharam experimentam a felicidade de estar vivo.
O bom é que, enquanto houver vida, dá para reavaliar decisões e mudar de caminho.
Não podemos voltar atrás e fazer um novo começo, mas podemos começar agora a construir um novo final.

Renato Follador

Atitude

A palavra impossível é pouco feliz. Não podemos esperar muito daqueles que a põem com freqüência na boca.

Sempre achei que a diferença entre o possível e o impossível é outra palavra: determinação. Com que paixão desejamos algo e quanto estamos dispostos a pagar para consegui-lo. Quando vemos uma pessoa bem-sucedida, logo pensamos: ah, ela teve sorte! Sorte, na verdade é, em muitos casos, o nome que se dá ao mérito do outro. É que não sabemos o quanto ele se dedicou ao seu objetivo e de quanto ele teve que abrir mão para chegar lá. Normalmente queremos tudo, porém sem abrir mão de nada.

Quem quer cuidar do futuro deve saber que ele é uma conquista, e se constrói hoje. E sem atitude, podem estar certos de que ele não será muito bom e, lá na frente, não teremos ninguém para admirar a nossa falta de sorte.

Como lido com previdência todo dia, há mais de trinta anos, sei que aqueles idosos que tem uma vida invejada tiveram que investir durante muito tempo, para terem a situação privilegiada que têm hoje.

Se você deseja muito algo que nunca teve, faça algo que nunca fez. Poupe um pouco ao invés de só gastar.

Na vida temos que ir atrás de nossos sonhos, porque sonhos não têm pernas para irem atrás de nós. Assim, se você quiser que teus sonhos se realizem, não durma demais. Mexa-se. Sonhe de olhos abertos.

Por fim, é como um amigo meu diz: a maioria dos sonhos se roncam, ou seja, nunca deixam de ser sonhos, pois não fazemos a nossa parte para torná-los realidade.

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Por Renato Follador,

Consultor em Previdência e Finanças.

TALVEZ

Talvez eu seja ouvido na reforma da previdência, talvez eu passe despercebido.

Talvez eu tenha ainda a missão de trazer mais conhecimento, conscientização e motivação para as pessoas pensarem e construírem um futuro melhor, talvez meu trabalho tenha terminado.

Talvez eu ainda veja um país forte economicamente, justo socialmente, com as pessoas tendo a dignidade do emprego e uma razão para levantar todos os dias, talvez eu continue vendo a polarização ignorante que não dá espaço para um primeiro passo no sentido da aproximação e de um aperto de mão.

Talvez eu continue tendo vergonha de ser desta nação onde levar vantagem e passar o outro para trás é esperteza e fazer o certo é ingenuidade, mas talvez eu ainda veja os produtos serem deixados na calçada para serem comprados e devidamente pagos, pois a polícia estará na consciência de cada um e não na pessoa de um policial.

Talvez eu veja cidadãos instruídos parando de comprar a prazo algo que não precisam, com um dinheiro que não tem para impressionar outrem. Mas talvez, continue a atender endividados, desesperados que perdem boa parte da vida sem dormir pensando em pagar as dívidas.

Talvez eu ainda veja um país trabalhando no presente mas de olho no futuro, especialmente de seus filhos, com governos que governem para a próxima geração e não para a próxima eleição, mas talvez eu só veja a polarização burra, que faz com que uma hora um tenha razão e poder em outra o outro os tenha, mas que ambos não sabem para onde vão.

Talvez eu não esteja aqui para ver nada disso, mas vou fazer a minha parte para que meus filhos vejam o melhor de tudo isso.

Previdência Privada e Imposto de Renda

Ninguém gosta de pagar imposto ao governo, mas tem. É lei.
Agora, existem formas de fugir do Leão e uma delas é através da previdência privada.
Nesta época do ano, aqueles que a tem beneficiam-se duas vezes: uma, porque estão formando reservas para a aposentadoria. Outra, porque na Declaração anual vão pagar menos imposto de renda.
Quem aplica num fundo de pensão ou num PGBL de banco ou seguradora pode abater até 12% da renda anual na hora da Declaração.
Exemplo: vamos imaginar duas pessoas que tenham uma renda anual de R$ 60.000,00 sem abatimentos. Uma tem previdência privada e a outra não.
A que tem, se contribuiu, pode abater até 12% dos R$ 60.000,00. Sobram R$ 52.800,00 e é essa renda total que ela vai declarar. Já quem não tem previdência privada vai ter que declarar renda total de R$ 60.000,00. As duas caem na alíquota de 27,5%, mas a que tem previdência vai pagar 25% a menos de imposto do que a outra que não está preparando uma poupança para a velhice.
A opção é depositar numa conta própria para garantir o futuro ou dar o dinheiro para o Leão.
Olha, não entendo como tem gente que não aproveita essa vantagem fiscal.
Mesmo quem não pensa na previdência privada como renda para a velhice deveria encarar essa opção de investimento, pois não há melhor tratamento tributário e, até, por isso rende mais.
Quem despertou para isso no ano passado, a partir já desta Declaração, vai colher o que plantou. Consultas sobre finanças e previdência: (41) 3013-1483.

Por Renato Follador,
Consultor em Previdência e Finanças.

Quem Planeja

Assistindo o futebol na TV, vejo, rotineiramente, os treinadores- chamados de professores pelos jogadores, quando, muitos deles não sabem nem falar- justificarem que tem que seguir o planejamento para o ano.
Pobres deles que ainda não entenderam que o tempo é diferente para as mais diversas atividades.
Por exemplo, no futebol um ano é longuíssimo prazo, porque não resiste treinador que tenha um mês de resultados negativos. Aí o planejamento que eles falam foi para o espaço. Em futebol, planejamento tem prazo máximo de três meses.
Já, na política, o planejamento é para dois anos. Sim, porque a cada dois anos temos eleições e para governar tem que ter o apoio do Congresso, e o equilíbrio de forças se modifica a cada eleição, mesmo as municipais.
Já o planejamento de uma empresa da área de comércio ou serviços deve ter horizonte de uns cinco anos, para avaliar sua possibilidade de sucesso e competitividade.
Agora, quando falamos do setor industrial, podemos dobrar esse prazo. Empreendimentos desses têm longo período de investimento para poder começar a realizar lucros e amortizar o dinheiro lá posto.
Na minha área- previdência- o planejamento é para o tempo maior de todos: 35 anos, no mínimo, até as pessoas se aposentarem.
Esse é o mais difícil tipo de planejamento, pois enfrenta cenários com governos, economias e culturas diversas por longo tempo.
Por isso temos os olhos sempre no horizonte e não nos abalamos com os solavancos eventuais, acreditando sempre que quem planeja tem futuro, quem não planeja tem destino. Consultas sobre finanças e previdência: (41) 3013-1483.

Por Renato Follador,
Consultor em Previdência e Finanças.

Previdência Social mais Previdência Privada

Nas previdências sociais do mundo todo arrecada-se contribuições de quem trabalha para pagar quem está aposentado.

É isso aí. Se você pensa que contribui para o INSS para sua própria aposentadoria, na verdade está pagando a aposentadoria de alguém que nem conhece e adquirindo o direito de que, quando chegar a tua hora, quem estiver trabalhando pagará a sua.

No início- como há muitos trabalhadores e poucos aposentados- as aposentadorias são altas e sobra dinheiro.

Com o passar do tempo, as famílias têm menos filhos, diminui o número de jovens ingressantes no mercado de trabalho- e da população ativa- e aumenta o número de aposentados, até pela longevidade crescente.

Uma bomba relógio, pois chega o momento de faltar dinheiro para as aposentadorias.

Solução: aumentar contribuições ou diminuir aposentadorias.

Uma das formas de diminuí-las é aumentar a idade para ter direito a elas e, assim, a pessoa receber por menos anos até morrer.

Entenderam, amigos ouvintes, por que a idade mínima é fundamental, apesar de ainda não existir no Brasil?

Agora pergunto: e se você recolhesse uma contribuição previdenciária para uma conta própria, formando reservas só para tua aposentadoria, beneficiando-se dos juros, você se sentiria mais seguro?

Pois o nome disso é previdência privada. Todas as grandes multinacionais e estatais a tem nos seus fundos de pensão.

Isso é o que virá agora com a reforma da previdência. E apoiá-la é assegurar um futuro melhor para nós mesmos.

 

 

Por Renato Follador,

Consultor em Previdência e Finanças.

O médico que não cobrava

Havia um médico no interior que, ao se formar, prometeu a si mesmo nunca cobrar nenhum centavo de seus pacientes.
Quando um entrava eu seu consultório, inicialmente na casa dos seus pais, o médico atendia perguntando seu nome, o que fazia, onde morava, como era sua família, seus passatempos preferidos, enfim começava a conhecer cada paciente seu como se fosse um membro da família. Prescrevia as receitas e orientava o tratamento.
Antes de sair, os pacientes perguntavam quanto era a consulta.
O médico dizia que pagassem o que pudessem e o que achavam que valia o atendimento, só não aceitando dinheiro.
Recebia, então, de tudo. Dos fazendeiros, 20 sacas de soja de um, 10 sacos de feijão de outro, 8 sacas de batatinha de mais um. Dos mais humildes, uma galinha, um porquinho, um cabrito. Dos comerciantes, materiais de construção, móveis e assim foi levando a vida. Vendia o excedente, pois não conseguia consumir tudo.
Com o passar dos anos, o médico comprou sua casa, sua caminhonete e, como não tinha onde guardar tudo que recebia, passou a doar a cada paciente o que não conseguia consumir.
Alguns anos mais tarde, aquele médico tornou-se o homem mais bem-sucedido da cidade, sem nunca ter recebido um centavo pelo seu trabalho. E um dos mais amados por tudo que doou.
Olha, existem várias formas de ser remunerado, mas a melhor é o reconhecimento e a retribuição justa, na forma possível.

Por Renato Follador,
Consultor em Previdência e Finanças.