Secretaria adota novos critérios para Dispensa do Licenciamento Ambiental

O campo paranaense obteve uma vitória importante na relação entre preservação ambiental e produção agrícola. A Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Turismo do Paraná (Sedest) passou a adotar novas diretrizes para conceder a Dispensa de Licenciamento Ambiental (DLAE), instrumento que existe para regulamentar as atividades dos pequenos e médios produtores de proteínas animais. Na prática, este grupo tem um menor impacto ambiental. Se precisassem cumprir a mesma burocracia destinada aos grandes pecuaristas, teriam seus modelos de negócio inviabilizados, deixando de gerar riquezas ao Estado.

Para se ter ideia da importância desse instrumento legal à produção agropecuária estadual, 92% das propriedades rurais paranaenses são pequenas e médias, com até quatro módulos fiscais. Mais da metade desse volume é composto por áreas de até 25 hectares.

Ainda assim, o agronegócio é o maior responsável por gerar riquezas no interior do Estado. Em 235 dos 399 municípios, a maior parte do dinheiro recebido via Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) têm origem no campo, conforme dados do Departamento Técnico Econômico (DTE) da FAEP. Ou seja, sem os médios e pequenos produtores rurais, a economia do Paraná simplesmente travaria.

Um dos passos mais importantes para a implantação de qualquer negócio, seja no campo ou na cidade, é a obtenção das autorizações ambientais. “Trabalhamos com esse tema há muitos anos e essa revisão dos critérios é uma conquista para o agronegócio paranaense, a nossa galinha de ovos de ouro da geração de empregos e riquezas”, avalia Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR. “Não podemos deixar que a burocracia inviabilize os negócios. Por isso seguimos defendendo os interesses dos produtores para que possam ter segurança para produzir alimentos de qualidade e sustentáveis. Uma das maiores provas de que estamos no caminho certo é que temos aberto portas para nossos produtos no mundo inteiro”, completa o presidente.

De acordo com o secretário da Sedest, Márcio Nunes, a visão da pasta, atualmente, está voltada ao empreendedorismo, sendo o agronegócio um dos setores mais importantes na economia estadual. “Queremos mostrar com clareza que os empreendedores têm tapete vermelho no Paraná. Não vamos afrouxar, flexibilizar, acabar com o meio ambiente, não é isso. Queremos dar todas as orientações possíveis para que as pessoas obtenham o seu intento. Sabemos que o trabalho é a grande mola motriz de qualquer economia. A nossa missão só acaba a partir do momento em que o cidadão colocou o negócio para funcionar, gerando emprego”, enfatiza.

Regulamentação

A DLAE, diferentemente do que pode parecer numa análise superficial, não se trata de um afrouxamento nas exigências ambientais. Muito pelo contrário! Serve para regulamentar aqueles produtores que possuem criações de animais para um impacto ambiental mínimo. Mesmo assim, os dejetos gerados, por exemplo, devem ter um tratamento de acordo com as exigências legais. Para obter uma DLAE não basta apenas ter um número limite de cabeças ou tamanho máximo de área do empreendimento, é necessário entrar com um pedido formal. A partir daí a secretaria aprova ou rejeita, conforme uma avaliação para verificar se aquela propriedade tem condições para exercer aquela atividade.

Na rotina do produtor rural, a DLAE tem desdobramentos práticos. O mais evidente é o fato de que os financiamentos por instituições financeiras só saem se o pecuarista estiver com suas obrigações em dia. “É preciso estar atento a essa questão para não descobrir pendências na documentação sobre a parte ambiental na hora de fazer um empréstimo. O banco exige o cumprimento dos trâmites legais, até porque se autorizar uma transação a uma propriedade irregular pode ter de responder solidariamente em caso de um processo judicial”, relata Carla Beck, técnica do DTE da FAEP.

Repercussão no campo

Um dos setores que teve mais alterações na DLAE é a produção leiteira. Antes, havia previsão de 80 cabeças em sistema de confinamento. Agora, no sistema de semi-confinamento serão permitidos até 180 animais em lactação, o que abrange a maior parte dos produtores do Estado (veja a tabela). “O Paraná já se consolidou como segundo maior produtor de lácteos do Brasil. Essa medida vem para facilitar a vida dos produtores, reduzindo burocracia, uma vez que a atividade é de baixo impacto ambiental. Os bovinocultores de leite há tempos já reivindicavam uma maior flexibilização nas normas”, comenta o presidente da Comissão Técnica de Bovinocultura de Leite da FAEP, Ronei Volpi.

Para Carlos Bonfim, presidente da Comissão Técnica de Aves da entidade, toda diminuição na burocracia relacionada à cadeia produtiva, desde que sejam mantidos os parâmetros adequados com relação ao meio ambiente, é bem-vinda. “Teremos muitos produtores no Estado que agora vão poder se encaixar nessa categoria e pedir a dispensa da licença ambiental. Não é justo que um produtor menor, que faz o dever de casa para tratar devidamente os passivos gerados, tenha que se submeter ao mesmo processo de megaempresas”, avalia Bonfim.

O presidente da Comissão Técnica de Suinocultura da FAEP, Reny Gerardi, vê com bons olhos a iniciativa, mas pondera que é necessário sempre manter a vigilância com relação às normas ambientais. “Toda iniciativa que venha a diminuir a burocracia e facilitar a vida do produtor é bem-vinda, desde que consideradas todas as exigências com o meio ambiente. Não importa o tamanho, se é pequeno ou grande, sempre é preciso observar como trabalhar dentro do que determina as legislações que regulam a atividade”, enfatiza.

O piscicultor Marcos Aurélio Pereira, de Toledo, na região Oeste, entende a medida como algo positivo para os pequenos produtores. “Óbvio que quando facilita algum procedimento como esse, vai se produzir mais, com menos burocracia. Pode ser algo bastante importante para aqueles pequenos produtores que precisam de uma renda extra. Como o Paraná tem crescido bastante nesse setor, é uma oportunidade para mais pessoas produzirem”, aponta.

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PR perto de atender últimas exigências sanitárias da OIE

O Paraná está perto de consolidar sua estrutura sanitária, abrindo caminho para que seja reconhecido internacionalmente como área livre de febre aftosa sem vacinação. Os dois últimos requisitos estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão em vias de serem cumpridos: a construção do último Posto de Fiscalização de Transporte Agropecuário (PFTA) e a contratação de mais médicos veterinários e técnicos agrícolas, para reforçar esta rede de controle. Com a coesão integral da fronteira, o Estado terá condições sanitárias de antecipar para 2021 a conquista do novo status, o que abriria novos mercados internacionais para a pecuária paranaense.

O último PFTA fica na rodovia BR-116, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. Orçada em R$ 1,3 milhão, a obra começou em 5 de agosto, com término previsto para o fim de novembro. A unidade irá se somar a outros 32 postos estaduais e a cinco federais que já estão em operação e que compõem a rede que fiscaliza todos os caminhões que transportam animais e produtos pecuários que queiram entrar no Paraná e/ou cruzar o Estado.

“O sistema sanitário do Paraná já é reconhecido pelo próprio Ministério da Agricultura como o melhor do país. Faltavam esses dois pontos, que estão sendo resolvidos. Com isso, damos mais um passo importante em direção à conquista do reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação. Será a confirmação da excelência que temos em sanidade e defesa animal”, ressalta o presidente da FAEP, Ágide Meneguette.

Paralelamente à obra, o governo do Paraná dará andamento ao processo de contratação de mais 30 médicos veterinários e 50 técnicos agrícolas, que vão reforçar a rede de controle sanitário do Paraná. Segundo o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, o governador Carlos Massa Junior já autorizou a abertura de um concurso público, que deve ocorrer em curto prazo. O secretário acrescentou que até os recursos financeiros para as contratações já estão previstos.

“Politicamente, [a contratação] já foi decidida, com a autorização do governador e com previsões orçamentária e financeira”, afirma Ortigara. “São as últimas providências para que, em setembro próximo, o Mapa venha, finalmente, reconhecer o esforço paranaense e declarar o Paraná livre dessa enfermidade para sempre”, completa.

Segurança

O fortalecimento da fronteira sanitária do Paraná tem um motivo prático. Em novembro, o Mapa deve oficializar a autorização para que a vacinação contra a febre aftosa seja suspensa em todo o Estado. Com isso, automaticamente, fica proibida a entrada de animais vacinados no território paranaense – exceto os que serão encaminhados para abate imediato. Ou seja, os 38 PFTAs precisam funcionar como uma barreira, mesmo.

Nesses postos, todos os caminhões que transportem animais ou subprodutos de origem animal devem ser abordados e vistoriados, com a verificação do registro das cargas. Nos postos estaduias, esse controle é feito pela Agência de DeBarreira sanitária Veja onde fica cada um dos 33 Postos de Fiscalização de Trânsito Agropecuário (PFTAs) estaduais e os cinco postos federais fesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Mas a entidade não está sozinha. As polícias rodoviárias Federal (PRF) e Estadual (PRE) estão autorizadas a parar veículos que transportem cargas animais em todas as estradas do Paraná, cobrando que os motoristas comprovem que passaram por um dos postos de fiscalização.

“O Paraná está extremamente preparado, com as barreiras 100% fechadas. Não temos nem teremos problemas para garantir que animais vacinados não entrem em nosso Estado”, diz diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins. “Vamos ter também 17 postos que irão funcionar como um corredor, para caminhões que levam animais vacinados para outros Estados, do Rio Grande do Sul para São Paulo, por exemplo”, acrescentou.

Iniciativa privada

Além da atuação de órgãos públicos e do governo estadual, o processo de conquista do reconhecimento do Paraná como área livre de aftosa sem vacinação conta com a participação decisiva da iniciativa privada. Ao longo das últimas décadas, produtores rurais – por meio de cooperativas, sindicatos e entidades do setor – investiram dinheiro do bolso na infraestrutura da rede de sanidade do Estado. E não foi pouco dinheiro.

De 1997 para cá, o Sistema FAEP/SENAR-PR aportou mais de R$ 40 milhões no desenvolvimento sanitário do Paraná – em ações de treinamento, divulgação de programas e boas práticas, capacitação de técnicos e produtores, viagens técnicas e acompanhamento de organismos internacionais, como a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa).

A iniciativa privada também investiu em infraestrutura, destinando recursos a estruturas públicas. No caso mais recente, por exemplo, estava prevista a aplicação de R$ 4,2 milhões para atender aos requisitos apontados pelo Mapa. Três dos postos de fiscalização – incluindo o de Campina Grande do Sul – foram construídos e/ou reformados com recursos provenientes de cooperativas rurais. Outros dois PFTAs tiveram as obras custeadas pela concessionária de rodovias Viapar. Além disso, o setor privado comprou equipamentos para salas de monitoramento e para 56 postos da PRE, bancou câmeras de monitoramento e sistema de rastreamento veicular.

“Sozinho, o governo não conseguiria fazer todos os investimentos. O setor privado fez esse aporte por entender o retorno positivo que isso trará a toda a economia do Estado. É uma ação forte e assertiva que irá beneficiar não só o agronegócio, mas todos os setores. Só com esse trabalho conjunto é que vamos conseguir a antecipação da conquista do status”, aponta o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti.

Esses recursos investidos pelo setor privado nos novos postos de fiscalização e compras de equipamentos foram destinados a partir do Fundo de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Paraná (Fundepec). Criado em 1995, o fundo é uma sociedade civil sem fins lucrativos, formado por entidades representativas, como FAEP, Ocepar e sindicatos de produtores de diversas cadeias. A partir de convênios, o Fundepec vem garantindo apoio institucional e financeiro para uma série de ações, principalmente relacionados à defesa sanitária. Por tudo isso, o fundo foi peça-chave na consolidação do agronegócio do Paraná. Além disso, o Fundepec dispõe, hoje, de R$ 78 milhões em caixa, para eventuais emergências sanitárias. “O reconhecimento internacional do Paraná como área livre de aftosa sem vacinação é resultado de uma estruturação sanitária que vem sendo consolidada há décadas. A iniciativa privada sempre teve participação neste processo e o Fundepec é uma peça fundamental, que permite o apoio a ações efetivas que trazem o Estado ao patamar em que, hoje, nos encontramos. Esse salto só foi possível a partir da criação do fundo”, definiu o diretor-executivo do Fundepec, Ronei Volpi.

Mobilização em série

Paralelamente, a cadeia produtiva e o poder público também mantêm uma preparação do ponto de vista técnico, com uma série de ações com vistas a se preparar para a conquista do novo status. Entre 12 e 16 de agosto, por exemplo, o Estado recebeu um exercício conjunto de simulação de contenção de um foco de febre aftosa. Promovido pela Adapar e pelo Mapa, o evento funcionou como um treinamento prático, de como proceder em caso de eventual confirmação da doença em território paranaense.

Além disso, neste ano o governo do Paraná, com apoio do Sistema FAEP/SENAR-PR, promoveu o Fórum Regional Paraná Livre de Aftosa, que passou por seis cidades, reunindo pecuaristas, técnicos e agentes públicos e elucidando dúvidas quanto ao reconhecimento internacional. Mais de 4,5 mil pessoas participaram dos debates em todo o Estado.

Ainda, em 28 de agosto, ocorrerá mais uma etapa deste compartilhamento de informações, com uma audiência pública, que será realizada na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba. A expectativa é que mais de 1,2 mil produtores, de diversas regiões do Estado, lotem as galerias da sede do Legislativo paranaense.

FAEP teve papel fundamental no processo

O caminho para que o Paraná se tornasse o Estado com o sistema sanitário mais robusto do país foi longo. A estruturação do sistema de defesa remonta à década de 1970, quando foi criado o Grupo Executivo de Combate à Febre Aftosa (Gecofa). A partir daí, começou a luta de forma sistemática de profilaxia e controle de doença. Nos anos 1980, houve um novo avanço, com a melhoria da qualidade da vacina e na caracterização epidemiológica da doença. A vacinação só passaria a ser obrigatória em 1990.

Paralelamente à fundação e ao posterior fortalecimento contínuo do Fundepec, a FAEP atuou, ainda na década de 1990, para a criação de outras estruturas que foram decisivas à consolidação do sistema de defesa do Paraná. Nesta esteira, como exemplo, estão a instituição do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa) e o fomento para a criação de Conselhos Sanitários Agropecuários (CSAs). Essas unidades regionais integram agentes da cadeia produtiva a entes públicos, para o desenvolvimento de políticas públicas sanitárias, de acordo com as demandas específicas da microrregião.

Com essa sólida estruturação, FAEP, Ocepar e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) passaram a ser avalistas do sistema sanitário paranaense. Então, os produtores começaram a recolher uma contribuição (R$ 1 por cabeça) para o Fundepec. Esse dinheiro seria usado para ressarcir criadores que tivessem que sacrificar animais em decorrência de eventuais casos de aftosa. Por um lado, essa medida incisiva prevenia prejuízos aos pecuaristas. Por outro, abria caminho para erradicar a subnotificação.

“Tudo isso nos deu a robustez necessária para chegarmos ao estágio em que nos encontramos e para sermos reconhecidos internacionalmente como área livre de aftosa sem vacinação. Nosso sistema sanitário é modelo”, resume o diretor-executivo do Fundepec, Ronei Volpi.

Próximos passos

Com a oficialização da suspensão da vacinação contra a aftosa, o Paraná passa a aguardar as etapas seguintes do calendário. Em maio de 2020, terá se completado um ano da última aplicação de vacina no Estado. Com isso, o Mapa fará um inquérito sorológico para constatar que não há circulação viral em território paranaense.

Com essa confirmação laboratorial, a expectativa é de que em setembro de 2020 o Mapa possa solicitar à OIE o reconhecimento internacional do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação. Se os parâmetros técnicos permanecerem de acordo com as exigências, a conquista do novo status será, enfim, oficializada em assembleia-geral da OIE, em maio de 2021.

“O reconhecimento internacional irá representar a coroação de um trabalho sério, desenvolvido há décadas, a partir da conjunção de esforços dos produtores e setores privado e público. Será uma conquista histórica para o nosso Estado”, definiu Meneguette.

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Projeto envolve comunidade escolar pela preservação ambiental

Localizada a 20 quilômetros do centro de Castro, na região dos Campos Gerais, a Colônia São Sebastião é movida pela agricultura e pecuária. Desde cedo, as crianças que frequentam a Escola Rural Municipal de São Sebastião estão em contato com essa realidade e, provavelmente, serão responsáveis pela continuidade das atividades nas propriedades de suas famílias. Diante deste cenário, a professora Lia Márcia Ferreira da Silva elaborou um projeto para conscientizar os alunos a respeito da importância dos cuidados com o solo e o meio ambiente.

Sob o título “Alunos em defesa da natureza, preservando seu patrimônio: o solo”, muitas das atividades realizadas no projeto surgiram a partir de ideias dos próprios alunos e acabaram envolvendo toda a comunidade local.

A professora alinhou a estrutura curricular da escola com o Programa Agrinho e aprofundou a experiência do campo na vida das crianças. “Foi um projeto simples, pautado na realidade da comunidade escolar e dos alunos, proveitando as famílias de cada um”, explica a coordenadora da Escola Rural Municipal de São Sebastião, Francisca Barth Quast.

Durante o calendário letivo de 2018, por meio de passeios, palestras e atividades em sala de aula, os alunos puderam aprender sobre agricultura familiar, agroecologia, tecnologia na agricultura, entre outros temas relacionados à proposta do Agrinho Solos. “Fizemos esse trabalho de conhecer os fundamentos da agricultura, a formação do solo, os vários tipos de plantio, pois as crianças precisam saber para então preservar e entender a importância disso”, destaca a professora Lia.

Educação

O projeto foi embasado pelo material didático do Agrinho Solos, resultado da união da metodologia do Programa Agrinho com o Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), desenvolvido desde 2017. A categoria Agrinho Solos é voltada exclusivamente para os colégios agrícolas e visa a conscientização dos alunos sobre os princípios básicos de conservação e manejo de solo. A experiência pedagógica desenvolvida pela professora Lia Márcia conquistou o primeiro lugar na categoria em 2018.

De acordo com a diretora da escola, Elizabeth Barth Brandes, a participação no Programa Agrinho já é uma tradição para a entidade de ensino. “Todo ano desenvolvemos projetos. É sempre uma experiência boa para os nossos alunos, pois procuramos fazer algo voltado para a realidade da nossa escola, da comunidade e do município”, complementa.

Confira o vídeo do projeto vencedor do Agrinho Solos.

Com 10 turmas-piloto, SENAR-PR inicia nova versão do PER

O empreendedor é o indivíduo arrojado, inovador e criativo, que toma a iniciativa e estabelece estratégias para delinear o seu futuro. É aquele que consegue observar como seus produtos e serviços estarão colocados no cenário futuro e cria metas para que sua previsão se converta em realidade. Desde que foi criado, em 2003, o Programa Empreendedor Rural (PER) visa desenvolver as competências necessárias junto aos produtores rurais do Paraná, para que consigam levar seus sonhos adiante até torná-los realidade, aprendendo a reconhecer o cenário socioeconômico em que estão inseridos e seu papel nesse processo.

Ao longo de 15 anos, cerca de 30 mil participantes, entre produtores rurais, trabalhadores e familiares passaram pelo programa desenvolvido pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Empreendedorismo Estado do Paraná (Fetaep). Ao longo deste período, a proposta passou por ajustes e adaptações para acompanhar as mudanças ocorridas na atividade agropecuária.

Neste ano, paralelamente as 35 turmas do PER realizadas nos moldes tradicionais do programa, outras 10 turmas estão em um formato-piloto, que traz um novo modelo de capacitação para os produtores paranaenses. No primeiro semestre de 2019 tiveram início turmas-piloto em Toledo (Oeste), Imbituva (Sudeste), Rio Negro (Região Metropolitana de Curitiba) e Tapira (Noroeste).

Segundo a técnica do SENAR-PR Luciana Matsuguma, coordenadora do PER, nesta proposta estão sendo desenvolvidas novas metodologias para contemplar, simultaneamente, três dimensões do aprendizado: elaboração de um plano de negócios, gestão do conhecimento e desenvolvimento humano. “No início, trabalhávamos estas competências separadamente, em momentos diferentes do curso. Depois essas três dimensões passaram a ser trabalhadas conjuntamente. Agora, além destes elementos, serão trabalhadas as relações entre família, negócio e patrimônio”, explica.

Formato

Com 136 horas de duração, as turmas-piloto contam com 17 encontros, sendo uma visita técnica à propriedade de um ex-participante do programa. “Onde os alunos vão conhecer na prática como foi a caminhada deste produtor durante o programa”, explica Luciana. Segundo ela, o objetivo do PER continua o mesmo: “Desenvolver e estimular o poder pessoal dos empreendedores do agronegócio de forma a ampliar sua capacidade influenciadora nas transformações da sociedade”. Neste percurso, os participantes trabalham uma proposta de mudança no seu negócio rural, com a elaboração de um plano de negócio que devem, ao final, colocar em prática.

Para auxiliar neste processo, cada participante das turmas piloto recebeu um tablet em comodato. O equipamento auxiliará na elaboração do plano de negócio e também facilitará a troca de informações entre instrutores e alunos. “Os participantes deste novo modelo do PER terão acesso a informações específicas, como artigos, vídeos e outros conteúdos”, adianta a coordenadora do programa.

No caso da produtora Eliane Cappellesso, que participa da turma-piloto em Toledo, iniciada no dia 29 de abril, a expectativa é muito boa. “Informação nunca é demais. As coisas mudam, a tecnologia mudou, os meios de se comunicar mudaram, então precisamos nos atualizar”, observa.

Após morar anos na Itália, Eliane retornou ao Brasil e, em fevereiro deste ano, abriu uma queijaria com produção de um tipo diferente de queijo, receita italiana trazida pelo marido, também vindo da terra de Dante. O desafio, segundo ela, está em introduzir essa nova iguaria no mercado consumidor. “Como é um produto novo, as pessoas ainda não sabem como comer, como apreciar. Temos que ir conquistando, mostrando as possibilidades. Espera que o curso também me ajude nesse sentido”, confidencia.

Eliane conta que está atuando na parte administrativa da empreitada, enquanto o marido italiano cuida da produção do queijo. A importância de considerar o aspecto familiar no processo de gestão é um dos destaques do novo PER. “Planejar é olhar para o futuro, desta forma preciso considerar a família”, observa Luciana. Ou seja, o SENAR-PR incentiva a participação de casais, pais, mães e filhos nas turmas.

Para Francisco Pelição, supervisor do SENAR-PR na região de Matelândia, que abrange Toledo, um fator que deverá contribuir para facilitar as relações familiares é que esta nova proposta contempla não apenas aqueles que participam diretamente do curso, mas também os que ficam na empresa rural.

“Nós vemos que essa é uma dificuldade muito grande, pois tecnologia e equipamentos, isso as cooperativas têm aqui na região. A lacuna está muitas vezes na gestão da propriedade a na visão que o empreendedor tem do próprio negócio. Esse é um ponto que o PER irá contribuir muito”, avalia.

Para chegar ao modelo de capacitação que está sendo trabalhado nas turmas piloto do PER foram realizados, ao longo de 2018, diversas reuniões com a presença das instituições gestoras, produtores, instrutores e especialistas para levantar as necessidades de atualização no programa. “Esse processo está sendo construído e validado junto com os produtores. Por isso, a participação é tão importante. Eles são coautores do programa”, finaliza Luciana.

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Sindicatos rurais investem na construção de novas sedes pelo PR

O momento vivido pelos sindicatos rurais leva a uma série de ações para promover uma reformulação nos modelos de sustentabilidade das entidades. Eficiência na prestação de serviços,
otimização das contratações e atuação no crescimento da participação de associados são algumas das medidas que se tornaram rotina no sistema sindical. Neste cenário, alguns sindicatos têm investido em novas sedes e/ou espaços para alugar, gerando receita e comprovando que com dedicação e estratégia é possível vencer as dificuldades que surgem no caminho.

Em Pato Branco, na região Sudoeste do Paraná, o presidente do Sindicato Rural, Oradi Caldato, faz questão de mostrar o andamento das obras da nova sede, em fase final de construção,
aos visitantes. Na entrada, um outdoor demonstra a imponência da estrutura, com área de 1.377 m², divididos em dois andares. O prédio terá espaço exclusivo para cursos, salas para áreas administrativas que poderão abrigar serviços em convênio para produtores rurais, auditório para 100 pessoas e estacionamento coberto. A previsão de conclusão é ainda no primeiro semestre
deste ano.

“Nós procuramos tecnologias inovadoras que proporcionam melhor aproveitamento de recursos naturais e, ao mesmo tempo, economia na construção. Fizemos um negócio com uma construtora reconhecida na região por meio de permuta com nossa antiga sede e investimos mais R$ 200 mil”, ressalta Oradi. “Uma vantagem é a localização, já que a nova sede fica a apenas três quadras do antigo endereço. Com a nova estrutura teremos capacidade somente no primeiro piso para 20 colaboradores. Hoje temos nove funcionários, ou seja, já estamos nos preparando para o crescimento do sindicato”, acrescenta.

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Na cidade de Toledo, no Oeste do Estado, a construção em andamento deve ficar pronta no segundo semestre. O local terá uma área construída de 1,1 mil m², divididos em dois pavimentos, por meio de um investimento de R$ 2,5 milhões. A edificação abrange espaço exclusivo para cursos, áreas administrativas e auditório para 120 pessoas. De acordo com Nelson Paludo, presidente
do Sindicato Rural do município, a construção da nova casa da entidade partiu da proposta de melhorar a prestação de serviços e qualificação aos produtores região. “A prestação de serviços cadavez com maior excelência é o carro-chefe para a viabilidade dos sindicatos rurais. Com nossa nova sede poderemos atender os produtores com mais conforto e segurança”, aponta.

O Sindicato Rural de Arapoti, nos Campos Gerais, concluiu a construção de sua sede no fim de 2018. Dirceu Antonio Osmarini, presidente do Sindicato Rural de Arapoti, conta que os 750 m² do prédio exigiram um investimento de R$ 1,1 milhão – recursos próprios da entidade sindical. A edificação conta com um auditório para 120 pessoas, escritórios e salas próprias para cursos. “Tivemos a preocupação de fazer um espaço para atender melhor tanto na parte de encontros de produtores, cursos, treinamentos, palestras, com uma dinâmica de salas e auditório que comporta tudo isso. Nossa missão é bastante clara, queremos representar e defender os interesses políticos, sociais e econômicos da melhor maneira possível”, revela.

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Cartilha destaca as conquistas da FAEP para o setor rural

Ao longo das últimas décadas, a FAEP e os sindicatos rurais têm atuado intensamente na defesa dos interesses dos produtores rurais. Por meio de um trabalho constante de mobilização do setor produtivo, a Federação acumula um vasto histórico de conquistas para os diversos elos da cadeia do agronegócio paranaense.

Com base nesta empreitada, a FAEP desenvolveu uma cartilha com as principais conquistas alcançadas nos últimos anos. Tais resultados são consequência de um forte e bem articulado trabalho, que contou e continua contando com importantes parcerias, com os sindicatos rurais e entidades públicas e privadas nos âmbitos estadual e federal.

O material está disponível para consulta na internet em formato digital. Uma versão impressa também foi feita e está sendo distribuída a produtores rurais nos Encontros Regionais de Líderes Rurais.

Conquistas

Entre os itens da cartilha estão temas relacionados às políticas agrícolas, como as propostas de melhorias de crédito e seguro rural; meio ambiente, que inclui a manutenção do novo Código Florestal e a dispensa do licenciamento ambiental para pecuaristas envolvidos com bovinocultura de corte; e sanidades animal e vegetal, que elenca importantes acontecimentos, como a criação do Conselho Estadual de Sanidade Agropecuária (Conesa), o reconhecimento do Paraná como área livre de aftosa com vacinação e a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

A cartilha inclui também as conquistas reconhecidas na área de infraestrutura, energia, água, insumos agropecuários, questões fundiárias, agricultura, pecuária e criação de conselhos e programas, como o Consecana e o Conseleite.

“Essas conquistas fazem parte do legado da FAEP e dos sindicatos rurais, que mantêm o foco voltado para o futuro. Por trás de cada uma delas existe um esforço maior, uma determinação coletiva, muito trabalho e conhecimento, que continuarão ocorrendo para persistirem os êxitos para o campo”, afirma o presidente do Sistema FAEP/ SENAR-PR, Ágide Meneguette.

Vídeo

A cartilha “Nossas Conquistas” está disponívelneste link. Além disso, um vídeo de dois minutos de duração conta, de forma resumida, as conquistas obtidas nos últimos anos pela FAEP, sindicatos rurais e produtores paranaenses. O material audiovisual também está disponível no site do Sistema FAEP/SENAR-PR e também nas redes sociais da entidade. Para assisti-lo,clique aqui. 

Sistema sindical forte e coeso garante agronegócio firme nos trilhos do desenvolvimento

A forma de organização sindical continua a mesma: um grupo de produtores rurais, por meio de sindicatos, Federação e a CNA, trabalhando de forma conjunta para defender os interesses da categoria. O que mudou foram os desafios. A modernização da produção agropecuária e as constantes mudanças nas legislações requerem capacitação constante e uma ação ainda mais ágil e efetiva. Cada vez mais, o produtor deve atuar como uma empresa. Então, surgem novas demandas, que tornam indispensáveis atuação coesa de todo o sistema sindical. Os sindicatos rurais e a FAEP já entenderam este contexto e estão preparados para o futuro. Afinal, todos os elos desta cadeia precisam estar fortes.

Esse modelo sindical vem se desenhando há algum tempo, o que tem levado uma série de conquistas ao produtor rural. Para exemplificar: nos últimos anos, a FAEP obteve vitórias importantes, como a aprovação do novo Código Florestal e a manutenção da Tarifa Rural Noturna. Em outra ponta, a Federação tem exercido atuação sistemática na questão ambiental – como a suspensão judicial de demarcação de terras indígenas no Oeste – e no setor de sanidade – com a luta para o reco nhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação.

“O sistema sindical, hoje, precisa ser como uma corrente, com produtores, sindicatos e a Federação unidos. Todos os elos precisam estar fortalecidos. A força de um é a força do outro”, define o presidente da FAEP, Ágide Meneguette.

Neste sentido, Federação e muitos sindicatos têm apostado na ampliação da representatividade, prestação de serviços, melhoria da infraestrutura para receber os sindicalizados e maior oferta e abrangência de cursos de capacitação. Apesar do salto em excelência, a contribuição sindical passou a ser facultativa com a Reforma Trabalhista, em novembro de 2017, fato que trouxe um desafio ao sistema sindical: mostrar que toda essa cadeia é indispensável à atividade agropecuária.

“O sistema sindical presta um serviço inestimável ao produtor rural. Sem essa retaguarda, a atividade agropecuária simplesmente fica inviável. O nosso desafio é mostrar todas essas ações e conquistas, tudo que o produtor ganha a partir do sistema. Se o produtor fizer essa reflexão, vai contribuir, porque é um dinheiro que torna a atividade mais forte”, aponta Meneguette.

Pelo interior do Estado, os sindicatos rurais já perceberam a importância de divulgar a própria atuação, a rede de serviços prestados e os avanços conquistados. A partir disso, as lideranças sindicais não têm dúvidas de que essa sensibilização dos produtores deve tornar o sistema ainda mais forte e coeso.

“O sindicato rural é a defesa da própria atividade. Ter uma entidade forte e atuante é primordial”, diz o produtor rural de Astorga Eduardo Alberto Fernandes. “Se o produtor puser na ponta do lápis, ele economiza ao pagar a contribuição sindical. Economiza por quê? Porque tem uma série de benefícios que só vem por causa do sistema sindical, que luta pelos interesses do campo”, reforça o presidente do Sindicato de Toledo, Nelson Paludo.

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SENAR-PR propõe novas metodologias de avaliação de resultados de cursos

Os avaliadores do SENAR-PR estão em campo. Se você já fez algum curso da entidade no passado e for abordado(a) por alguém devidamente identificado por crachá da instituição, não tenha receio, queremos apenas saber sua opinião sobre a capacitação realizada. Pode atender bem o entrevistador, quem ganha é você.

Com objetivo de melhorar a avaliação dos serviços prestados, podendo assim corrigir eventuais rumos ou tomar decisões de forma mais embasada, o SENAR-PR está atualmente em processo de reformulação das metodologias de avaliação dos cursos. Através do projeto Avaliação de Resultados do SENAR-PR estão sendo reformuladas antigas formas de avaliação, e criadas novas ferramentas para verificar onde estão os acertos e onde é preciso melhorar.

A qualidade dos cursos e formações do SENAR-PR é um compromisso assumido com o produtor rural e com toda sociedade paranaense desde que a entidade iniciou suas atividades, em 1993.

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Pecuaristas do PR debatem estratégias para elevar qualidade na cadeia

Comissão técnica de bovinocultura de corte do Sistema FAEP promove reunião nesta segunda-feira (18), em Curitiba

Produtores, lideranças e presidentes de sindicatos rurais estão nesta segunda-feira (18), na sede da FAEP, em Curitiba, em uma reunião da comissão técnica de bovinocultura de corte. Os participantes, vindos de todas as regiões do Estado, debatem os principais desafios a serem vencidos pelo setor, entre eles a melhora na qualidade, o avanço em questões sanitárias e a conquista de novos mercados.

O presidente da comissão, Rodolpho Botelho, abriu o evento dizendo que a pecuária precisa perseguir uma melhoria constante, já que quem não investir em tecnologia não terá condições de seguir na atividade a médio prazo. “Temos que medir, pesar, melhorar, aplicar novas tecnologias, só assim nós temos condições de nos desenvolvermos como cadeia produtiva e conquistar novos compradores aqui e lá fora”, disse.

O superintendente do SENAR-PR, Geraldo Melo Filho, participa do evento e fez uma apresentação do andamento de mudanças promovidas na instituição para otimizar processos e recursos. Filho também comentou como estão os trabalhos de levantamento de dados junto aos produtores, a reformulação de estratégias e aumento da presença do sistema junto à base. “O objetivo é que sigamos um passo de cada vez sempre com o alinhamento para que a gente tenha foco no resultado, de modo a promover o fortalecimento dos produtores, dos sindicatos, das comissões, da FAEP e do Sistema como um todo”, resume.

Ariana Weiss Sera, gerente técnica do sistema, também fez uma apresentação durante a reunião sobre mudanças que foram promovidas nos setores técnicas da casa. “Qualquer dúvida ou sugestão que tenham, usem as comissões técnicas, mandem suas demandas, nossos técnicos estão aqui para ouvir. Precisamos dos olhos de vocês para agirmos de forma eficiente e em conformidade com as demandas reais e mais importantes do setor agropecuário”, pede.

Programação

Durante o dia, a técnica Daniella Sgarioni fornece aos participantes um balanço geral e impactos do Programa Pecuária Moderna. Também participa dos debates o médico veterinário e responsável pelo Programa “Paraná Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação” da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar),  Walter de Carvalho Ribeirete, com a palestra “Febre Aftosa – situação atual sobre pleito para retirada da vacinação”. Há ainda a fala de Paulo Rafael Hora Alves, do Grupo Segurador BB Mapfre, com o título “Proposta de seguro de faturamento para pecuária de corte”.

Boas Práticas Agropecuárias garantem segurança e qualidade do leite

As Boas Práticas Agropecuárias na Propriedade Leiteira (BPA-Leite) são uma sistematização de atividades destinada aos produtores para promover maior atenção com questões ligadas a produção, saúde, bem-estar e segurança dentro das propriedades rurais. Além de ajudarem a tornar o ambiente de trabalho e as tarefas do dia a dia mais organizadas, as técnicas ajudam na melhoria da gestão da propriedade leiteira, na diminuição de perdas de qualidade e especialmente na garantia da segurança do leite produzido.

Na propriedade com BPA há uma metodologia prévia para se realizar atividades do cotidiano. Com as rotinas devidamente adequadas ao padrão desejado, o produtor introduz a realização de checklists (lista de tarefas) e documenta as atividades críticas do negócio. Essa cultura de rastreabilidade torna possível medir de forma precisa não apenas despesas e receitas, mas aspectos como defensivos agrícolas usados de maneira eficiente, se a limpeza da sala de ordenha foi feita corretamente, quantas doses de medicamento tomou determinado animal e uma série de detalhes importantes.

O SENAR-PR inicia no segundo semestre deste ano o curso Boas Práticas Agropecuárias na Propriedade Leiteira, que tem o objetivo de incorporar à rotina procedimentos essenciais à garantia da produção de leite seguro e de qualidade, com dados devidamente documentados. O treinamento dos 26 instrutores que darão o curso foi realizado de 19 a 22 de junho, no Centro de Treinamento para Pecuaristas (CTP), em Castro, nos Campos Gerais. Após a finalização do material didático será iniciada a formação de turmas pelo Estado.

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