IPO atendimento gratuito

Hospital e startup se unem pra orientar gratuitamente a população

A startup curitibana ConectaDoc e o Hospital IPO disponibilizam, a partir desta segunda-feira (23), um serviço gratuito de orientação às pessoas e pacientes com dúvidas sobre o novo coronavírus.

Pessoas que queiram ter informações e saber de especialistas sobre a doença precisam  acessar as páginas do hospital nas redes sociais e fazer um cadastro.

O lançamento deste tipo de atendimento, realizado de forma individual, se dá em um momento que a sociedade precisa de mais atenção e, inclusive, deve evitar hospitais e postos de saúde caso não haja gravidade nos sintomas.

“Neste momento difícil que vivemos, o acesso à informação pode fazer muita diferença”, adianta Rodrigo Kopp Rezende, médico da instituição e um dos fundadores da ConectaDoc, startup criada em 2019, para desenvolver soluções tecnológicas na área de saúde voltada para pacientes, profissionais da saúde, clínicas e Hospitais.

O Hospital IPO reforça ainda que não se trata de ofertas de consultas médicas online e sim de informações e orientações a respeito da doença.

O atendimento será gratuito e realizado das 8 h às 20 horas, pelo corpo clínico do Hospital via internet — podendo ser realizado por computadores ou smartphones.

Startups: vamos falar um pouco mais? Parte II…

In loco: transmitindo informações e compartilhando experiências

Nas entrelinhas do Direito, por André Cesar de Mello

Hoje é sexta-feira, como de costume, da série “nas entrelinhas do Direito”, e o tema escolhido, foi merecedor de um destaque, em continuidade, e precisamos refletir:

Falar, pensar e refletir, em prol de muito trabalho:

 Startups: vamos falar um pouco mais? Parte II…

Por André Cesar de Mello e Vinicius Leonart

Acreditamos que a importância das startups para o Brasil já foi transmitida no texto anterior sobre esse tema[1]. E que tal falarmos agora um pouco mais sobre o mercado de investimento nas startups no Brasil? Lembrando que esse ponto é fundamental para as empresas que estão começando nesse ramo. Estão prontos? Ah, só uma coisa: é importante ler esse texto juntamente com a outra coluna já publicada em 28/06/2019[2]. Certo? Prontos? Vamos lá!

CENÁRIO DE INVESTIMENTO NO BRASIL

Esse é o assunto do momento. Recorrentemente vemos notícias de startups recebendo vários milhões de dólares em investimento de forma muito fácil e rápida. Várias das empresas que receberam grandes aportes nos últimos anos são brasileiras, como o Quinto Andar, Ebanx e iFood. Não é à toa que startups como Ebanx se tornou o primeiro unicórnio do sul do país; ou seja, a empresa é avaliada em mais de um bilhão de dólares.

No Brasil, o investimento em startups cresceu mais de 51% no último ano, chegando ao valor de R$ 5,1 bilhão em aportes em 2018. Segundo Paulo Veras, fundador da 99 (transporte por aplicativo) e investidor, “o mercado nunca teve tanto dinheiro para startup”[3]. Somente no primeiro semestre deste ano as startups já receberam R$ 3,4 bilhões em investimentos.

Apesar de ser um mercado em expansão e a oferta de capital ser cada vez mais comum, receber um aporte de um fundo de investimento não é tão simples quanto parece. São necessários algumas informações bem determinadas e alguns cuidados imprescindíveis.

Vamos analisar cada um desses elementos:

QUANTO VALE MINHA EMPRESA?

Investimento em startups não é nada mais e nada menos do que alguma pessoa, física ou jurídica, comprando uma fração das cotas sociais ou do negócio. Portanto, para conseguir um investimento, o empreendedor deverá saber quanto vale sua empresa e quanto dela está disposto a dispor a terceiros, pois essa é a forma comum pela qual ele conseguirá recursos para desenvolver sua atividade.

Possuímos 3 formas mais comuns de calcular o valuation (valor de mercado da empresa) de uma startup:

O primeiro método considera o total de ativos (bens e direitos da empresa) e lucro líquido (diferença entre receita total e custo total da estrutura/operação); ou seja, tem uma abordagem direcionada às finanças da empresa.

Para determinar o valor basta somar todos os ativos e os resultados (lucro líquido) obtidos pelo balanço fiscal mais recente. Então, se a startup possui, por exemplo, R$ 100.000,00 em matéria-prima e obteve R$ 80.000,00 de lucro acumulado no último exercício, seu valor de mercado é de R$ 180.000,00. Ou seja: ativo + lucro líquido = valor de mercado. Esta metodologia é mais recomendada para empresas de pequeno porte que estão começando em seu mercado.

A segunda opção é da base zero, que também é bem simples de ser realizada. Segundo esta opção, o valor da startup é quanto dinheiro uma pessoa necessitaria para criar uma empresa com características e segmento autuação igual. Nesse caso, o valuation será calculado por uma comparação que avaliaria todos os investimentos realizados com aluguel do espaço, matéria-prima, contratação de pessoal, desenvolvimento de software, produtos em estoque, impostos e demais custos.

O terceiro é o método para venture capital, em que as informações analisadas e os cálculos realizados ficam mais complexos. Geralmente esse método é utilizado para startups com mais tempo de mercado que possuem um faturamento mais significativo e que estão buscando investimento de risco no mercado. Ah, claro: venture capital é definida como uma modalidade de investimento em que é composta por investidores e fundos de investimento de risco. A finalidade da venture capital é realizar investimentos em startups que tenham expectativa de crescimento rápido e elevado grau de rentabilidade.

O principal objetivo deste exercício é saber o quanto sua empresa vale hoje e quanto ela poderá valorizar o capital do investidor ao médio e longo prazo. Para tanto, é necessário considerar algumas informações imprescindíveis como: Quanto pretende investir na empresa; estimativa de faturamento anual; projeção de receita para o ano de resgate do investimento (em regra, 5 anos); e margem líquida esperada para esse mesmo período.

Além disso, este cálculo também leva em conta o múltiplo P/L (preço sobre lucro) do mercado que a startup atua e a taxa de desconto que o investidor espera receber com sua empresa.

Caso a empreendedor não esteja familiarizado com essas informações e com cálculos financeiros, recomenda-se a contratação de um profissional da área financeira e advogado especializado. Quanto mais preciso for os cálculos e as informações coletadas, mais preparado estará o empreendedor para ter negociações serias e justas com os fundos de investimento.

QUAIS SÃO OS TIPOS E MODALIDADES DE INVESTIMENTO?

O mercado costuma criar nomenclaturas para definir os diversos tipos de investimento em startups com um objetivo de facilitar a comunicação.

A primeira modalidade de investimento é aquele realizada pelas aceleradoras de startups, que consistem em empresas que selecionam e ajudam as startups iniciantes que possuem grande potencial a se estruturarem. Geralmente, os aportes nessa fase são de R$ 100.000,00 por 8% da startup, considerando um valuation de R$ 800.000,00.

Depois temos os investimentos-anjo que, em regra, é realizado por pessoas físicas que acreditam muito no potencial da empresa investida e estão mais propensas a grandes riscos. Esses aportes giram em torno de R$ 180.000,00 por 12% da startup.

Vamos lembrar de uma coisa: no texto publicado em 28/06/2019 “Nas Entrelinhas do Direito”[4], nós dissemos que são inúmeras as formas de, juridicamente, investir em uma startup. Não necessariamente o investidor ingressará no quadro societário (sendo sócio/acionista/quotista), caso em que haverá contratos muito específicos que o ampararão, principalmente em relação ao seu empréstimo/investimento na startup. Portanto, esse percentual de participação do investidor (12%, 8% ou qualquer outro) não necessariamente estará incluído no contrato social, mas em contratos à parte. Poderá estar incluído, mas não é uma exigência.

Para startups que já possuem um produto bem desenvolvido e já conhecem seu mercado, temos o investimento seed (semente) ofertados por fundos de venture capital, em sua maioria. Por serem empresas mais estruturadas que estão em fase de tração (momento em que estão em fase de pleno crescimento e buscam escalabilidade), essa rodada chega em até R$ 2.000.000,00 por 15% da empresa.

A partir desse momento, o mercado costuma chamar os próximos investimentos de Séries A, B, C e assim sucessivamente. Somente chegam nessas rodadas de investimento as startups que encontraram sua estratégia de crescimento e somente necessitam do capital externo para crescer cada vez mais. Um investimento de Série A fica em torno de R$ 8.000.000,00 por 20% e uma Série B geralmente arrecada R$ 27.000.000,00 por 30%. Por exemplo, o Quinto Andar, plataforma de aluguel de imóveis urbanos, recebeu em uma das suas rodadas de investimento R$ 250.000.000,00 do Softbank, colocando-a no clube seleto de startups brasileiras que valem mais de R$ 1 Bilhão.

Apenas para explicar: as rodadas de investimento de séries A, B, C e sucessivamente servem para startups já consolidadas, cada qual com o seu nível de risco, investimento e retorno, como visto. Na fase “A” a empresa já tem um modelo de negócio definido, mercado conhecido e o mercado já conhece o produto/serviço. Na rodada “B” a empresa tem o objetivo de expandir ainda mais o negócio, pois a startup já está mais consolidada, de modo que passa a recrutar talentos e criar mais departamentos. Muda a cara da empresa. Na rodada “C” a empresa tem o objetivo de acelerar ainda mais, muitas vezes expandido internacionalmente. A rodada “C” geralmente antecede a abertura do capital da empresa na bolsa de valores, o que se chama de IPO (em português: oferta pública inicial).

Portanto, todas as startups possuem oportunidades de investimento no mercado brasileiro, desde que possuam um bom produto, um bom mercado e uma organização financeira. É a lógica da oportunidade: viu um desafio/melhoria/oportunidade, deve agarrá-la, lembrando que essa mesma oportunidade é careca na parte de trás da cabeça. O que isso significa? Você não consegue mais agarrá-la se deixá-la passar. E isso serve para tudo na vida.  

OS CUIDADOS AO BUSCAR INVESTIMENTO

Apesar destes valores despertarem o interesse de vários empreendedores, é necessário ter vários cuidados nesse processo de investimento. O primeiro cuidado é relativo à organização formal da empresa e da relação entre os sócios-fundadores. Como o investidor comprará parte de uma pessoa jurídica, esta deverá estar devidamente constituída e obedecendo todas as normativas do seu regime (tanto societário, quanto tributário). Nenhum investidor quer entrar em uma empresa bagunçada e informal. Além disso, um acordo formal entre os fundadores que determine claramente quais serão as responsabilidades de cada um é muito importante e isso permite maior segurança para quem entra no meio do caminho.

Outro ponto relevante é a negociação com o investidor. É nesse momento em que os fundadores podem perder a gerência de sua própria empresa. Cuidado! Essa negociação dependerá muito do perfil de cada investidor: alguns tem uma atuação mais intervencionista e outros preferem somente monitorar as métricas de vendas e financeiras. É importante o sócio-fundador não perder a gerência da empresa, justamente porque a face/cara dela deve ser a do fundador, em sua maioria. Um bom acordo é essencial.

Independente de qualquer situação, o empreendedor deve contar com um advogado nestes momentos para que não se comprometa com obrigações que não conseguirá cumprir ou que atrapalharão suas atividades diárias. Encontrar um bom investidor e fazer uma boa negociação é o que poderá levar sua empresa para o sucesso.

Como de costume, costumamos trazer uma ideia final para que o leitor possa melhor compreender o que estamos dizendo. Como a vida é cíclica, por vezes as coisas podem não dar certo. E isso é bem normal. Com as startups o mesmo pode ocorrer. Se você é sonhador, meu querido leitor, tem uma ideia e crê que isso possa realmente dar certo, Raul Seixas já deixou uma mensagem para você: “Nunca é tarde demais para começar tudo de novo”.

Enorme abraço a todos.

Uma ótima sexta-feira a todos!

Abraços

Janaina Chiaradia

[1] Disponível em: <https://paranaportal.uol.com.br/opiniao/in-loco-novas-tendencias-do-direito/startups-vamos-falar-um-pouco-mais/>.

[2] Disponível em: <https://paranaportal.uol.com.br/opiniao/in-loco-novas-tendencias-do-direito/as-inovacoes-advindas-com-as-startups/>.

[3] Disponível em: < https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2019/05/epoca-negocios-investimento-em-startups-brasileiras-cresce-51-em-1-ano.html>.

[4] Disponível em: <https://paranaportal.uol.com.br/opiniao/in-loco-novas-tendencias-do-direito/as-inovacoes-advindas-com-as-startups/>.

Startups: vamos falar um pouco mais?

In loco: transmitindo informações e compartilhando experiências

Nas entrelinhas do Direito, por André Cesar de Mello

 

Hoje não é sexta-feira, como de costume, da série “nas entrelinhas do Direito”, mas o tema escolhido, foi merecedor de um destaque, em plena terça-feira, afinal, precisamos refletir:

Falar, pensar e refletir, em prol de muito trabalho:

 

Startups: vamos falar um pouco mais?

Por André Cesar de Mello e Vinicius Leonart

 

Estamos em outra segunda-feira da coluna “Nas Entrelinhas do Direito” e hoje iremos falar sobre um assunto do momento (deste momento e do futuro) que afeta muitos empresários, seja como oportunidade de crescimento, seja como concorrência possível. Já falamos sobre as startups anteriormente[1] e hoje iremos abordar sobre esse mundo de uma forma diferente: vamos dar um tom mais prático e trazer uma startup curitibana para mostrar como funciona. Faremos essa compreensão mais profunda das startups em duas semanas: nesta segunda e na próxima sexta-feira. Temos que entender esse novo fenômeno para respirar novos ares. Prontos? Vamos lá!

 

DIFERENÇAS ENTRE STARTUP E EMPRESAS COMUNS

 

Já mencionamos essa diferença no artigo anterior, mas é importante relembrar que o mercado costuma definir uma startup como aquela empresa escalável e replicável que trabalha em um mercado incerto. Consideramos escalável uma empresa que consegue crescer sua operação muito rápido, aumentar sua oferta e seus clientes, por exemplo, sem necessitar aumentar suas despesas. Replicável, por sua vez, diz respeito à capacidade de entrega seus produtos em escala potencialmente ilimitada em diversos contextos. Além disso, estar em um mercado incerto também é importante; startups geralmente criam seu próprio mercado com uma solução totalmente inovadora ou entram em um mercado que está iniciando.

Perceba que no conceito mais aceito pelo mercado não há nenhuma referência de tecnologia, disrupção ou inovação. Isso porque a tecnologia é a ferramenta que permite uma empresa ser escalável e replicável; somente por ela é possível crescer exponencialmente com uma estrutura pequena. Contudo, ter tecnologia não significa que sua empresa é uma startup.

Portanto, a diferença de uma startup para uma empresa tradicional é a capacidade de crescimento, replicabilidade e a sustentação de uma estrutura enxuta para maximizar o lucro.

 

E COMO POSSO TIRAR A IDEIA DA CABEÇA E COMEÇAR UMA STARTUP?

 

Atualmente vemos várias startups conquistarem valores expressivos de investimento e valuation (valor de mercado da startup), o que faz com que várias pessoas tenham vontade de abrir a sua para aproveitar esse mar de oportunidades. Naturalmente a primeira pergunta a ser realizada para isso é: “Qual será minha solução?” Sempre começamos pensando no que vamos construir, quem serão nossos sócios e quanto precisaremos gastar. Será que esse pensamento está certo?

Infelizmente, esse é um caminho muito errado. A melhor maneira de começar uma empresa é olhando para quais serão os problemas que pretende resolver. Entender seu público, quais são suas ações diárias, quais são as dores que sentem em sua vida e quais são os ganhos que esperam receber no futuro é o primeiro e mais importante passo. Esse exercício serve para possibilitar a criação de uma solução valiosa; ninguém precisa de uma solução para um problema que não possui. Entendendo os problemas que seu público possui, a criação de soluções valiosas se torna natural e esperado. Esse exercício ainda fica mais fácil quando essa análise é sobre assuntos que o empreendedor domina. Mas se lembrem: a visão pessoal do empreendedor não é a necessidade do mercado; todas as conclusões sobre os problemas devem ser retiradas de perguntas e informações obtidas diretamente com seu público alvo. Para isso é importante fazer questionários e perceber o seu público.

Após esse exercício, o empreendedor estará capaz de construir soluções úteis e valiosas para seu público. Essas soluções geralmente são tecnológicas, pois conseguem ter um valor de operação baixo e atender inúmeros clientes ao mesmo tempo. Tendo o problema bem definido e uma solução lógica, o empreendedor possui uma ideia de negócio. Essa é a melhor maneira de tirar uma ideia do papel, na minha visão. Isso permitirá o empreendedor correr atrás de investimento para fazer sua ideia resultar em um negócio de sucesso, justamente porque está com a faca (problema) e o queijo (solução) na mão. A fome, meus queridos leitores, surge logo em seguida.

Para compreender ainda mais sobre esse cenário, utilizaremos o exemplo da HUNTAX, uma startup tipicamente paranaense. Vamos lá!

 

HUNTAX: O QUE É E COMO COMEÇOU?

 

A HUNTAX conecta o passado e presente tributário da sua empresa ao futuro, por meio da colaboração e automação. Somos uma plataforma que revisa o passado tributário para localização de ativos desconhecidos; realiza previsões para possibilitar planejamentos mais precisos e automatiza procedimentos fiscais diários para empresas mais tributariamente inteligentes e lucrativas.

A idealização da HUNTAX iniciou em fevereiro de 2018, quando os fundadores criaram as primeiras estruturas dos softwares. Ao ver uma oportunidade no mercado jurídico, os fundadores se viram capazes de levar seus estudos técnicos ao próximo nível e no processo contribuir para a comunidade jurídica brasileira de um modo relevante. A juventude e o amor pela técnica motivaram a reunião para a criação de soluções inovadoras e essenciais para o mercado jurídico contemporâneo. Bom, aí os fundadores já tinham um problema e uma solução em vista. Lembram da importância disso?

A HUNTAX originalmente foi idealizada pelos advogados Vinicius Leonart e Diogo Lecheta, responsáveis pela pesquisa e validação jurídica das soluções criadas. Após a estruturação do negócio, o analista de sistemas Tiago Costa foi convidado para a sociedade, com o objetivo de construir os softwares idealizados.

Em fevereiro a HUNTAX entrou na primeira turma de 2019 do programa de aceleração da Baita Aceleradora, situada em Campinas/SP. Neste programa de aceleração foram criadas as estratégias comerciais e de marketing, possibilitando o crescimento da base de clientes. Além disso, foi no processo de aceleração que conseguimos entender melhor quais eram os reais problemas dos nossos clientes e, por isso, aumentamos nossa proposta de solução.

 

HUNTAX: ATUALMENTE COMO ESTÁ.

 

Estamos vivendo um momento muito interessante: estamos desenvolvendo diversas novas funcionalidades que chegarão ao mercado em breve. Além disso, abrimos nossa primeira rodada de investimento; conversar com fundos de investimento em startups é algo muito específico e singular. Cada fundo possui uma característica de investimento diversa e, consequentemente, olham para dados diversos. Encontrar o fundo mais condizente com o perfil da sua empresa é uma tarefa complexa, que exige um pouco de sorte. É importante o empresário focar nesses detalhes importantes.

 

E O MERCADO FUTURO DAS STARTUPS?

 

Estamos vendo a chegada de grandes investidores mundiais no Brasil, como o Softbank por exemplo. A oferta expressiva de capital faz com que as empresas se valorizem e, por isso, estamos vendo o continuo aparecimento de startups unicórnio. Apesar disso ser muito benéfico para os empreendedores, pois conseguem mais opções baratas de aquisição de capital, tem um efeito de bolha. Na minha percepção, veremos várias startups que prometem muito agora quebrarem logo, caso não apresentem resultados concretos. O que eu vejo hoje é muito empresa prometer lucros gigantescos no futuro, mas o que vemos hoje é necessidade de obtenção de capital para sustentar seu modelo. Quando essas empresas não cumprirem repetidamente suas metas, o mercado ficará mais conservador no momento de entrega de capital. Será nesse momento que a bolha estourará e somente ficarão as empresas que possuem negócios realmente saudáveis.

PRÓXIMA COLUNA: NOVAMENTE STARTUPS SIM SENHORES E SENHORAS.

 

Na próxima coluna abordaremos assuntos importantíssimos sobre as startups, sempre com uma perspectiva prática para que o público possa compreender plenamente esse mundo. Veremos todos vocês na próxima sexta-feira!

Abraço a todos.

Mãos as obras!!!

Até amanhã!

Janaina Chiaradia

Uma musiquinha boa, para ficar bem “de boa”, e iniciar os trabalhos:

 

[1] Disponível em: <https://paranaportal.uol.com.br/opiniao/in-loco-novas-tendencias-do-direito/as-inovacoes-advindas-com-as-startups/>.

Startup curitibana oferece cursos para capacitar profissionais e estudantes para o mercado

A startaup curitibana Olist criou uma série de cursos semanais, abertos ao público e oferecidos a valores simbólicos, com o objetivo de qualificar e capacitar profissionais e estudantes para o mercado de trabalho.

Os cursos oferecidos pela startup  são direcionados para profissionais interessados na área comercial.

“Produtividade: Como criar o ritmo de quem bate metas”, é o primeiro curso que  acontece no dia 18 de setembro, das 19h às 21h30, e visa a debater a produtividade no ambiente de trabalho, apresentando as boas práticas que permitem ao vendedor uma organização orientada para a obtenção de resultados.

Estudantes de graduação, pós-graduação e profissionais com ou sem experiência em vendas, mas interessados em atuar na área, podem fazer suas inscrições por meio do link.

As próximas trilhas de conteúdo, chamadas de Tech Start Labs e Python Labs, serão divulgadas em breve e ensinam o essencial para quem quer começar uma carreira como programador ou para quem já sabe programar e deseja se especializar em linguagem Python.

O cronograma completo de cursos será divulgado no LinkedIn e no Instagram do Olist.

 

startup

Startup paranaense recebe investimento de 45 milhões de dólares

A startup Pipefy, de Curitiba, anunciou que recebeu um investimento de 45 milhões de dólares, cerca de R$ 170 milhões. O valor veio em uma rodada série B, liderada pelo fundo Insight Partners, de Nova Iorque. Além disso, o capital tem participação da Open View e Trinity Ventures, investidores da empresa norte-americana. 

O valor será utilizado no desenvolvimento contínuo do produto e no aumento da escala da estratégia go-to-market da empresa, apoiando a investida enérgica do Pipefy na ampliação do acesso à metodologia Lean Management para todos aqueles que gerenciam processos e fluxos de trabalho.  

Com isso, a startup totaliza mais de 65 milhões de dólares, ou seja, quase R$ 250 milhões de reais desde sua fundação, em 2015. Hoje, são atendidos clientes em mais de 150 países, desde pequenas empresas até grandes corporações.

Os números não param por aí: a empresa, principal plataforma de gestão, cresce mais de 300% ao ano. 

PLATAFORMA

A startup é reconhecida pela flexibilidade que permite o gerenciamento de exceções. Além disso, a plataforma também é capaz de revolucionar a própria forma com que as pessoas trabalham. Sua tecnologia é capaz de automatizar tarefas repetitiva. Com isso, libera os colaboradores para que eles utilizem seus talentos em tarefas de maior valor. Por fim, ainda facilita a implementação de soluções RPA (Robotic Process Automation, ou Automação Robótica de Processos)

“Nossa visão é empoderar todos os executores dentro das organizações para que criem e implementem seus próprios fluxos de trabalho”, completa Alessio Alionço, o fundador e CEO do Pipefy. 

MAIS SOBRE A PIPEFY

 O Pipefy é a plataforma de gestão baseada na metodologia Lean capaz de auxiliar qualquer pessoa a ter total controle do seu trabalho em áreas como Marketing, Finanças, Recursos Humanos, Atendimento ao Cliente e Vendas. A ferramenta oferece os benefícios comprovados do gerenciamento Lean, incluindo maior agilidade, eficiência aprimorada e resultados de alta qualidade.

LEIA TAMBÉM:

As inovações advindas com as “startups”…

Quantas ideias temos em nossas mentes… quantas modificações buscamos realizar… emoções que não encontram dimensões suficientes para representar o impacto do “novo”, do “diferencial”, do “inovador”.

Assim, caminha a humanidade… com as redes sociais, as novas tecnologias, e tantas outras situações que atualmente encontramos em nosso cotidiano… e em meio a tudo isso, lá estão elas, as “startups”, seguindo os meios inovadores de se movimentar a economia.

Podemos lembrar do art. 170, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, nossa carta magna, que ao explicitar a ordem econômica, evidencia que:

A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

I – soberania nacional; II – propriedade privada; III – função social da propriedade; IV – livre concorrência; V – defesa do consumidor; VI – defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003) VII – redução das desigualdades regionais e sociais; VIII – busca do pleno emprego; IX – tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 6, de 1995)

Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.

Conversando “nas entrelinhas do Direito”, com o amigo André Cesar de Mello, que entre suas atividades da advocacia e dos meios acadêmicos, tem se aprofundado no tema em questão, apresentou suas considerações e pensamentos a respeito, os quais, compartilho com todos:

 

“Hoje, nas “entrelinhas do Direito”, falaremos um pouco mais sobre as startups, figuras essas que movimentam a economia de maneira dinâmica e geram a inovação necessária para que possamos reinventar meios e métodos já consagrados pelo tempo e pela experiência. Basta ver que hoje você, leitor, não consegue mais pensar e nem imaginar como era ir de um lugar a outro sem aplicativos de transporte, como o 99 e o Uber. Se antes tínhamos que ligar para uma rádio taxi e aguardar muito tempo para ter um carro, agora podemos ter esse mesmo resultado, mas melhorado, no tempo de um clique.

 

O QUE É UMA STARTUP?

 

  1. As startups não são coisas novas não. Essa história começou durante a época da bolha da internet, entre 1996 e 2001. Essa forma empresarial significava um grupo de pessoas trabalhando com uma ideia diferente que, ao menos em um primeiro olhar, poderia fazer dinheiro. Na realidade, é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza. A empresa também pode ser conceituada por uma estrutura que gere custos baixos. Ela deve focar não no produto/serviço primordialmente, mas sim em seu valor e rentabilidade, resolvendo desafios de seus clientes.
  2. As startups podem ser B2C (business to consumer), fornecendo serviços diretamente ao consumidor final. Exemplo disso é a 99POP. Ainda pode ser B2B2C (business to business to consumer), que é uma empresa que, por meio de outra empresa, fornece serviços/produtos ao consumidor final.
  3. Sabe qual é a grande sacada de uma startup? Ela é uma empresa cuja atividade/operação é repetível e escalável, mas não necessariamente instalada na internet. A função dela é gerar riqueza por meio do trabalho que presta. A finalidade de uma startup é a resolução de desafios e problemas em cenários de incertezas. É uma empresa inovadora em essência.
  4. A startup ai, que acabou de ser comprada pela Apple e trabalha com carros autônomos, é um exemplo do que estamos falando. Também a Netflix, Google, Paypal e Uber são exemplos de startups.

 

QUAIS SÃO OS ESTÁGIOS DE UMA STARTUP ?

 

  1. A startup tem uma fase de concepção, momento em que deverá ser analisada a solução ao mercado que essa empresa pode apresentar, devendo ser inovadora. Essa empresa deve analisar antes o mercado e resolver um problema/desafio. Logo em seguida deverá haver a gestação, desenvolvendo-se para a solução da problemática levantada antes. Após isso, a fase de nascimento e validação é caracterizada pela concretização da ideia. Aqui o projeto começa a ganhar ares de empresa e sai, efetivamente, do papel. Ainda, deverá haver a consolidação da empresa, sendo essa uma fase fundamental. Isso porque ou ela crescerá ou afundará.

 

QUAIS AS FIGURAS QUE PODEM SURGIR?

 

  1. Como já é de concluir do conceito, existem duas figuras principais em uma startup. A primeira é de um empreendedor ávido que, a todo custo, quer dar asas à sua imaginação e, não raro, não possui recursos financeiros bastantes para tanto. Ele tem a ideia, tem os amigos que podem ajudá-lo, mas não possui recursos financeiros. Justamente por isso surge a segunda figura comum e importante de um processo de startup: o investidor.

 

COMO FUNCIONA O INVESTIMENTO EM UMA STARTUP?

 

  1. Com a startup, o investidor espera minimamente dois resultados: retorno do investimento inicial e lucro sobre o trabalho/operação da empresa. E esse cálculo ao investidor tem uma série de variáveis, como o fluxo de caixa, taxa interna de retorno e outros índices.
  2. Com a figura do investidor, é absolutamente necessária a realização de um contrato muito bem amarrado, muitas vezes de empréstimo conversíveis. São exemplos de cláusulas a valuation cap (investimento baseado no valor de mercado da empresa e em seu crescimento) e a discount (ingresso do investidor de forma mais vantajosa financeiramente). O investidor pode ou não ingressar na sociedade, devendo o contrato de investimento prever tais possibilidades.
  3. Para a obtenção de investimento e para encontrar investidores, existem meios interessantíssimos. As instituições Broota, EqSeed, StartMeUp, EuSócio, Biva e outras facilitam o encontro do empresário com o investidor.
  4. Entre as empresas que auxiliam as startups, podemos destacar duas formas diferentes. As incubadoras apoiam a empresa no início da ideia, focando em inovação, ciência e tecnologia. Também fornecem estrutura, mentoria e investimentos. Por outro lado, as aceleradoras auxiliam startups que já estão em fase mais avançada, com modelo de negócio testado e aprovado pelo mercado, assim como focam em negócios com potencial grande. Da mesma forma, oferecem estrutura, investimento e mentoria.

EXISTE ALGUMA LEGISLAÇÃO NO BRASIL QUE TRATE SOBRE STARTUPS?

 

  1. Vejam que uma startup está envolvida na esfera do direito do consumidor, legislação de entidade de classes e resoluções das agências regulatórias. Basta ver que, no caso de médicos e advogados, a publicização não se faz possível. Deve ter atenção a esses fatores e aos códigos de ética.
  2. Claro que o tipo societário da startup contará muito. Com dois ou mais sócios, ela poderá utilizar a sociedade limitada, restringindo a responsabilidade de cada sócio às quotas integralizadas na empresa. Por outro lado, a startup poderá ter a forma de empresa individual de responsabilidade limitada, caso haja apenas um empresário. É a famosa Eireli. E existe também a possibilidade de constituição de sociedade por ações (S/A) para que haja o investimento. Geralmente isso é feito quando há o investimento por empresas especializadas. Esses tipos societários deverão ser registrados na Junta Comercial de cada estado e também no Cadastro Nacional de Pessoas jurídicas (CNPJ) perante a Receita Federal. Também se fará necessária a verificação da necessidade, ou não, de outras autorizações pertinentes para a atividade da empresa.
  3. Inclusive, recentemente foi publicada a Lei Complementar 167/2019. Nela foi criado o Inova Simples, criando um rito sumário para abertura e fechamento de empresas sob a forma de startup. A razão social da empresa deverá conter obrigatoriamente a expressão Inova Simples (I.S.). Da mesma forma, deverá haver a facilitação de registro de patentes, assim como traz outras alterações importantes. É o momento para as startups brasileiras se regularizarem.
  4. Ainda sobre esse tema, o Governo Federal está realizando consulta pública para avaliar a necessidade de criação de um marco legal para as startups, com base no exemplo que ocorreu com o Marco Legal da Internet. O formulário pode ser acessado pelo seguinte link: < http://www.mdic.gov.br/index.php/inovacao/marco-legal-de-startups>.
  5. É importante que os empreendedores façam um memorando ou outro documento simples, no início das atividades, que aborde, entre todos os sócios e envolvidos, a participação de cada sócio; o papel de cada qual; valores investidos; a saída do sócio, falecimento, falência, recuperação judicial ou insolvência civil; a forma de remuneração; a previsão, ou não, de regime de bens necessários aos sócios, se casados ou com união estável (a lógica aqui é evitar, ou não, o ingresso de cônjuges/conviventes na sociedade); o prazo de duração, se existente; outros assuntos importantes. Funciona, portanto, como o início de um estatuto empresarial. É onde as regras empresariais serão postas e rubricadas por todos os envolvidos, gerando a responsabilidade legal de cada qual.
  6. Da mesma forma, um acordo de confidencialidade é necessário. Isso porque a startup nasce de uma ideia que deve, necessariamente, resolver o problema/desafio de uma esfera social. Isso envolve um valor (e não apenas preço) em si mesmo que deve ser protegido e é um segredo de negócio. Portanto, confidencialidade entre os envolvidos (e não necessariamente apenas entre os sócios) deverá ser feito e assinado entre todos.
  7. O registro da marca se faz muito necessário, o que será feito no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). É a proteção efetiva da ideia do empresário.
  8. O aspecto tributário é fundamental e variará de acordo com o tamanho da empresa, faturamento e atividades realizadas, assim como da estratégia adotada pela empresa. O planejamento tributário deverá olhar para o cenário atual da empresa e para o futuro, vendo onde ela quer chegar. No Brasil existem 04 tipos de regimes tributários. O primeiro é o Simples Nacional. O segundo é o lucro presumido. O terceiro é o lucro real. O quarto, e não tão conhecido, é o luro arbitrado (ocorre geralmente por iniciativa do Fisco e é baseada na escrituração empresarial desqualificada que não poderá ser usada para analisar o balanço). A depender das variáveis acima destacadas, é possível que um regime seja melhor que o outro a depender da quantidade de custos/despesas da empresa, por exemplo. Cada empresa terá um cenário diferente e aí está a importância da orientação jurídica de advogados-consultores especializados na área.

 

CONCLUSÕES

 

  1. Meus amigos e amigas leitores(as), as startups estão envolvidas no sistema capitalista. O Brasil, formada por um modo capitalista, embora esteja vivendo uma suposta crise, possui um povo extremamente capaz e criativo que pode, sim, auxiliar na resolução de problemas/desafios mundiais.
  2. Exemplo disso é a brasileira Tatiana Pimenta, CEA e fundadora da startup Vittude, que recebeu a premiação mundial Cartier Women’s Initiative Awards por conectar psicólogos a pacientes. É a solução de um problema/desafio por meio da criatividade. O Brasil está cheio disso.
  3. O brasileiro é um empreendedor nato e quer, a todo custo, dar asas à sua criatividade. Não se apercebe que, quando “trabalha por conta”, o brasileiro está trabalhando como um verdadeiro empreendedor que, sim, movimenta o Brasil.
  4. Em Curitiba/PR, por exemplo, existe a Vale do Pinhão, que é um movimento para promover ações de cidades inteligentes. Esse programa foi criado pela Agência Curitiba de Desenvolvimento S/A. Tem como objetivo o desenvolvimento da inovação, atraindo todos os envolvidos nesse processo, como as aceleradoras, incubadoras, fundos de investimento, as startups, os movimentos culturais e outros. Para quem está no meio, a Vale do Pinhão é uma comunidade interessantíssima para aprender e desenvolver essa área de inovação.
  5. A startup é isso. É inovação. É criação. É desafio em momentos de incerteza. É o Brasil e o brasileiro. E, por isso, estamos aqui, nesta coluna, trazendo informações relevantes para incentivar brasileiros, jovens ou não, a serem atrevidos, criativos e realizados na busca de um propósito e de um país melhor. O exemplo da Tatiana pode ser seguido por todos que assim o quiserem e, para isso, o planejamento é necessário e a orientação (comercial, econômica e jurídica) é fundamental.
  6. Se você, leitor, quer um país melhor, as startups podem ser uma saída à inovação em nosso país. O incentivo e a criação nessa área podem trazer boas soluções. Se, por um lado, as coisas podem não estar andando bem, por outro devemos apoiar aqueles que estão crescendo e levando o país consigo. Albert Einstein já disse: “Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Foquemos em coisas diferentes e teremos, sim, resultados diferentes”.

 

Uma reflexão bem importante para aqueles que buscam inovar e fazer o diferencial em prol de uma sociedade mais justa, igualitária e com o desenvolvimento desejável.

Um ótimo final de semana,

Abraços,

Janaina Chiaradia

Ponta Grossa recebe Startup Weekend em junho

Três dias de evento e 54 horas de atividades programadas: esse é o cronograma do Startup Weekend, que será realizado entre os dias 14 e 16 de junho, na regional da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP), em Ponta Grossa.

Considerado o maior evento de startups do mundo, a iniciativa já passou por mais de 100 países e resultou na criação de mais de oito mil modelos de negócios. Realizado pela segunda vez no município, uma das principais novidades desta edição é a participação de especialistas da Rumo (maior operadora de ferrovias do Brasil) e que irá compor a banca de avaliação dos projetos apresentados.

“É uma oportunidade única que reúne empreendedores e futuros talentos dispostos a desenvolver negócios inovadores” destaca Lucas Tomas, coordenador de Inovação da Rumo. “Na ferrovia e no setor logístico de modo geral, há um vasto campo de oportunidades e desafios relacionados ao aumento da segurança e eficiência das operações”, afirma.

Ao todo, o Startup Weekend deverá reunir mais de 70 profissionais entre mentores, jurados, oradores e investidores. Os grupos serão formados a partir dos diálogos entre os empreendedores inscritos. “O evento segue o conceito de inovação aberta. Ou seja, a partir da troca de ideias e experiências, o participante escolhe como e com quem pretende desenvolver o projeto que será avaliado pela comissão”, explica Tomas.

Além da Rumo, a iniciativa também contará com a presença de representantes do SEBRAE e apoio da Trizy, startup de Ponta Grossa pertencente ao grupo KMM. As inscrições são limitadas e podem ser feitas exclusivamente na plataforma sympla (clique aqui).

Startup Weekend Ponta Grossa

Quando: de 14 a 16 de junho.

Endereço:   Rua Joaquim de Paula Xavier, 1050, Estrela, Ponta Grossa (PR) – Sistema Fiep – Sesi/Senai/IEL – Ponta Grossa.

Inscrições:  www.sympla.com.br

Inscrições para programa de aceleração de startups com foco em educação terminam hoje

Termina nesta quarta-feira (29) o prazo de inscrições para o programa de aceleração de startups com foco em educação da parceria entre o Grupo Marista, Future Education e FTD Educação. O programa acontecerá em São Paulo e será realizado durante três meses, a partir de junho. As inscrições podem ser realizadas através do site oficial do programa.

Cinco startups paranaenses são finalistas em campeonato nacional de inovação
Startup paranaense abrirá 150 vagas com salários de até R$ 15 mil e diversos benefícios

Até oito startups serão aceleradas pelo programa. O critério de seleção será a identificação do potencial para fornecer soluções para os Colégios Maristas, PUCPR e FTD Educação, e desde que estejam em estágio de prototipação (da ideia até o estágio de testes com o público-alvo) e MVP (Mínimo Produto Viável, em desenvolvimento e que pode ser acelerado e finalizado como produto).

“Transformar o país por meio da educação é nossa missão como Grupo Marista, e parcerias como essa trazem novos olhares e novas formas de pensar em soluções educacionais adequadas a cada um dos segmentos que atuamos”, diz Paulo Serino, Superintendente do Grupo Marista.

Para serem aceleradas, as Edtechs deverão ainda apresentar um protótipo relacionado a um dos temas do programa: Educação Básica, essencialmente prover a personalização do processo de aprendizagem por meio de tecnologias educacionais; Educação Superior, com apresentação de soluções tecnológicas que possam otimizar a experiência dos estudantes durante toda a sua passagem pela universidade, e Editora, visando enriquecer as experiências de aprendizado em sala de aula e fora dela.

“Nosso objetivo com este programa é acelerar Edtechs que possam contribuir para os propósitos de inovação do Grupo Marista e da FTD Educação, e que desenvolvam soluções para a aplicação de novos modelos disruptivos, que deve incluir desde inteligência artificial até o uso massivo de dados sobre aprendizagem”, diz Thiago Chaer, CEO da Future Education.

O programa contempla ainda a imersão das Edtechs no mercado educacional e receberão mais de R$ 100 mil em benefícios, através da rede de parceiros da Future Education (IBM, Hubspot, entre outros). Todas as Startups participantes, selecionadas ou não, receberão feedback dos organizadores.

“As novas tecnologias estão transformando a forma como as pessoas interagem no consumo de produtos e serviços. Além disso, a velocidade em que são criadas novas soluções baseadas em tecnologia nos direciona à necessidade de estarmos conectados ao universo das Edtechs”, afirma Antonio Rios, Superintendente da FTD Educação.

Programa de Aceleração de Edtechs 2019 – Grupo Marista e Future Education
Inscrições: até 29 de maio
Sessão online de entrevistas: de 04 a 30 de maio
Pitch Day: 10 de junho
Início do programa de aceleração: 12 de junho
Informações e Inscrições: http://marista.futureeducation.com.br

Cinco startups paranaenses são finalistas em campeonato nacional de inovação

A Demo Day Open Innovation, uma premiação em parceria entre a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Agência PUC de Inovação, Distrito, Jupter, Sebrae e Sistema FIEP, divulgou a lista de cinco startups que disputarão a final na próxima semana. O objetivo do programa é incentivar e aproximar as startups do ecossistema de inovação nacional e internacional.

A Bunker trata-se de uma empresa que auxilia o cadastro de clientes em ambientes digitais com o uso de inteligência artificial, onde existe a necessidade de validar se a pessoa é de fato quem ela diz ser. A Bunker foi lançada oficialmente em outubro de 2018 durante a GartnerIT Expo, em Orlando, e seu CEO Caio Pizzol conta que, desde então, eles já validaram mais de 20 mil usuários e economizaram mais de 2.400 horas que teriam sido gastas em processos manuais e que agora estão buscando a expansão para outros países. “Ficamos muitos contentes com o resultado e isso indica que estamos no caminho certo: facilitar e automatizar a experiência do usuário no processo de onboarding. Falando apenas das Fintechs, existem aproximadamente 2 bilhões de pessoas bancarizadas no mundo e a Bunker procura facilitar esse processo de abertura de conta, reduzindo o risco de fraudes e tornando o processo menos burocrático”, relata Caio.

Já a Contraktor é uma plataforma digital que oferece gestão de contratos descomplicada e assinatura digital. Nela é possível reduzir processos, conectar equipes, criar, assinar e gerenciar documentos. A empresa foi fundada em 2016, quando começaram oferecendo uma solução para advogados, mas, logo perceberam, que o mercado empresarial poderia ser mais atrativo. Hoje, eles atendem escritórios e departamentos jurídicos, mas também outras áreas. Bruno Nunes Doneda, Co-Fundador e Gerente de novos negócios, afirma que é uma iniciativa voltada para empresas que querem fazer a transformação digital. Já possuem mais de 100 mil clientes, distribuídos em 14 estados. “O resultado no Demo Day é fruto do esforço de todo o time, de toda a equipe”, afirma.

A Giro.Tech, por sua vez, é uma plataforma que pretende ajudar empresas de grande porte a implantar programas de antecipação de recebíveis aos seus fornecedores. Ela surgiu do encontro de duas empresas em 2017: a Esparta, focada em tecnologia, desenvolvimento de aplicativos, plataformas, etc, e a Monetiza Investimentos, voltada para o mercado financeiro e que trabalha bastante com recebívei. “Gostamos muito da notícia. Claro que queremos o 1° lugar, mas a principal intenção é impactar o pessoal da banca. Queremos mostrar que a Giro pode ajudar essas empresas a melhorar a dinâmica financeira na sua cadeia de fornecedores”, conclui Ronaldo Campos de Oliveira, CEO da Giro.

A finalista Mobi7 foi fundada em 2017 com foco na redução de acidentes de trânsito, através da transformação de dados em informações em tempo real. Atua em todo o Brasil e atende todos os tipos de veículos, como carros, caminhões, ônibus e máquinas. Pedro Pitt, Diretor de Marketing e Produtos da empresa relata que, para a inscrição no Demo Day, foram apresentadas soluções e tecnologias para gestão de frotas, que incluem geolocalização veicular; módulos inteligentes para gestão de abastecimentos; manutenções; comportamento de direção do motorista; e a inovadora solução de car-sharing para empresas, com abertura do veículo via smartphone. “É muito satisfatório receber esse reconhecimento de um evento tão importante e ao lado de outras tantas startups inovadoras. Celebramos com toda a equipe, pois sem eles não teríamos alcançado esse resultado. Independente do resultado final, participar dessa grande final já um grande motivo de orgulho pra Mobi7”, afirma Pedro Pitt.

A Monest é um combinado de estratégias de relacionamento com o devedor, que utiliza a plataforma digital para automatizar e otimizar as relações na jornada de cobrança. De acordo com Thiago Arioli Oliveira, CEO e Fundador da empresa, a Monest é uma spin-off do escritório fundado pelo seu pai, com mais de 25 anos de know-how em cobranças, e a sua expertise em tecnologia. “É muito gratificante ter nosso trabalho sendo reconhecido por uma banca tão relevante, num evento tão disputado e com soluções incríveis. Temos segurança em dizer que prestamos um serviço distinto e de qualidade. Ao mesmo tempo, sabemos que as demais startups também oferecem serviços de grande relevância para o mercado, então é difícil saber qual será o resultado”, conclui Thiago Oliveira.

Os três vencedores serão anunciados durante o 17º Encontro Open Innovation que acontece em Curitiba na próxima terça-feira (28).

Startup curitibana desenvolve prótese de mão 80% mais barata

Um projeto desenvolvido pela startup curitibana Santiago Tecnologia pretende popularizar o acesso da população de pacientes com agenesia (ausência) da mão à próteses ortopédicas de alta funcionalidade produzidas em impressoras 3D.

A ideia é desenvolvida no Worktiba Barigui, o coworking da Prefeitura de Curitiba, pelo estudante de Medicina Lucas Santiago e o engenheiro mecânico Arturo Vaine e promete ser 80% mais baratas que as convencionais, que chegam a custar mais de R$ 50 mil.

A iniciativa já recebeu o reconhecimento do Prêmio Ozires Silva de Empreendedorismo Sustentável e conta com o apoio de Norton Mello, mestre em Engenharia Biomédica e proprietário da empresa Bioeng, referência em projetos de alta complexidade na área da saúde.

Com o apoio técnico do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap), órgão gestor do Worktiba Barigui, a startup se conectou com a coordenadora dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Prefeitura, Denise Moraes, que sugeriu complementos e encaminhou os empreendedores para instituições que podem ajudar nos testes e na validação do projeto. Outra conexão foi feita com a Secretaria Municipal de Educação, que demonstrou interesse no projeto de impressão 3D.

O trabalho desenvolvido pela startup é complexo e envolve pesquisa e desenvolvimento, o que onera outras tecnologias já desenvolvidas e utilizadas. “Inúmeras iniciativas semelhantes já foram disseminadas devido à popularização de impressoras 3D nos últimos anos, mas a maioria foram projetos copiados dos Estados Unidos e da Europa”, afirma Arturo.

O diferencial do projeto curitibano está no desenvolvimento de melhorias sugeridas por pacientes, na realização de testes padronizados em Centro de Reabilitação e na mentoria com profissionais da saúde.

“A nossa principal dificuldade está no fato de que este tipo de trabalho requer esforço de uma equipe multidisciplinar, com conhecimentos que vão desde detalhes do processo de recuperação pós-operatório a questões técnicas da replicabilidade de peças ortopédicas. Neste sentido, tivemos um grande apoio a respeito de etapas de protetização da terapeuta ocupacional Márcia Helena da Silva “, explica Arturo.

Nas próximas semanas deverá ser impressa a primeira prótese completa de mão da startup em uma impressora 3D. O tempo da impressão estimado é de 16 horas, pois serão camadas milimétricas fundidas com calor, de acordo com o desenho detalhado no projeto.

Números

Estima-se que no Brasil ocorram, todo ano, mais de 50 mil cirurgias de amputação. Deste número, cerca de sete mil correspondem a procedimentos associados a membros superiores, segundo dados do SUS.

Mesmo neste cenário a aquisição de dispositivos que apresentem boa funcionalidade para as Atividades de Vida Diária (AVDs) ainda é pouco acessível. Embora este tipo de tecnologia possa ter grande impacto na vida de um paciente, dar seguimento ao processo de reabilitação é imprescindível para que a adesão à prótese tenha os melhores efeitos esperados e não ocorra abandono do dispositivo.

Com informações da assessoria