A visita do Papa João Paulo ao Paraná em 1980

 

Um dos momentos mais importantes da história do Paraná foi a visita do Papa João Paulo II em 1980. Ele esteve por dois dias em Curitiba, e levou uma concentração popular gigante ao Centro Cívico. Um bosque na cidade foi criado em homenagem ao Papa, e também à grande colônia polonesa do Paraná. Veja como foi no vídeo desta página.      * A foto de capa é do site “Curitiba Antiga”.

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Contato com José Wille.

 

 

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Inscrições para visitas guiadas noturnas ao cemitério começam nesta segunda-feira

Começam nesta segunda-feira (14/10), à 0h, as inscrições para as próximas três edições da visita guiada noturna ao Cemitério Municipal São Francisco de Paula, no São Francisco, em Curitiba. Os passeios serão na quinta (17/10), sexta (18/10) e sábado (19/10), entre 19h e 22h e as vagas são limitadas.

Os interessados devem ficar atentos, segundo a diretora de Serviços Especiais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e pesquisadora, Clarissa Grassi. Segundo ela, as visitas noturnas são as mais concorridas do calendário. “As inscrições para as edições noturnas lotam em minutos, na maioria das vezes”, alerta.

Para participar da visita guiada é preciso encaminhar nome e RG de até quatro pessoas para o e-mail visitaguiada@smma.curitiba.pr.gov.br e aguardar confirmação. O roteiro é o mesmo da visita padrão e o programa é resultado de uma parceria da Secretaria do Meio Ambiente com a Fundação Cultural de Curitiba.

Serviço: inscrições para visita guiada noturna ao cemitério

  • Início: 14/10, a partir da 0h. Enviar nome e RG de até quatro pessoas para visitaguiada@smma.curitiba.pr.gov.br. A participação é gratuita, com vagas limitadas. Interessados devem aguardar o e-mail de confirmação.
  • Visitas: quinta (17/10), sexta (18/10) e sábado (19/10)
  • Horário: das 19h às 22h
  • Local: Cemitério Municipal São Francisco de Paula (Praça Padre João Sotto Maior, s/nº, São Francisco)

*Com informações da Prefeitura de Curitiba

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Ex-juiz que mandou prender Pinochet, Baltasar Garzón afirma que Lula é preso político

O ex-juiz espanhol Baltasar Garzón visitou Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira (26), na Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba. Ao deixar o prédio, no final da tarde, o jurista afirmou que o ex-presidente é um preso político, e que suas condenações na Lava Jato não encontram fundamentos em provas diretas ou indiretas.

Garzón é conhecido por ter decretado a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet, em outubro de 1998, criando um marco para a jurisprudência internacional sobre crimes contra humanidade. Em seus anos de magistratura, o ex-juiz julgou casos de grande repercussão, não só de crimes contra a humanidade, mas também sobre terrorismo, narcotráfico e corrupção política.

“A principal crítica que faço aos processos [contra o ex-presidente Lula] está relacionada à falta de garantias e cumprimento do devido processo legal. É preciso investigar fatos, e não perseguir pessoas”, comentou Garzón, ao deixar a sala de Estado Maior onde o petista encontra-se detido desde 7 de agosto do ano passado.

“Não há prova direta ou indireta que justifique a condenação”, completou o juiz que mandou prender Pinochet.

O espanhol disse esperar que o Poder Judiciário brasileiro analise o caso novamente, considerando as garantias previstas na Constituição Federal. O ex-juiz ainda fez um apelo para que o judiciário aproveite as críticas e a repercussão internacional da prisão de Lula para rever os conceitos.

“O que está em jogo é a credibilidade do Estado Democrático de Direito. Se isso fracassa, é a abertura de um abismo”, comentou Baltasar Garzón, ao deixar a visita ao ex-presidente Lula.

Ex-juiz Baltasar Garzón visitou Lula acompanhado de Tarso Genro

O ex-ministro petista Tarson Genro acompanhou Garzón na visita desta quinta-feira (26). Aliado próximo de Lula, o ex-governador do Rio Grande do Sul afirmou que o político está sereno e confiante.

“Mais preocupado do que com a sua própria situação, Lula está preocupado com a destruição do Brasil. [Destruição] da educação, das políticas públicas e da imagem internacional”, comentou Tarso Genro, que chefiou as pastas de Educação, Relações Internacionais e Justiça.

Também jurista, o gaúcho afirmou que a convicção jurídica internacional já está formada. Para ele, a prisão de Lula, da forma como foi orquestrada, e no momento em que o ex-presidente liderava as pesquisas de intenção de voto para reassumir o Executivo, causa reações negativas e temerárias.

“Não tenho dúvida de que se aproxima o dia em que Lula voltará a sua casa. Disse a ele: ‘vista o seu terno que logo você estará na rua e nós voltaremos para a luta'”, completou.

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Em meio a impasse com Bolsonaro, políticos nordestinos visitam Lula em Curitiba

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá nesta quinta-feira (25) a visita de dois importantes aliados políticos da região nordeste. O governador do Ceará, Camilo Santana, e o senador Jaques Wagner, eleito pela Bahia, estarão em Curitiba para conversar com o líder petista, que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF) desde abril de 2018.

Os dois políticos do PT (Partido dos Trabalhadores) fizeram duras críticas a Jair Bolsonaro (PSL) nos últimos dias. Aparentemente sem saber que estava sendo gravado, o presidente da República confidenciou ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), que “dentre os governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão”.

O áudio foi captado pela TV Brasil, que transmitia o encontro de Bolsonaro com jornalistas estrangeiros. A fala do presidente motivou a emissão de uma carta assinada em conjunto pelos nove governadores nordestinos, na qual eles manifestam ter recebido “com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais“.

Além de assinar a carta, Camilo Santana também se manifestou pelas redes sociais. O governador do Ceará cobrou de Jair Bolsonaro uma postura pacifista. “Terminou a eleição, devemos governar para todos, deixando para trás as diferenças“, escreveu o petista.

Governar, para mim, é buscar agir sempre com senso de justiça, com muito respeito, e priorizar o que for melhor para a…

Publicado por Camilo Santana em Domingo, 21 de julho de 2019

O senador Jaques Wagner, ex-ministro de Lula, escolheu palavras mais duras para criticar Bolsonaro, a quem chamou de “frasista infeliz e governante deplorável”. Pelo Twitter, o ex-governador da Bahia afirmou que o presidente da República “só destila preconceito e ódio”.

“As ofensas contra o povo nordestino são mais um capítulo deplorável desse governo. Infelizmente, temos um presidente que não gosta do Nordeste e que só sabe destilar ódio e preconceito”, escreveu.

Wagner e Santana visitam Lula nesta quinta-feira (25), na sede da Superintendência da PF em Curitiba. O ex-presidente petista recebe visitas todas às quintas. Os familiares têm acesso à sala de estado maior nos períodos da manhã e da tarde. No final da tarde, entre 16h e 17h, Lula tem autorização para receber dois amigos.

Bolsonaro se defende de críticas ao Nordeste

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Foto: Alan Santos/PR

Quatro dias depois de chamar os nordestinos de “paraíbas”, Jair Bolsonaro fez sua primeira visita à região. Na inauguração do novo aeroporto de Vitória da Conquista, a 518 km de Salvador, na Bahia, o presidente disse que ama o povo nordestino e que governa sem preconceitos.

“É uma honra hoje também ser nordestino cabra da peste […] Somos todos paraíbas, somos todos baianos. O que nós não somos é aqueles que querem puxar para trás o nosso estado, o nosso país”, disse o presidente.

Em discurso a um grupo de milhares de apoiadores, usando um chapéu de vaqueiro, Bolsonaro deixou “um abraço para os nordestinos e um beijo para as nordestinas. Eu amo todas vocês [mulheres], eu gosto de todos vocês [homens]”.

 

 

Após visita a Lula, Haddad diz que Moro deveria ter sido afastado há anos

Fernando Haddad disse que Sergio Moro, ex-juiz federal e atual ministro da Justiça, devia ter sido afastado após a divulgação dos áudios entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, em março de 2016.

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), derrotado por Jair Bolsonaro na última eleição presidencial, visitou o Lula na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba, na tarde desta terça-feira (11).

“Desde a violação da Dilma, não havia condição de sustentar o Moro no processo. Aquilo já foi um fato suficientemente grave. Infelizmente aquilo não foi compreendido na sua gravidade e agora estamos vendo desdobramentos. O bom é que sempre há tempo para reparação”, avaliou.

Além disso, o petista destacou que Lula ganhou confiança após a publicação do Intercept Brasil, que revelou conversas do Telegram entre Moro e Deltan Dallagnol que, entre outras coisas, mostra que o ex-magistrado interferiu no andamento da Operação Lava Jato.

De acordo com Haddad, o PT ainda aguarda novas provas por parte do site para ajudar o ex-presidente a comprovar sua inocência, mas ressaltou que o material já revelado não foi desmentido. Só a partir de todo o conteúdo divulgado é que será feita uma peça jurídica mais embasada para se levar à Justiça.

“Vamos aguardar o apanhado de tudo que for divulgado. Ele [Lula] mantém a esperança de que a verdade irá prevalecer. Sabe que é um processo lento, mas [está] cada vez mais confiante que toda a verdade a seu respeito será revelada e que sua inocência será comprovada. Está convencido que começa a ser contada toda a história sobre esses episódios”, completou.

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Bolsonaro chega ao Paraná sob gritos de “mito” e se emociona com apoiadores

Com gritos de “mito”, Jair Bolsonaro se emocionou com o apoio recebido por diversas pessoas no Aeroporto Municipal de Cascavel, na região oeste do Paraná. O presidente da República quase foi às lágrimas ao cumprimentar os populares presentes.

“Muito obrigado pelo apoio, é muito importante e emociona. Nós vamos mudar o Brasil”, disse ele, antes de conter a emoção.

Bolsonaro desembarcou no Paraná por volta das 13h e tinha a programação de seguir, de helicóptero para Capanema, na região sudoeste, ao lado do governador Ratinho Júnior. Os dois participariam da inauguração da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, mas tiveram a viagem cancelada por falta de segurança – chove muito na região e a decolagem não foi autorizada.

A Usina está instalada no trecho final do rio Iguaçu, entre os municípios de Capanema e Capitão Leônidas Marques, e recebeu R$ 2,4 bilhões em investimentos. Com 350 megawatts (MW) de potência instalada, essa hidrelétrica pode produzir energia suficiente para atender mais de um milhão de pessoas e 30% dela tem participação da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

“Não é obra do nosso governo, foi concluída aqui. Temos carência de energia no Brasil. Tivemos a crise e pouco investimos na geração de energia. Mas nós temos projetos para outras fontes, alternaivas, de energia, como eólica e solar”, comentou sobre o assunto à Cascavel TV Educativa (CATVE).

ELOGIOS AO PARANÁ

Em uma rápida entrevista à CATVE Bolsonaro elogiou Ratinho Júnior, declarando que o governador tem mantido uma política muito saudável no estado.

“O que a gente puder fazer pelo Paraná, faremos sem qualquer entrave. O que devemos é destravar o Brasil”, finalizou.

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Bolsonaro e Moro visitam Curitiba e encaram protesto contra cortes na educação

O presidente Jair Bolsonaro estará em Curitiba na tarde desta sexta-feira (10). O evento no Facebook “Bolsonaro em Curitiba não é bem vindo” ganhou força ontem (9), véspera da visita do político à capital paranaense.

São 2,5 mil pessoas confirmadas e 5,6 mil interessadas em participar do protesto contra o governo federal. Entre os manifestos, estão os recentes cortes na educação – na Universidade Federal do Paraná serão retirados R$ 48 milhões – e a reforma da Previdência.

Entre outras figuras do atual governo, Bolsonaro estará acompanhado por Sergio Moro, ministro de Justiça e Segurança Pública.

Os dois são esperados nesta sexta-feira (10), às 16h, no Palácio Iguaçu, pelo governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), que ainda receberá os governadores de Santa Catarina, Comandante Moisés (PSL), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

Todos devem firmar um contrato de cooperação técnica com o governo federal para o funcionamento do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública da Região Sul (CIISP-Sul). 

A partir das 16h, haverá bloqueio no trânsito na Rua Deputado Mário de Barros, entre a rotatória com a Marechal Hermes até a Conselheiro Raul Viana. A Setran vai orientar o trânsito na região.

AGENDA NO PARANÁ

Durante a manhã, Jair Bolsonaro é esperado em Foz do Iguaçu. Às 13h, ele e o presidente paraguaio Mario Abdo Benítez vão participar do lançamento da pedra fundamental da segunda ponte entre Brasil e Paraguai.

Ela será construída no Rio Paraná, entre a cidade paranaense e Presidente Franco, cidade paraguaia vizinha à Cidade do Leste, onde fica a Ponte de Amizade.

É a segunda vez que o presidente estará no Oeste de Paraná neste ano. No final de fevereiro, ele participou da solenidade de posse do novo diretor-geral brasileiro da Itaipu, Joaquim Silva e Luna.

SEGUNDO PROTESTO CONTRA O GOVERNO 

Caso aconteça, esse será o segundo protesto contra o atual governo federal. No final de abril, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sofreu com uma manifestação em Curitiba.

Ele teve que transferir seu pronunciamento sobre o lançamento do Programa Lixão Zero. A fala estava programada para às 11h da manhã, mas acabou acontecendo no período da tarde, na sede do governo estadual.

Na época, o Salles sofreu pelo corte de 24% do orçamento anual previsto para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Com R$ 89,9 milhões a menos, o corte vai atingir até o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), responsável por fiscalizar unidades de conversação florestal no Brasil.

Senadores da CCJ fazem inspeção da carceragem da PF, mas saem em defesa de Lula

Quatro senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado estiveram nesta terça-feira, em Curitiba, para uma inspeção às condições da carceragem da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde está, entre outros presos, está detido, em uma sala especial transformada em cela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar do caráter oficial da visita e de terem conversado com todos os presos do local, Roberto Requião (MDB), Edison Lobão (MDB), Jorge Viana (PT) e Renana Claheiros (MDB) defenderam ao deixar a PF, que Lula seja solto pela Justiça.

“A CCJ resolveu verificar as condições dos presos na PF. visitamos todos. As condições estão adequadas, boas. Mas, no presidente Lula encontramos uma vontade inquebrantada acreditando na sua inocência e esperando que suas apelações sejam julgadas e tenham como consequência sua liberação”, relatou Requião.

Autor do requerimento para a inspeção, Viana reforçou o caráter oficial da visita, mas também deu sua opinião sobre a prisão de Lula. “Essa visita é uma visita oficial da CCJ, suprapartidária, para ver as condições das pessoas que estão presas aqui, inclusive o Lula. Ele clama por Justiça, não quer nenhum tipo de concessão, só um julgamento justo, em respeito a sua história e em respeito ao povo brasileiro que confia nele. Vimos a indignação de uma pessoa injustiçada, mas também a paciência de quem espera pela Justiça”.

O presidente da CCJ, Edison Lobão fez uma defesa mais enfática do ex-presidente. “O presidente Lula escolheu esse caminho da prisão, para manter sua dignidade. Ele poderia ter tido uma outra reação. Mas não, ele quer que provem que é culpado. Está na convicção plena de que provará sua inocência e sairá daqui limpo, como ele sempre foi na vida”, disse.

Renan Calheiros criticou a Operação Lava Jato. “Encontramos um presidente Lula convicto de que vai sobretudo demonstrar sua inocência. Ele foi condenado por convicção e ainda teve uma antecipação da pena, isso não pode acontecer no país”, disse. “Tenho certeza que esse processo não está seguindo o rito da legalidade. A decisão do STF é que se pode, em determinados casos, antecipar o cumprimento da pena. Não obrigatoriamente, como decidiu o TRF4. Não há fundamentos para antecipar a pena de Lula a não ser o fato de ele liderar as pesquisas de intenção de votos. Ele, mais do que nunca é um preso político”, concluiu.

A ex-ministros Lula reclama de proibição de entrevistas. “Querem me calar”

Após visitarem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal, seus ex-ministros Franklin Martins e Celso Amorim, relataram que Lula ficou mais contrariado com a decisão da Justiça de proibi-lo de conceder entrevistas e gravar depoimentos para as convenções partidárias que com a cassação de seu alvará de soltura por duas vezes no último domingo.

“Ele falou que eles não querem apenas lhe manter preso, querem calá-lo. Impedir de falar, impedir que o povo ouça suas ideias. Mas ele disse que isso não derrota as ideias, porque elas já viraram parte da experiência do povo, que, nos anos Lula e Dilma, passou a ver que podia ter cidadania e dignidade. Agora, vendo este governo destruir direitos, acabar com a previdência, diminuir os investimentos sociais, não é impedindo o ex-presidente de falar que vão segurar o povo”, disse Franklin Martins.

Em seguida, ele reforçou o discurso ao falar para os manifestantes que fazem vigília em frente a PF. “O objetivo deles o tempo todo é sumir com o presidente, fazer com que Lula desapareça do cotidiano, das disputas políticas, fazer com que o presidente, que é o maior líder político desse país, esteja ausente de tudo. E, para isso, é preciso que ele esteja sozinho numa cela. E vocês estão fazendo com que ele jamais esteja sozinho. Suas ideias não podem ser presas, porque suas ideias pertencem ao povo, encarnaram na presença do povo e nós somos apenas a ponta de lança de algo maior que está vindo por aí que é recuperar o Brasil para os brasileiros”, declarou.

Celso Amorim relatou que Lula tratou com muita tranquilidade os acontecimentos de domingo, “claro que também com sentimento forte de que, pela primeira vez se cria uma brecha na Justiça que o juiz competente é desautorizado por um juiz de primeira instância em férias”, e que afirmou que “não troca sua dignidade pela liberdade”. Segundo o ex-chanceler, “Lula está indignado com a maneira como a soberania brasileira está sendo achincalhada pela dilapidação total de nossos patrimônios”. Ele teria reclamado que até a Amazônia está sendo exposta a estrangeiros. “Ele está incomodado com o que está acontecendo com a Petrobras, preocupado com o que está acontecendo com a Embraer, está convencido de que tem que ser candidato para defender a soberania”, acrescentou.

Polícia Federal veta visita de assessor de papa a Lula

O assessor do papa Francisco  para assuntos de justiça e paz, Juan Grabois, foi impedido de visitar o ex-presidente Lula pela superintendência da PF, sob argumento de que não é líder religioso. Grabois trouxe um rosário para Lula, que disse ser enviado pelo Papa. A Polícia Federal comprometeu-se em entregar o rosário a Lula.

A visita estava programada para às 16h desta segunda-feira, dia em que o ex-presidente vem recebendo visitas religiosas após autorização da Superintendência da Polícia Federal do PAraná, em acordo negociado com a defesa de Lula.

Segundo o próprio Grabois, sua visita foi vetada pelos policiais federais por ele não ser um sacerdote consagrado. “Muito preocupado com a deterioração da democracia no país, vinha para uma visita que já estava previamente agendada e fui surpreendido pelo impedimento de visitá-lo”, disse.

“Não compreendo as autoridades me barrarem por questões teológicas, por considerarem que não sou um sacerdote consagrado. Todos os batizados somos discípulos religiosos e temos uma missão a cumprir. Surpreende que as autoridades daqui não tenham esse conhecimento”, acrescentou. “Visitei presos em situações similares em vários locais do mundo e nunca me deparei com uma negativa desta natureza”, disse.

Grabois disse que, além do rosário, deixou uma carta manuscrita a Lula e espera receber uma resposta.