Guerra na Ucrânia leva papa à embaixada da Rússia no Vaticano

Acreditava-se ser a primeira vez que um papa foi a uma embaixada para falar com um embaixador em um momento de conflito

Agência Brasil - 25 de fevereiro de 2022, 14:11

Foto: Divulgação/Vaticano
Foto: Divulgação/Vaticano

O papa Francisco foi nesta sexta-feira (25) à embaixada da Rússia junto à Santa Sé para transmitir sua preocupação com a invasão russa da Ucrânia ao embaixador russo, em uma quebra sem precedentes do protocolo diplomático. O porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni, disse que o papa passou cerca de 30 minutos na embaixada, que fica perto do Vaticano.  

"Ele foi expressar sua preocupação com a guerra", afirmou Bruni à agência de notícias Reuters. Bruni não comentou sobre uma reportagem que afirmou que o papa, de 85 anos, havia oferecido a mediação do Vaticano.

Acreditava-se ser a primeira vez que um papa foi a uma embaixada para falar com um embaixador em um momento de conflito. Os enviados estrangeiros são normalmente convocados pela Secretaria de Estado do Vaticano ou se reúnem com o Papa no Palácio Apostólico.

Mediação

Em uma entrevista com a Reuters em 14 de fevereiro, antes da invasão, o embaixador da Ucrânia no Vaticano, Andriy Yurash, disse que Kiev estaria aberta a uma mediação do conflito pelo Vaticano.

Em uma declaração na quinta-feira, o Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, disse que a Santa Sé esperava que aqueles que têm nas mãos o destino do mundo tivessem um "vislumbre de consciência".

Líderes mundiais acusaram o presidente russo, Vladimir Putin, de flagrante violação do direito internacional ao lançar o maior ataque de um estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.